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Mensagens das Semanas Anteriores

Mensagens da Semana - Junho 2014


"NÃO TEMAIS PEQUENO REBANHO"


Neste 12º domingo do tempo comum a liturgia da Palavra nos fala sobre o MEDO. Na primeira leitura o profeta Jeremias fala da perseguição que ele sofreu, mas sentiu-se forte porque era acompanhado pela presença de Deus: "O Senhor estava ao meu lado como um forte guerreiro" (cf. Jer 20,10-13). No evangelho, Jesus encoraja os discípulos e a nós a não termos medo: "Não tenhais medo dos homens, não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma" (cf. Mt 10,26-33).

O apóstolo Paulo falando aos Romanos nos mostra como o pecado entrou no mundo mais o amor de Cristo com sua morte na cruz fomos todos salvos (cf. Rm 5,12-15). Cristo nos liberta do pecado por meio do nosso Batismo. Ele nos livra deste peso. Constatamos hoje que o medo está presente em todos os lugares: Na saúde, a notícia da morte de pessoas jovens nos assustam. Surgem doenças cada vez mais misteriosas que nos desapontam. Um clima de insegurança diante da violência instalada. Denuncias sobre corrupção, lutas políticas. Manifestações públicas que deixaram de ser expressões de insatisfações para um caminho de depredação. Insegurança no trabalho. Tempos difíceis. Cremos que todos estes aspectos são decorrentes da falta de confiança em Deus. O Homem precisa voltar a deixar-se guiar pelo Senhor. Semear a esperança no meio desta nuvem escura é o caminho para resgatar a alegria de viver.

 
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta 
Pároco

O ROSTO DA TRINDADE: AMOR E FIDELIDADE

 
A festa da Santíssima Trindade que celebramos neste domingo revela o rosto de um Deus pleno de amor, misericordioso, clemente, paciente, rico em bondade e fiel (cf.  Ex  34,  6-7). Falando à comunidade de Corinto Paulo exorta para que todos viva alegremente, um encorajando o outro, cultivando a concórdia e vivendo na paz. Com isso, o Deus do amor e da paz estará com todos  (cf.2Cor 13,11-13). Portanto, o amor e a paz são frutos da Trindade. No evangelho, por meio de João, aprendemos que o amor do Pai, fez Jesus vir ao mundo não para condenar mas para salvar a todos. 
 
Crer nele é garantia de salvação. (cf. Jo 3,16-18). A presença redentora de Jesus em nosso meio é a grande expressão desse amor que a Trindade tem por cada um de nós. Este mesmo Jesus nos afirma que não nos deixará órfãos mas nos enviará o seu Espírito, que agirá através dos dons que enriquecem a humanidade na diversidade. 
 
 A  festa da Trindade nos educa para a Unidade e a Comunhão, pois Deus é uma comunidade de amor.  A comunidade cristã vive a Trindade na medida que forma uma comunidade de amor e mostra-se fiel a Deus.
 
 
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta 
Pároco

A VINDA DO ESPIRITO SANTO ROMPE AS FRONTEIRAS DAS NAÇÕES

 

O evangelista João assim narra a descida do Espirito Santo: "estando fechadas, por medo dos judeus, as portas onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e disse: A paz esteja com convosco. Mostrou-lhes as mãos e o lado, soprou sobre eles e disse: Recebei o Espirito Santo" ( Jo 20,19ss). 

 
Neste episódio celebramos hoje: PENTECOSTES, ou seja, cinqüenta dias depois da Ressurreição de Jesus, o Espirito Santo desce sobre os Apóstolos. 
 
O Espirito do Senhor vem para superar as barreiras do medo, dar força e criar coragem para testemunhar o amor de Jesus. Os apóstolos falam as línguas de cada um. 
 
A paz, perdão e solidariedade indo ao encontro de todos os povos. Dessa forma também a Igreja é conduzida em sua missão pelo mundo pelo Espirito Santo. 
 
Segundo o apóstolo Paulo é o Espirito que vem em socorro de nossas fraquezas e intercede em nosso favor, penetra o íntimo de nossos corações (cf. Rm 8,22-27). É o Espirito que distribuiu os seus dons para o enriquecimento de todos, pois formamos um só corpo (cf. 1Cor 12,3ss).
 
