Banner
Contador de Visitas
444866


Mensagens das Semanas Anteriores

"EU SOU REI''

 

Neste domingo celebramos a festa de Jesus Cristo Rei do Universo. Esta festa foi introduzida por Pio XI em 1925 para combater um certo laicismo moderno. A expressão " EU SOU REI" vamos encontrar no evangelho da liturgia de hoje no diálogo de Pilatos com Jesus (cf. Jo 18,33b-37).

A realeza de Jesus é totalmente oposta aos reinados deste mundo. Veremos que Jesus é Rei por ser o Mediador. Nele, nós encontramos a plenitude da criação. Ele é a imagem do Deus invisível. O primogênito de toda a criação (Hb 1,3; Cl 1,17). Veremos ainda que realeza de Cristo é universal, sobre tudo e todos. O livro de Daniel, lido na 1ª leitura, nos dirá que Deus enviará o seu filho para intervir no mundo. A Ele foi lhe dado um poder que não será tirado e o seu reinado não se dissolverá (cf. Dn 7,13-14).

A segunda leitura que apresenta o prólogo do livro do Apocalipse afirmará: "Jesus é a testemunha fiel” (Ap 7,5), o alfa e ômega (Ap 7,8).

No evangelho, Jesus dirá a Pilatos: "O meu reino não é deste mundo". Jesus também explicará porque veio ao mundo: "Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade (cf. Jo 18,37). A realeza de Jesus está na misericórdia, fraternidade, partilha, perdão, solidariedade com os homens e na paz.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


OS SINAIS DO MUNDO E OS SINAIS DO REINO


As leituras do 33º domingo do tempo Comum, Ano B, falam de uma linguagem apocalíptica e nos pede discernimento diante da vida. Como estamos no final do Ano Litúrgico, a primeira leitura, de Daniel, exorta sobre o fim de cada um: os sábios brilharão como o firmamento, e por terem ensinado as virtudes serão como estrelas para a eternidade, os outros, para o opróbrio (cf. Dn 12,1-3).

Na carta aos Hebreus, veremos que Cristo, depois de sua oferta ao Pai, nos libertando do pecado, senta-se a direita de Deus (cf. Hb 10,11-4.18).

No evangelho, numa linguagem que à primeira vista assusta, Deus enviará no final dos tempos os seus anjos e recolherá de todos os cantos os eleitos de Deus (cf. Mc 13,27). Este momento acontecerá, mas ninguém saberá, a não ser o Pai (cf. Mc13,32). Dos textos podemos tirar uma conclusão: todos teremos um final, que dependerá de como você conduziu sua história. Por isso é importante que cada um viva fazendo o bem em cada momento de sua vida. O que vive para Deus não precisa temer. Viver numa atitude de sabedoria discernindo os sinais da história.
 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


O POUCO DADO COM AMOR É FONTE GERADORA DE VIDA

Estamos nos aproximando do final do Tempo Comum Ano B e neste 32º terceiro domingo vemos diante de nossos olhos relatos que nos levam a compreender que onde existe a generosidade, partilha e a solidariedade está sendo gerada a vida.

Na primeira leitura vemos o caso da viúva de Serepta que acolhe o pedido do profeta Elias que lhe pede água e um pedaço de pão, era tudo o que ela possuía, ela não negou e atendeu o pedido, nunca mais lhe faltou o alimento (cf. 1Rs 17,10-16). Deus abençoa quem dá com alegria.

Na segunda leitura veremos que a oferta de Jesus ao Pai abriu as portas de todos, oferecendo-se a si mesmo para libertar a todos dos pecados (cf. Hb 9,24-28). Ao colocarmos a vida a serviço do irmão descobrimos uma alegria que não é encontrada em nenhum outro lugar.

No evangelho, vemos Jesus que elogia a atitude da viúva: "Todos davam do que sobravam, mas ela deu o que era para seu viver" ( cf. Mc 12,38-44). A doação é sempre um gesto de amor. Amor não é sobra. A vida é sempre uma partilha, e quando assim compreendemos, estamos gerando vida ao redor de nós.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


 

 

A SANTIDADE COMEÇA AQUI

Neste final de semana festejamos a festa de Todos os Santos. Vejamos como as leituras mostram esta realidade da graça de Deus.