Nos diz o arcebispo de Belém do Pará: "Sem o Espirito Santo, Deus está distante, Cristo é do passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja é uma simples organização, a autoridade é dominação, a missão é propaganda, o culto é evocação, o agir cristão é uma moral de escravos"(cf. Don Alberto Taveira Correa, art. "Recebam o Espirito Santo", site CNBB, artigos dos Bispos in: cf. Ignácio Hazim, La ressurezione e l'uomo d'oggi - Ed. Ave, Roma 1970, pp.25-26).
 
Com relação aos dons eles são expressões do Espirito para tornar viva a ação do ser humano na vida da igreja e da história humana. Cada um de nós recebe um dom especial para atuar no mundo.

 

 
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

 

 

Mensagens da Semana - Maio 2014


ESTAREI COM VOCÊS PARA SEMPRE


A festa  da Ascensão que celebramos neste domingo vem nos revelar a grande missão da Igreja: Continuar a missão de Jesus. Esta festividade lembra a última manifestação de Jesus Ressuscitado aos discípulos. A volta à casa do Pai não quer dizer abandono de Jesus do meio dos homens, "Estarei com vocês todos os dias até o fim do mundo"(Mt 28,20).  Nas palavras: "Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei"(Mt 28, 18-19). 

 
Nesta afirmação encontramos ainda as dimensões missionárias da comunidade cristã. Batizar: acolher a todos e  torná-los Filhos  ou  Filhas  de  Deus.  Ensinar: a  missão  da  Igreja  é  anunciar Cristo  em  todas  as  realidades do planeta. Testemunhar: promover ações em favor da  vida para que elas  sejam  sinais de esperança. Todos os que amam Jesus fazem de suas ações sinais da presença de Jesus. Jesus ainda neste domingo faz uma advertência: "Homens da Galiléia porque ficais aqui, parados olhando para o céu? (cf. At 1,10b). Querendo nos dizer que não podemos ser apóstolos acomodados, é preciso trabalhar, sair para a missão.
 
Na liturgia da semana encontravamos esta expressão:  "Vosso coração se alegrará e ninguém vos tirará esta alegria"  (cf.At  18,22).  Para  possuir  esta  alegria  precisamos  realizar um  verdadeiro  encontro  com  Jesus.  A oração, a participação aos sacramentos e o exercício da missão são caminhos para este encontro.
 
 
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta

O AMOR TESTEMUNHA O RESSUSCITADO

 

O sexto domingo da Páscoa inicia a preparação da vinda do Espírito Santo: "Não vos deixarei órfãos" (Jo 14,8). Manifesta que a vivência do amor entre os irmãos testemunha a presença do Ressuscitado. 

 
Este amor é manifesto pela acolhida dos mandamentos e a sua observância. "Quem acolhe os meus mandamentos e os observa me ama" (cf. Jo 14,21). Olhando para as leituras: A primeira leitura testemunha a ação evangelizadora de Felipe: "Todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia"(cf. At 8,6b).
 
A segunda leitura nos mostra o sentido do martírio, uma convicção de Pedro: "será melhor sofrer praticando o bem, se esta é a vontade de Deus, do que praticar o mal" (cf. 1Pd 3,17). No evangelho Jesus nos diz que mesmo ele partindo não nos deixará órfão e alerta que estará conosco por um pouco de tempo (cf. 14,18s). Seremos agraciados pela presença do Espírito da verdade. A mensagem deste domingo nos mostra ainda que as perseguições feitas aos apóstolos e os discípulos provocaram a propagação do evangelho pelo mundo. Incentiva aqueles a sua palavra a permanecermos fiéis diante do sofrimento. O amor a Cristo e a fidelidade a sua Palavra transformarão nossas ações em sinais do Ressuscitado. Os sinais, operados por Deus em nós, manifestam que somos enviados Ele.
 
A comunidade é convidada a ser geradora e multiplicadora de sinais do Pai, pois na vivência do amor está a plenitude do viver.

 

 
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta

EU SOU O CAMINHO A VERDADE E A VIDA

 
O  5º  domingo  da  Páscoa nos  reserva  a  grande  apresentação  de  Jesus:  "Eu  sou  o Caminho, a Verdade e a Vida"(Jo 14,6). Na história humana tivemos muitos homens e mulheres, que com suas vidas, deixaram mensagens vivas para a humanidade:
 
Gandhi,  Martin  Luther  Kim,  Francisco  de  Assis,  Madre  Tereza.  Cada  um  com  sua vocação encontrou o espaço de colaborar com a construção do mundo.
 