Na primeira leitura, no livro do Apocalipse, encontramos estas palavras: "Vi uma grande multidão que ninguém podia contar" (Ap 7,9). Esta expressão nos indica que o número de santos é maior do que podemos imaginar. Eles representam todos aqueles que superaram as tribulações e foram capazes de dar testemunho e lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro. A santidade não é privilégio, mas todos podem alcançar a santidade.

Na segunda leitura, vamos compreender que somos filhos de Deus. Na vivência do amor está o caminho da santidade. A santidade é uma manifestação do amor de Deus.

Na medida que amamos nos tornamos santos (cf. 1 Jo 1-3).

No evangelho será proclamado o texto das Bem-aventuranças (cf. Mt 5,1-12). Elas representam o caminho para alcançar a santidade. Começa com o espirito de pobre, passa pela estrada da misericórdia, com o irmão torna-se manso e compreensivo. O santo busca construir uma sociedade de paz, mesmo que isto que cause perseguição. A santidade passa pelo plenamente humano. Torna-se santo aquele aprende amar como Jesus. No mundo, os santos são aqueles que nos estimulam a acreditar no amor de Deus.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


"MESTRE QUE EU VEJA" (Mc 10,52)”

A visão é um dos maiores dons que Deus dá ao homem. Todavia o que pode acontecer é que muitas vezes podemos enxergar, mas não ver. A cegueira que Jesus elimina em Bartimeu é mais do que uma cegueira física, é algo maior: compreensão do significado do tempo presente, a vinda de Jesus. Jeremias, que lemos na primeira leitura, lembra as palavras do Senhor ao povo: "Exultai de alegria por Jacó"(Jer 31,7ss) que novos dias virão. A volta é uma conversão, por isso as lágrimas misturadas com os sorrisos. Deus está sempre pronto para realizar maravilhas, exultemos de alegria (cf. Sl 125(126)).

A Carta aos Hebreus explicará que todo sacerdote, ou seja, seu servidor, é tirado do meio do povo e colocado ao serviço do povo para oferecer sacrifícios em favor do povo e de si próprio (cf. Heb 5,1-6).

No evangelho vamos encontrar os gritos de Bartimeu que procura Jesus para libertá-lo das cegueira. Esta, não é apenas uma cegueira física, mas espiritual, por isso Jesus lhe diz: "Tua fé lhe salvou"(cf. Mc 10,46-52). A gravidade do Cegueira Espiritual é mais profunda, é a cegueira do espirito.

Muitas vezes podemos ser cegos fisicamente, mas não cegos espirituais. Somente a fé nos livra da cegueira espiritual. Por meio da fé somos capazes de ler o significado dos fatos ao nosso redor, as relações que possuem. Viver de modo integrado, mas com os olhos de Jesus.


Pe. Mário Pizetta
Pároco


CHAMADOS PARA SERVIR 

 

O mês de outubro nos coloca diante de uma das maiores tarefas deixadas por Jesus aos seus discípulos: serem missionários. Tornar-se missionário é colocar-se à serviço da Palavra para gerar esperança na vida eterna vida.

O profeta Isaias, lido na primeira leitura de hoje, mostra que o Servo Sofredor, imagem de Cristo, carrega sobre si todo sofrimento e assume este comportamento para livrar a todos do pecado.

Na segunda leitura (cf. Hb 4,14-16) Cristo é identificado como o Sumo Sacerdote, capaz de compadecer-se de nossos pecados. Nele nós precisamos nos aproximar para alcançarmos a misericórdia de Deus.

No evangelho, teremos a narrativa de Marcos que nos apresenta um fato curioso, o pedido de Tiago e João a Jesus: "Deixa-nos sentar um à tua direita e outro a sua esquerda quando estiveres na sua glória"(cf. Mc 10,37). Inicialmente vemos que os discípulos mais uma vez encontram dificuldades de entender a proposta de Jesus e explicará aos seus discípulos que este lugar será dado a quem o Pai convidar.  Esta liturgia nos ensina os caminhos da verdadeira felicidade e da conquista do eterno. Aquele que serve, com alegria, abre as portas para a eternidade. O serviço ao irmão é fonte de felicidade. O serviço é uma expressão do amor de Deus que habita em nós.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A SABEDORIA CONDUZ A VIDA

 

A liturgia deste domingo, o 28º do Tempo Comum, Ano B, nos leva a pedir a sabedoria. A primeira leitura afirma: "preferi a sabedoria aos cetros e tronos, julguei sem valor a riqueza"(cf. Sab 7,8).