A Liturgia deste domingo nos apresenta o espírito revolucionário da proposta de Jesus dizendo aos homens que Ele é  o Caminho, a Verdade e a Vida.
 
Caminho: Cristo a única via para chegar a Deus e aos homens. 
 
Verdade: na diversidade de muitas verdades, Jesus é a grande síntese.
 
Vida: somente  Cristo  nos  faz  romper as  barreiras e abrir as  portas  para a verdadeira vida. A  primeira  leitura  mostra  que  a  comunidade  cristã  é  uma  comunidade  de servidores distribuídos hierarquicamente (cf. At 6,1-7). Na medida em que cresce, vão surgindo as necessidades que são superadas pela comunidade.
 
A segunda leitura nos convida a sermos pedras vivas colocadas sobre a grande pedra angular que é Cristo (1 Pd 2,4-9).
 
Este  domingo  também  nos  diz  que  cada  um  de  nós  tem a  vocação  sacerdotal, todos nós somos sacerdotes, isto é, somos servidores de Cristo. 
 
Pelo  batismo,  fomos  incorporados dentro  da  comunidade cristã  e  recebemos o sacerdócio comum de todos os fiéis.
 
Vivendo o  Batismo exercemos  o  nosso  sacerdócio,  servindo  na  comunidade.  Não seguimos Jesus sozinho, mas na comunidade.
 
Cada  um  de  nós,  é  parte  indispensável,  insubstituível. Nosso  sacerdócio  é  exercido na missão que assumimos.
 
Pelo sacramento  da  Ordem alguns  são  chamados  a  estarem  totalmente a  serviço  do Cristo.
 
O sacerdócio comum pertence de modo especial aos leigos que são chamados a atuar nas realidades do mundo.
 
Pe. Mário Pizetta
 
Pároco

 


EU SOU A PORTA

A afirmação de Jesus "Eu sou a porta" proclamada no evangelho do 4º domingo da páscoa revela  Jesus como o Bom Pastor (cf. Jo 10,1ss). Jesus na sua exortação diz que o pastor do rebanho entra pela porta (cf. Jo 10, 2). Descreve que as ovelhas escutam a sua voz e o seguem.

Existe uma identificação entre quem chama e escuta. Ao segui-lo as ovelhas manifestam confiança. Sentir segurança numa relação é importante e transmite ao outro um ar de bem estar, paz e de esperança. Jesus, como pastor é isto.

Aplicando o evangelho deste domingo para nossa realidade vemos que o serviço do pastor pode ser aplicado para toda pessoa que exerce autoridade. Não basta ter poder. Autoridade é conquistada pelo serviço. O texto deste domingo nos alerta para possuirmos sempre bons condutores. Estarmos atentos com aqueles que entram no redil por outros caminhos que não é a porta de entrada, Jesus os chama de ladrões e salteadores (cf. Jo 10,1).

Exercer a condição de Pastor é exercer a missão de liderança. A liderança que serve o bem comum, mesmo tendo adversários, sempre é vencedora. Não somos ovelhas submissas e de cabeça baixa. Deus não subjuga ninguém, pelo contrário nos dá liberdade caminharmos com ele. Neste domingo somos convidados a rezar pelo nosso Pastor maior, o Papa, os bispos, os sacerdotes, todos os que exercem responsabilidades públicas.

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta

"FICA CONOSCO"


Estas duas palavras, ditas pelos dois discípulos a Jesus enquanto caminhavam para Emaús, antecedem o grande momento em que eles vão reconhecer que Jesus está vivo e se revela na partilha do pão (cf. Lc 24, 29ss).
 
A liturgia deste terceiro domingo nos mostra que o caminho da fé se dá pela escuta e testemunha da Palavra e na partilha do pão.
 
O testemunho é dado quando confessamos e anunciamos pela Palavra os sinais e prodígios de Deus.(cf. 1ª leitura do terceiro domingo da Páscoa: At 2,14.22-33).
 