Na carta aos Hebreus vemos a força da Palavra: "é viva, eficaz, é como uma espada de dois gumes, penetra no ser humano e torna tudo nu diante de si, nada se esconde" (cf. Hb 4,12-23).

No evangelho, vemos um encontro de alguém do meio da multidão, que se coloca de joelhos diante de Jesus. Após um diálogo entre os dois, Jesus lhes diz que estava faltando algo "vender tudo o que possuía e dar aos pobres, mas este após ouvir ficou triste e foi embora porque era muito rico, por isso Jesus afirma: "dificilmente um rico entrará nos Reino dos Céus"(cf. Mc 17,12-20). Das três leituras podemos buscar algumas lições:

- A busca da sabedoria nos conduz a vida.

- A escuta da Palavra nos torna sábio diante de Deus.

- Sábio é aquele que se liberta das preocupações do mundo e se coloca à disposição de Deus e recebe cem vezes mais. Jesus não condena quem é rico, mas aquele que prende seu coração nas realidades do mundo. Continuemos a rezar pelo Sínodo da família.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


NÃO SEPARE O QUE DEUS UNIU

 

O 27º domingo do tempo comum faz um olhar sobre o matrimônio, a família.

Na primeira leitura vemos que Deus afirma: "Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele"(Gn2,18).

É da vontade de Deus que o homem deixe seu pai e mãe e se unirá a sua mulher, e eles serão uma só carne"(Gn 2,24). O casamento é o prolongamento do amor de Deus com a criaçaõcriação. Esta atração é inacabável, enquanto o homem e mulher existirem existirá. A união é para a felicidade.

No evangelho, vemos que no tempo de Moises esta dissolução foi permitida devido a "dureza do seu coração" (cf. Mc 10,5).

Na segunda leitura, da carta aos Hebreus, vemos Jesus assumindo toda a realidade da vida Humana (Hb 2,9-11)

A união matrimonial não apenas união sexual, ela é um espelho do grande amor que Deus tem pela humanidade.

Nesta semana inicia o Sínodo da Família em Roma, rezemos para o Espirito ilumine a todos para responder a tantos questionamentos advindos da vida de hoje e fortalecer ainda mais a vida da família.

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


UM APELO QUE NOS ALERTA: SEM PRIVILÉGIOS

 

A liturgia deste 26º domingo do tempo comum, ano B, nos mostra que o Espirito age não apenas nas lideranças. Não é um privilégio para alguns.

Na primeira leitura, vemos Moises que responde aos seus interlocutores que pediam que os homens do acampamento se calassem: "Tens ciúmes por mim? Quem dera que todo o povo fosse profeta"(cf. Nm 11,29).

No Evangelho Jesus também responde aos discípulos: "Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim, quem não é contra nós é a nosso favor"(cf. Mc 9, 38-40).

O apóstolo Tiago, na segunda leitura, adverte aqueles que acumulam riquezas sobre o esforço dos outros: "Vossa riqueza está apodrecendo, e vossas roupas estão carcomidas pelas traças. Vosso ouro e vossa prata estão enferrujados" (cf. Tg ,1-6). 

A grande lição deste domingo mostra que o Espirito de Deus age em todos. Os dons distribuídos às pessoas são para o bem comum. Tudo o que conquistarmos por meio destes dons são para o bem de todos. Nos adverte para estarmos livres dos ciúmes, das invejas. Pouco serve um esforço pessoal apenas para si próprio.

 

Pe. Mário Pizetta

Pároco


 

 

mensagens da semana setembro 2015

 O PRIMEIRO É O ÚLTIMO
 

 O 25º domingo do tempo comum, ano B, nos mostra como agem as mentes que seguem a lógica do mundo e a aqueles que seguem a Deus.

A primeira leitura vem do livro da Sabedoria, e ensina que o justo é sempre perseguido pela lógica do mundo: "armemos ciladas para o justo, pois sua presença nos incomoda" Sab 2,12).

Na segunda leitura, continuamos lendo Tiago. O apóstolo fala da justiça que vem de Deus e a inveja como origem de muitos males. Da justiça nasce a sabedoria, que carrega o rosto da misericórdia, da imparcialidade e produz bons frutos (cf. Tg 3,16-4,3).