O evangelho, deste domingo, nos mostra o porque o Concílio reconheceu a Eucaristia como "ápice e fonte de toda vida cristã". Ele relata a experiência de como os discípulos estavam se encontrando quando Jesus caminhava com eles: céticos, confusos, desanimados e desiludidos.  Após a caminhada, de alguns quilômetros, os discípulos convidam "este forasteiro" para ficar com eles. Até então os discípulos não tinham identificado Jesus, fizeram isto apenas depois que Ele os abençoou e partiu o pão (cf. Lc 24,13-35).
 
Este terceiro domingo pascal nos ensina que todas as vezes que nos reunimos para escutar a sua Palavra e repartir o pão, nós tornamos Cristo Ressuscitado presente em nossa vida. Jesus nos mostra que ele é um companheiro que anda com a gente, e por meio de sua Palavra vai animando-nos e encorrajando-nos em nossos desafios.
 
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta

 

 

Mensagens da semana Abril 2014

 

"VÓS SEREIS TESTEMUNHAS DE TUDO ISSO"(Lc 24,48)


No decorrer da semana que passou todos os dias na Liturgia da Palavra fomos tocados pelos testemunhos dos apóstolos:"Pedro falando: Homens de Israel, Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angustias da morte, porque não era possível que ela o dominasse"(At 2,24).

"Não tenhais medo, ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galiléia. Lá eles me verão" (Mt 28,10).

"Mulher, por que choras? a quem procuras? Maria, não me segures. Ainda não subi para o meu Pai. Maria disse aos discípulos: Eu vi o Senhor" (Jo 20,15-18).

"Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram. Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando" (Lc 24,25.29).

"Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel. Bem aventurados os que creram sem sem ter visto" (Jo 20,27.29).  

Crer na ressureição de Jesus é o ápice da nossa fé. Testemunhar que ele ressuscitou não é apenas uma atitude de acreditar, mas de viver uma condição de vida nova abandonando tudo o que é gerador de morte.
 
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta
 

CRISTO ESTÁ VIVO: FELIZ PÁSCOA


Nossa mensagem desta semana tem inicialmente palavras de AGRADECIMENTO a todas as Equipes que atuaram na preparação e celebração da Semana Santa. Podemos dizer que foram muitos os momentos de oração e também de alegria para quem organizou e celebrou. Vejamos:

Celebrações bem organizadas e com participação da comunidade nos diversos momentos da Semana Santa, que nos levaram a acompanhar Jesus na entrada de Jerusalém; com indignação ver a sua condenação e silenciar com a sua morte na Cruz, mas acordar com a certeza JESUS CRISTO ESTÁ VIVO!!!!

Esta realidade foi cantada e rezada. Daqui para frente é vivermos a alegria dessa vitória: Jesus Cristo nos deixou a Eucaristia para uma memória eterna. Vamos valorizar cada vez mais este grande dom de Deus.

Ele também nos disse que é através do SERVIÇO que construiremos a comunidade e um mundo melhor. Nos ensinou que é preciso compreender o sentido do sofrimento, da limitação e da morte. Para sermos pessoas de esperança.

Todos os dias, a sua Palavra vem nos alertar sobre os verdadeiros caminhos do Senhor. Meu irmão, minha irmã: FELIZ PASCOA. Que o receio da morte não sufoque a Fé no Ressuscitado.

 
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta

 


SEMANA SANTA: RAMOS DE OLIVEIRA - PALMAS - VELAS - SERVO SOFREDOR - DESPOJAMENTO OBEDIÊNCIA - LUZ - VITÓRIA FINAL

 
As  palavras  do  título  indicam  que  estamos  iniciando   Semana  Santa,  uma  ESPECIAL SEMANA. Vamos reviver  os  momentos mais fortes  vividos por Jesus Cristo em nosso meio. São momentos fé, paz, perdão, de  esperança,  de  compreensão  de  nossa  existência, tempos  de  vida  nova.  Desta  semana  renascem  as forças para a caminhada. Vejamos um pouco do que vai acontecer: 
 
Domingo de Ramos:  O profeta Isaias preanuncia Jesus como o Servo Sofredor. Jesus entra em Jerusalém e é aclamado Rei, o povo grita: Hosana Filho de Davi! O povo reconhece os sinais deixados por este homem que passou no meio deles fazendo o bem e revelando o amor de Deus.
 
Quinta-Feira Santa: Jesus, antes de partir, deixa-nos o grande sinal de sua presença no meio de nós:  a grande lição do amor: "Assim como lavei os pés de vocês,  fazei isto uns aos outros". Depois de lavar os pés faz a "grande refeição" e nos convida a fazer isto  para lembrar que ele está sempre presente. 
 
Sexta-feira Santa: Acompanhamos silenciosamente  o  caminho  do  calvário.  Muitos  gritavam:  "crucificao!".  Outros,  atônitos,  acompanhavam.  Poucos  ali  estavam  para  serem  solidários  com  ele.  Apenas  um homem, Cirineu,  teve a coragem de ajudar. Aos poucos tudo estava para terminar. Os que o condenavam estavam  satisfeitos,  aqueles  que  o  seguiam  estavam  perplexos.  Jesus  é pregado  na  cruz.  Tudo  parecia ter  terminado. Com  um  grande  grito: "Pai,  em  tuas  mãos  entrego  o  meu  espírito!".  Ele  tinha  cumprido sua  missão,  foi  fiel,  era  o  completo  despojamento  de  si  mesmo.  A  humanidade  parece  silenciar. 
 
Sábado Santo: Vive-se uma expectativa. Do silêncio sepulcral surgem algumas luzes: tiraram o Senhor do túmulo! Das trevas aparece a luz. Para aqueles que crêem, abre-se uma nova esperança, a morte ficou para trás, Jesus está VIVO. 
 
Domingo da Ressurreição: A humanidade respira um novo ar. Desperta um ar de alegria, satisfação. Jesus não está mais nos túmulos, às pedras foram tiradas. Deus não quer a morte do homem más a vida. 
 
MEU IRMÃO, MINHA IRMÃ, FELIZ PÁSCOA
 
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta
 
 

"SAIR DOS TÚMULOS" - "LAZARO, VEM PARA FORA" - "EU SOU A RESSUREIÇÃO E A VIDA"
 
Nestas afirmações está a mensagem do quinto domingo da Quaresma. Com esse domingo também encerramos o ciclo batismal: Cristo, água para nossa sede; Cristo, luz para nossas trevas e Cristo, ressurreição para nossa vida. As palavras de Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida"(Jo 11,25) dirigidas a Marta, nos aproximam para o grande momento da Semana Santa. A primeira leitura nos diz: "vou abrir as vossas sepulturas" (Ez 37,12). As sepulturas representam todas as situações que levam o homem à perda de dignidade, que a campanha da Fraternidade nos mostrou. Sair das sepulturas é sair do nosso universo egoísta, materialista, tudo aquilo que impede a vida. 
 
 Na segunda leitura o apóstolo Paulo nos diz que se "vivermos segundo a carne não agradamos a Deus, todavia, se deixarmos que o Espírito de Deus habite em nós pertenceremos a Deus" (cf. Rm 8,9).
 
 No evangelho temos o episódio da morte-ressurreição de Lázaro. Jesus vai ao encontro de Marta e Maria e deixa a sua grande lição: É o encontro com a fé que nos livra das sepulturas. A fé nos leva a visão da vida eterna, conquistamos a eternidade pela fé. As sepulturas não podem ser nossas habitações, buscamos a morada eterna. Deus não quer a vida em sepulturas. Jesus se solidariza com as irmãs, mas vai além de uma amizade humana, mostra o verdadeiro sentido da vida eterna. Jesus não é morte más vida. Ao vencer a morte, Jesus vence o último inimigo.
 
A vida vence a morte, rompem-se as portas dos túmulos, desatam-se os panos e começamos a andar. 
 
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta

 

 

Mensagens da Semana - Março 2014

JESUS É A LUZ DO MUNDO
 

O quarto domingo da Quaresma apresenta Jesus como Luz do mundo e faz um convite: Vivermos na luz de sua palavra, abandonando o mundo escuro que se forma com o distanciamento de Deus em nosso viver. A primeira leitura nos mostra a unção de Davi por Samuel. Este comportamento também nos lembra o dia do nosso Batismo quando também fomos ungidos.

O evangelho mostra o encontro de Jesus com o cego de nascença. Ao curar o cego Jesus aproveita para mostrar aos discípulos a necessidade que temos de nos libertar das nossas cegueiras, permitir maior compreensão de Jesus. Jesus quer levar a Luz para as realidades envolvidas nas trevas que às vezes nos envolvem e nos impedem de ver as maravilhas de Deus. 
 