No evangelho continua o anúncio da paixão. Depois que Jesus anunciou aos discípulos a necessidade de cada um carregar a sua cruz, muitos discípulos ainda não tinham entendido o seguimento. Jesus observa que neles ainda perdura a lógica do mundo, a busca de lugares de honra, destaques: "O que discutíeis pelo caminho?"(Mc 9,33b). Como ninguém respondeu, disse: " Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos, aquele que serve a todos"(Mc 9,35). Vivemos num tempo onde o "chamar atenção" constitui-se, para muitos, uma necessidade. Como diz o ditado: "o que não se vê não existe". Carregar a cruz é viver o caminho do serviço. Para servir precisamos ser os últimos deste mundo. Os últimos deste mundo, tornar-se-ão os primeiros no Reino de Deus. No serviço, descobrimos o amor da cruz, o amor gera alegria.

 

Pe. Mário Pizetta

Pároco


 

 

Mensagens da Semama - Agosto de  2015

COM DEUS SOU MAIS FORTE

As leituras deste domingo nos levam a compreender o porque precisamos ter Deus em nossa vida. A primeira leitura assinala a grande capacidade que possui o Servo quando reconhece Deus como o seu Auxiliador (cf. Is 50,5-9).

No evangelho, num primeiro momento, vemos Pedro assimilando a lição de domingo passado, quando curou o surdo mudo, reconhecendo Jesus: "Tu és o Messias"( Mc 8,29b).

Num segundo momento, vemos o mesmo Pedro não aceitar quando Jesus afirma que Ele deverá "sofrer e ser rejeitado pelos anciãos"(Mc 8,31). Vemos que Pedro ainda conserva em seu coração a mentalidade do mundo, do poder, da glória. No entanto, Jesus dirá sobre a necessidade de cada um, se desejar segui-lo, "renunciar a si mesmo, tomar sua cruz e segui-lo". Na segunda leitura, o apóstolo Tiago dirá que uma fé sem obras é morta. Veremos que para testemunhar a fé temos necessidade de associar fé e obras (cf. Tg 2,14-18). A associação desses dois universos é a forma de se expressar de uma verdadeira religião. As obras manifestam a fé. Na ação evangelizadora da Igreja quanto mais fortes os sinais mais eficaz se torna a sua ação. Não basta apenas pronunciar palavras e necessário por a mão na massa.

Pe. Mário Pizetta

Pároco


ABRIR OS OUVIDOS E LIBERTAR A LÍNGUA

 

O 23º terceiro domingo do tempo comum, ano B, nos chama a não perder a esperança diante dos momentos de crise. Nos diz que para seguir Jesus precisamos mudar de mentalidade, isto é, abandonar tudo o que nos torna cegos e mudos. Tratarmos a todos igualmente.

 

A primeira leitura afirma: "Criai ânimo, não tenhais medo" (Is 35,4). A superação da insegurança, à falta de alegria virão quando reconhecermos o Senhor na vida do dia a dia.

 

A segunda leitura nos alerta que Deus escolheu os pobres, para serem os seus herdeiros (cf. Tg  2,5). O Apóstolo Tiago que dirige seus escritos às comunidades cristãs, dispersas no império Romano, participa com a comunidade afirmando que para os que possuem fé precisam tratar a todos igualmente, não termos tratamentos diferenciados (cf. Tg 2,1-5).

 

No evangelho vamos ver que a comunidade pede a Jesus para libertar o surdo e mudo, (cf. Mc 7,31-37). A cura realizada por Jesus é dirigida diretamente aos discípulos, que encontram dificuldades para mudar de mentalidade. Não conseguem perceber que Jesus está dizendo a eles abrirem os ouvidos.

 

Abrir os ouvidos quer dizer libertar-se dos obstáculos que bloqueiam escutar Jesus abertamente. O seguimento de Jesus exige que se abandone velhos hábitos do formalismo, do egoísmo, da auto suficiência e passar a viver uma nova práxis. Sem a superação da surdez não proclamamos as maravilhas do Senhor. Lembramos ainda que estamos no Mês da Bíblia, busquemos em seu anúncio o sentido para o nosso viver.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A PRÁTICA DA LEI GERA SABEDORIA

 

As leituras deste 22º domingo do tempo Comum nos levam a compreender o sentido pedagógico da Lei na busca de Deus.