Jesus á Luz do mundo e não quer nos ver vivendo na escuridão, alienados nas estruturas do mundo, caminhando como cegos, sem rumo, sem perspectivas, mas com esperança. 
 
O apóstolo Paulo nos convida a vivermos como filhos da luz (cf. Ef 5,8) Paulo afirma que o andar na luz  produz frutos de: bondade, justiça e verdade. O testemunho da luz é a resposta consciente, livre e cheia de amor àquele que iluminou nossos olhos com a luz sem ocaso. A busca de Cristo elimina gradativamente as trevas que encobrem o homem.
 
Atenciosamente
 
Pe. Mario Pizetta


"SENHOR, DÁ-ME DESSA ÁGUA" (Jo 5,15)


A liturgia do 3º domingo da quaresma nos trás como simbologia um dos elementos da natureza, a água. 
 
A primeira leitura, (cf. Ex 17,1-7), mostra Moisés no deserto com o povo que tinha sido libertado do Egito. 
 
A  sensação  de  liberdade  se mistura  com  sofrimentos. O  povo  começa  a ficar  impaciente  pois  lhe faltam as  necessidades  básicas.  Caminhada  com  dificuldades,  o  povo  reclama  e  exige  de  Moisés uma  atitude. Moisés, com os anciãos, dirige-se a Deus, e este lhe pede que utilize a vara que serviu de para separar as águas do Rio Nilo e bate na rocha. A água que jorrou da rocha abateu a sede do povo. Vemos que Deus não abandona o povo, caminha com ele.  A segunda leitura vem de Paulo da carta aos Romanos. No texto, o apóstolo afirma que quando somos conduzidos pela fé, estamos sempre em paz (cf.Rm 5,1-2-8).
 
No evangelho, vemos o texto da Samaritana. Jesus vai ao seu encontro e lhe bebe água para beber. 
 
A Samaritana, depois de dialogar com Jesus e descobrir quem lhe pedia água, diz para Ele: "Senhor dá-me de beber". Aprendemos do episódio que Jesus que vai ao encontro do outro, de necessitado passa a ser sinal de sustentação. 
 
Jesus é quem tem água para dar, aliás, Jesus é a fonte de água viva. A Samaritana, depois do encontro  com Jesus, nos ensina como evangelizar, participa com os outros a alegria do encontro. Nos ensina que  todos  nós,  quando  encontramos  Jesus,  nos tornamos  anunciadores  Dele  e  levamos  a  água  que  sacia  a  sede dos que tem sede e o procuram.
 
Atenciosamente
 
Pe. Mario Pizetta

"SAIR DA TERRA E IR PARA A MONTANHA"

 
 ABANDONAR AS SEGURANÇAS E ENGAJAR-SE NO PROJETO DE JESUS.
 
A liturgia da Palavra deste segundo domingo da quaresma nos faz tomar três atitudes:
 
A primeira ela é encontrada na primeira leitura: "Sai da tua terra, da tua família, e vai para a terra que vou mostrar..."(cf. Gn 12, 1).
É o começo da história do Povo de Deus. Abrão, homem de fé, tem que partir. 
Uma nova história precisa ser escrita. Deixar seguranças para trás não é fácil. Abandonar a estagnação, o comodismo é necessário. O novo é conquistado mediante o abandono de alguma coisa. O projeto de Deus se realiza em nós quando avançamos no nosso viver. 
 
A segunda atitude nos convida a subir o monte, isto é, superar dificuldades "sofre comigo pelo evangelho" (cf. 2Tm 1,8).
Todos os dias somos convidados a superar limites, somos desafiados pelas tentações. Tudo podemos vencer com a Graça de Cristo.
 
A terceira é a sensação de alívio que sentimos quando estamos sobre o monte. Neste lugar podemos contemplar o que nossos olhos não estão acostumados a ver. É o momento da revelação plena. A alegria era tanta que chegamos a pensar em construir tendas (cf. Mt 17,1-9). Os discípulos contemplam a plena revelação de Deus.
 
O segundo domingo da quaresma nos mostra que a estrada de conversão é um caminho de abandono, de superação dos nossos pecados. É também um caminho de abandono de nossas seguranças para um engajamento no projeto de Jesus. O caminho da construção do projeto de Jesus nos leva a escutar: "Este é o meu Filho amado, Escutai-o!" (Mt 17,5) e dizer como Pedro: "Senhor, é bom ficarmos aqui, façamos três tendas". A vida plena é alcançada quando saímos das nossas seguranças e subimos à montanha.
 
Pe. Mário Pizetta,ssp

Pároco


JESUS NOS ENSINA A VENCER AS TENTAÇÕES

O quadro deste domingo, o 1º da Quaresma, nos introduz ao caminho da vida que foi a criação, revela a fraqueza Humana e suas consequências. Paulo nos ensina o gesto redentor de Cristo e no evangelho Jesus nos mostra como sermos vencedores diante das tentações. Vejamos: A primeira leitura narra o momento da criação do homem e da mulher. Deus faz surgir o homem da terra, neste, Ele sopra a vida. Dessa forma ele se torna um ser vivente. São colocados no Jardim do Éden, ali gozam de plena felicidade, mas a criatura humana não resistiu ao pedido: "Não comais dele, nem sequer o toqueis, do contrário morrereis"(Gn 3,3). A segunda leitura mostra que o amor de Deus novamente vem ao encontro do homem. A desobediência fez o homem conhecer o pecado e como consequência, a morte.  

Deus não abandonou o homem, pelo contrário, enviou o seu Filho ao mundo, e pela morte na Cruz, pela sua graça salva, redime o homem do pecado e da morte. ( cf. Rm 5,12-19 ou 12.17-19). 
 
No evangelho, Jesus nos mostra como vencer as ideologias do mundo, ou seja, as tentações do poder econômico, religioso, e político afirmando ao demônio: "Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que saí da boca de Deus" (Mt 4,4), "Não tentarás o Senhor teu Deus"(Mt 4,7), "Vai-te embora satanás, pois está escrito: "Adorarás ao Senhor teu Deus e somente a ele prestarás culto"(Mt 4,10) respectivamente. Concluindo: vivemos num mundo agitado, perturbado, na maioria das vezes sem esperança, mas não podemos ceder ao mal. Com Cristo vencemos as tentações.
 
Voltemo-nos para o Senhor neste tempo favorável, como nos diz Paulo (cf 2Cor 5,20-6,2). UMA SANTA QUARESMA A TODOS.
 
Pe. Mário Pizetta,ssp

Pároco


NINGUÉM PODE SERVIR A DOIS SENHORES

A cada dia que passa estamos envolvidos em preocupações que vão nos absorvendo, e ao mesmo tempo nos sufocando, impedindo-nos de fazer verdadeiros discernimentos. O dinheiro tornou-se o nosso ídolo, nossa razão de viver, diríamos: idolatramos esta moeda de troca. Buscamos cada vez mais lucro, nunca estamos satisfeitos com o que temos. Buscamos sempre mais. Nosso coração volta-se rapidamente para as coisas materiais. Jesus, neste domingo, nos alerta afirmando: "não podemos servir a Deus a ao dinheiro"(Mt 6,24b).

Para nos ajudar compreender isto, Jesus nos pede para observarmos os pássaros do céu: "eles não semeiam, não colhem,  nem ajuntam nos armazéns, no entanto o vosso Pai os sustentam"(Mt 6,26).

Na segunda leitura o apóstolo Paulo nos diz que o essencial é buscarmos a salvação e a libertação (1Cor 5,1-4).

A primeira leitura mostra o grande amor que Deus tem pelos seus filhos: "Mesmo que uma mãe esquecesse de seu filho, Deus não nos esquece jamais"(cf.Is 49,4-5). Jesus neste domingo afirma que o essencial para todo ser humano é: "buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça e tudo o resto vos será dado por acréscimo" (Mt 6,33).

Pe. Mário Pizetta,ssp

Pároco


 

 

Mensagens Fevereiro 2014

A SANTIDADE PASSA PELO AMOR E O PERDÃO

O sétimo domingo do tempo comum Ano A nos oferece uma tema muito forte: "A santidade passa pelo amor e o perdão".