 

A primeira leitura mostra Moisés que exorta o povo para ouça os ensinamentos deixados pelo Senhor e faz uma alerta: "Vós os guardareis, pois, e os poreis em prática, por que neles está a sabedoria e a inteligência" (cf. Dt 4,6).

 

No evangelho, Jesus adverte sobre o legalismo dos fariseus, que muitas vezes está presente em nós católicos, o mero cumprimento de regras que são assumidas como absolutas e tiram todo o sentido construtivo da lei (cf. Mc 7,1ss). Viver a lei apenas no caminho cristão não basta, é preciso algo mais.

 

Na segunda leitura, Tiago Apóstolo, nos convida a sermos praticantes da Palavra não apenas meros ouvintes (Cf.Tg 1,26). As três leituras nos levam a verificar a que tipo de religião estamos praticando. Se ela abarca o interior da pessoa, o coração, e gera compromisso com a vida do irmão, pois nos diz ainda o apóstolo: " A religião pura e sem mancha, diante de Deus é: assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo" (Tg 1,27).

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


NOSSA VIDA É UMA QUESTÃO DE OPÇÃO

 

As leituras deste domingo nos falam de uma questão decisiva da vida humana: as opções que fazemos. Escolhas precisamos fazer todos os momentos. O sucesso de nossas ações se medem pela sabedoria de nossas opções. Quando escolhemos valores maiores temos sempre sinais de esperança, quando escolhemos valores passageiros, efêmeros temos também resultados passageiros.

 

Na 1ª leitura, vemos Josué diante dos magistrados, anciãos e o povo: "a quem vocês querem servir? Os deuses que vossos pais serviram na mesopotâmia ou servir o Senhor? Josué assume que servirá o Senhor. O povo também diz: "Longe de servir a deuses estranhos, nós serviremos o Senhor"(cf. Js 24,1-2.15-18)

 

Na segunda leitura o apóstolo Paulo mostra que a vida matrimonial é uma questão de opção. Exorta para que haja solicitude entre marido e mulher, pede ao marido para que ame sua mulher, pois quem ama vive unido a Cristo e manifesta este amor na relação entre homem e a mulher (cf. Ef 5,21-32).

 

No evangelho vemos que os discípulos encontram dificuldades de entender e seguir o projeto do Reino. Podemos encontrar dois modelos de discípulos: os que acolhem o Reino como valor supremo, enquanto outros buscam valores deste mundo. Jesus não apresenta dois modelos de opção, suas palavras são portadoras de vida, por isso que são exigentes, possuem espirito e vida (cf. Jo 6,63).

 

Na confissão de Pedro o desejo de todos que baseiam suas opções em Jesus: "A quem iremos Senhor? Tu tens palavras de vida Eterna"(Jo 6,68). Acolhem o projeto de Jesus quem faz suas opções nos valores que perduram.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


MARIA É A ARCA DA ALIANÇA DO NOVO TESTAMENTO

 

Neste final de semana estamos celebrando a festa da ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA. O dogma da Assunção foi proclamado pelo Papa Pio XII, em 1955. Na perspectiva Vocacional do mês de agosto, lembramos a Vida Consagrada.

As leituras, sejam elas da Vigília, como da festividade, nos colocam diante de Maria. Nas leituras da vigília, podemos identificar Maria como a Arca da Aliança, aquela que traz dentro de sí o Salvador da Humanidade: "Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram"(cf. Lc 11, 27-28). Na liturgia da festa vemos que a Assunção de Maria é a Assunção da Igreja.

A primeira leitura, de João, mostra o início do caminho da comunidade cristã, cheio de dificuldades e de perseguições. A imagem do dragão é a imagem das dificuldades encontradas (cf. Ap 12,1.3-6.10).

Na segunda leitura, Paulo nos mostra que Maria é a nova Eva que vem trazer para o mundo a realeza de Cristo, até que todas as coisas sejam colocadas sob seus pés (cf. 1Cor 15,20-27).

No evangelho vemos que Isabel que exulta de alegria pela chegada de Maria: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre"(cf. Lc 1,43). A grandeza de Maria não está apenas por carregar o Menino Jesus, mas por ela ter vivido tudo o que Jesus ensinou. Como resposta Maria canta o grande hino: "A minha alma engrandece o Senhor..."(cf. Lc 1,46-52). ´E o canto dos pobres e dos que buscam construir o Reino.

O Papa Francisco falando aos Consagrados (as) lembra: "Olhar para o passado com gratidão, viver o presente com paixão, abraçar o futuro com esperança".


Pe. Mário Pizetta

Pároco


SEM CRER NÃO EXISTE PAO DO CÉU

 

Neste domingo, o 19º domingo do tempo comum, ano B, continua a reflexão sobre o grande "Sinal do Pão", que encontramos no evangelho de João.

Na primeira leitura, vemos que o profeta Elias é despertado pelo Senhor duas vezes de seu cansaço: "Levanta-te e Come". Pão e água nos levam aos sacramentos da Eucaristia e do Batismo. Não são apenas alimentos para quem está cansado.

Na segunda leitura o apostolo Paulo faz uma série de recomendações e convida o povo "a viver no amor" (cf. Ef 4,30-5.2). Viver no amor significa conduzir a vida longe de toda amargura, irritação, cólera, gritarias, toda a espécie de maldade.

O evangelho retoma a reflexão onde Jesus aprofunda o sentido de que ele é o Pão da Vida (cf. Jo 6,41-51). Compreende que Jesus é o Pão da Vida todo aquele que "crê", que "adere" a Jesus, e este, dirá: "quem comer deste pão viverá eternamente", e "o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo"(cf. Jo 6,51). Quando escutamos Jesus dizer que viveremos eternamente, não quer dizer que não iremos morrer mais, mas atingiremos a vida plena. A morte não será mais um obstáculo, mas apenas uma passagem. Jesus ao fazer esta reflexão quer ajudar os discípulos e a comunidade a perceberem que ele não é apenas um multiplicador de pão, o pão que o mundo busca é para saciar a fome, enquanto que o pão que Jesus distribui vem do alto, por isso que tudo o que vem do alto traz vida nova para todos.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


"PARA A MAIOR GLÓRIA DE DEUS"

 

Esta foi a mensagem de Santo Inácio deixada nestes últimos dias na paróquia. Com elas pronunciamos uma palavra de gratidão:

 

- Aos padres e irmãos Paulinos que no decorrer destes 75 anos acompanharam esta paróquia.

- Às famílias dos migrantes italianos, portugueses, espanhóis, de todas as nacionalidades que participaram ativamente na criação e crescimento desta paróquia.

- Aos sacerdotes, às famílias que estiveram presentes nesta caminhada evangelizadora.

- Aqueles que acreditam no evangelho e procuram participar na caminhada da paróquia.

- Aos paroquianos de hoje para que possamos ser uma Igreja viva, evangelizadora, uma "Igreja em saída".

- Finalmente lembramos todos os falecidos que passaram por esta paróquia e que deixaram com sua presença um sinal de fé, de amor a Cristo.

 

Relacionando com a mensagem deste domingo podemos afirmar: Assim como o milagre do pão foi um sinal para o povo, uma paróquia é também um sinal para a vida dos que acreditam no evangelho.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 
Mensagens da Semama - Julho 2015 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Sáb, 04 de Julho de 2015 11:16

Mensagens da Semama - Julho 2015

QUEM PARTILHA MULTIPLICA

 

A liturgia deste domingo nos traz a imagem de duas partilhas: a do profeta Elizeu e a multiplicação dos pães por parte de Jesus.

No livro dos Reis lemos o episódio onde o profeta, pede que o pouco pão que existe seja repartido (cf. 2Rs 4,42-44). Desse episódio aprendemos que o pouco bem repartido e mais do que o muito mal distribuído. No evangelho vemos Jesus que multiplica o pão, ele mesmo distribui, pede cuidado para que nada se perca, e ressalta ainda o muito que sobrou (cf. Jo 6,1-15).

Paulo, escrevendo aos Efésios motiva a comunidade a trabalhar pela unidade. Lembra que somos "um só corpo", recorda que existe "uma só esperança", "um só Deus e Pai", "um só Espirito", e "um só batismo", "uma só fé", "um só Senhor". Paulo recomenda ainda que cada um procure caminhar de acordo com a vocação recebida, pois a construção de uma verdadeira comunidade se dá pela compreensão uns dos outros, suportando-se uns com os outros. (cf. Ef 4,1-6).