A primeira leitura nos convida a viver  nosso chamado à santidade: " Sede santos, por que eu, o Senhor sou Santo. Não tenhais no coração ódio" (cf. Lev 19,2.17). É um apelo para criarmos na convivência humana um ambiente onde o ódio e rancor passem o lugar para o amor e o perdão. Jesus no evangelho, depois de ter proclamado as Bem-aventuranças e ter mostrado que o caminho da observância  da lei  ajuda no caminho da santidade, explica que a estrada da perfeição passa pela compreensão do legalismo da lei para o verdadeiro amor: "se alguém te dá tapa, oferece o outro lado do rosto", "se alguém quer tomar a tua túnica, dá-lhe o manto", "se alguém te forçar a caminhar um quilometro, caminhe dois com ele" (cf. Mt 5,38-48). O amor se coloca no lado oposto do ódio, rancor, violência tudo o que é contrário à vida.

A santidade se encontra na acolhida, na misericórdia, na alegria e sobretudo na vivência do amor. Aquele que aspira  ser santo, descobre que  santidade somente se alcança pelo caminho do amor. A segunda leitura mostra que quando o Espírito de Deus habita em nós, temos mais capacidade de discernir as obras deste mundo e as obras de Deus.

Pe. Mário Pizetta,ssp

Pároco

 

SOMOS RESULTADOS DAS NOSSAS OPÇÕES  

A Palavra de Deus  neste domingo nos apresenta um quadro muito interessante: A primeira leitura nos alerta de que a felicidade está relacionada com as opções  que fazemos. Viver é uma atitude constante de escolhas. O livro do Eclesiástico afirma: "Diante de ti, esta o fogo e a água; a vida e a morte, o bem e o mal, para o que  tu podes estender a mão" (Eclo 15,17), mas lembra-te:  "Os olhos do Senhor estão voltados para os que o temem" (cf. Eclo 15,20).

O apóstolo Paulo alerta os habitantes de Corínto para que se deixem guiar pela sabedoria de Deus, pois, "Jamais olhos viram, ouvidos não ouviram, nem coração algum jamais pressentiu" 1Cor 2,9).

No evangelho Jesus adverte que aquele que vive a sabedoria de Deus observa acima da lei, mas é preciso ir além: Não basta dizer: "Não matar" (Mt 5, 21), Não pode mesmo se encolerizar-se com o irmão" (Mt 2,22). Não basta dizer "Não cometer adultério"( Mt 2,27), é preciso algo mais: "não ter um olhar de desejo"(Mt 2,28). Jesus faz nos ensina que a lei é um instrumento pedagógico  e ela vem de fora, Jesus apela para o interior das consciências, ali está a grande novidade.

A grandeza de nossas atitudes vai além da observância.

Pe. Mário Pizetta,ssp

Pároco

CHAMADOS PARA SER SAL E LUZ DO MUNDO


Duas palavras resumem a liturgia deste 5º domingo do tempo comum Ano A: SAL E LUZ. Afirma Jesus: "Vós sois o sal da terra" (Mt 5,13). "Vós sois a luz do mundo" (Mt 5,14). Sal e luz são dois elementos da natureza. O sal interfere diretamente ao paladar, imagine você comer  uma carne sem um pouco de sal. Quanto você se revolta quando o seu médico diz para diminuir o sal de sua comida ou eliminá-lo? Veja também o quanto deixa você nervoso, quando falta energia, você estando na rua ou em casa? Pois bem, como compreender esta afirmação de Jesus? Como podemos ser sal e luz para mundo? Jesus diz isto em primeiro lugar para os discípulos, dizendo que sua presença no mundo é uma presença significativa, não pode ser uma figura sem identidade, sem rosto. Não pode ser alguém que se esconde como à alusão a lâmpada debaixo de uma vasilha, mas sobre o candeeiro onde ela brilha para todos.  Em termos mais concretos Jesus pede aos seus seguidores que sejam construtores e multiplicadores de BOAS OBRAS.  Estas obras são manifestas quando somos comprometidos com a justiça, paz, fraternidade, quando repartimos o pão ao faminto, quando colocamos em comum o que somos. Quando não buscamos construir um mundo apenas para si mesmo. Somos sal e luz enquanto somos parceiros e defensores da vida. A prática das boas obras  ilumina o mundo e torna significativa a vida de cada um. Uma comunidade que não pratica boas obras é como o sal que se tornou insosso e uma luz escondida debaixo da mesa (Mt 5,1-5).

Pe. Mário Pizetta, ssp
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