Este domingo nos leva a questionar sobre a realidade brasileira, um país profundamente rico, pão em abundância, mas não é para todos. A cada dia vemos mais pessoas caminhando pelas ruas a procura de algo. Esta realidade torna-se ainda mais gritante quando vemos reportagens que afirmam que no mundo um quarto da população passa fome enquanto grande número de pessoas desperdiça.

Jesus ao distribuir o pão mostra compaixão, mas esta não é sua missão, assim também é o gesto de uma comunidade quando reparte o pão. O pão que Jesus distribui é o pão da justiça, da consciência de que precisamos homens honestos que não sejam geradores da miséria, mas do equilíbrio. Sem justiça não se constrói a paz.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


O EXERCÍCIO DA LIDERANÇA

 

As leituras de hoje se dirigem a todos aqueles que exercem serviços de autoridade: governantes, dirigentes de toda e qualquer organização pública ou privada. Jeremias, na 1ª leitura, denuncia os pastores que dispersam as ovelhas. O Senhor dirá que irá substituir estes por novos pastores (cf. Jer 23,1-6). Paulo, na carta aos Efésios, apresenta Cristo como o verdadeiro Pastor, que une a todos, derrubando os murros, eliminando toda lei e decretos e superando todas as inimizades (cf. Ef 2,13-18).

No evangelho Jesus convida os discípulos para um lugar retirado e descansar um pouco. No entanto, o povo vai à procura de Jesus. Vendo a multidão, Jesus se compadece. A explicação: porque eram como ovelhas sem pastor. (cf. Mc 6,30-34). A compaixão é a alma de todo o missionário, de todo aquele que se coloca ao serviço do evangelho.

O momento da história que vivemos não é entusiasmante: Há denúncias de corrupção, desvios, de exploração, radicalismos de todas as partes, violências, suspeitas de novas guerras. Corridas para o poder, distanciamento dos países ricos com os pobres. Exploração das riquezas naturais dos países ricos sobre os pobres. Mesmo com todo este quadro, que pode nos alarmar, precisamos pedir a Deus tenhamos bons governantes, que não abandonem o seu povo. O caminho da compaixão, abre o coração para o encontro com Deus e nos permite crer nas mudanças de mentalidade, e na conversão.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 


O PROFETA É REJEITADO NA SUA TERRA

 

Este domingo, o 14º do tempo comum, Ano B, faz uma denúncia de Jesus: "Os profetas não são aceitos na sua terra".

A 1ª leitura, fala do envio de Ezequiel para junto de Israel que havia se rebelado diante de Deus: "nação de rebeldes", "cabeça dura" e "coração de pedra"(cf. Ez 2,2-5)

No evangelho vemos a grande conclusão de Jesus: "um profeta só não é estimado em sua pátria" (cf. Mc 6,1-6). Vivemos num tempo onde tudo descartamos, inclusive Deus. Como consequência deste descarte o ser humano vai perdendo o sentido. Os homens que lutam pela justiça, por uma fraternidade, pela vida em geral, são relegados a um segundo plano. Vejamos os modelos que nos são apresentados: jogador de futebol, artista do cinema, cantor, a mulher bonita, o político. Não se valoriza o professor, o pesquisador, o médico, o cientista, o religioso, a religiosa. Comparem o valor pago a esses ídolos com relação aos demais. Vivemos um universo de alterações de valores e nos envolvemos num consumismo cego e desenfreado.

Paulo, na segunda leitura, revela que para não se exaltar, recebeu um espinho que o atormenta. Por diversas vezes pede para que Deus o livre desse mal, mas o Senhor lhe diz: "Basta a minha graça. Pois é na fraqueza que a força se manifesta"(cf. 2Cor 12,7-10). Não sabemos se este espinho era alguma doença ou outro mal. Concluímos: os profetas nunca foram acolhidos, mas mesmo assim Deus suscita homens e mulheres para revelar seus projetos. Deus nunca envia o mais forte, o mais capacitado, mas o mais fraco.


Pe. Mário Pizetta
Pároco


 

Última atualização em Sáb, 25 de Julho de 2015 15:40
 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo > Fim >>

Página 8 de 16