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Mensagens da Semama - Julho 2015 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Sáb, 04 de Julho de 2015 11:16

Mensagens da Semama - Julho 2015

QUEM PARTILHA MULTIPLICA

 

A liturgia deste domingo nos traz a imagem de duas partilhas: a do profeta Elizeu e a multiplicação dos pães por parte de Jesus.

No livro dos Reis lemos o episódio onde o profeta, pede que o pouco pão que existe seja repartido (cf. 2Rs 4,42-44). Desse episódio aprendemos que o pouco bem repartido e mais do que o muito mal distribuído. No evangelho vemos Jesus que multiplica o pão, ele mesmo distribui, pede cuidado para que nada se perca, e ressalta ainda o muito que sobrou (cf. Jo 6,1-15).

Paulo, escrevendo aos Efésios motiva a comunidade a trabalhar pela unidade. Lembra que somos "um só corpo", recorda que existe "uma só esperança", "um só Deus e Pai", "um só Espirito", e "um só batismo", "uma só fé", "um só Senhor". Paulo recomenda ainda que cada um procure caminhar de acordo com a vocação recebida, pois a construção de uma verdadeira comunidade se dá pela compreensão uns dos outros, suportando-se uns com os outros. (cf. Ef 4,1-6).

Este domingo nos leva a questionar sobre a realidade brasileira, um país profundamente rico, pão em abundância, mas não é para todos. A cada dia vemos mais pessoas caminhando pelas ruas a procura de algo. Esta realidade torna-se ainda mais gritante quando vemos reportagens que afirmam que no mundo um quarto da população passa fome enquanto grande número de pessoas desperdiça.

Jesus ao distribuir o pão mostra compaixão, mas esta não é sua missão, assim também é o gesto de uma comunidade quando reparte o pão. O pão que Jesus distribui é o pão da justiça, da consciência de que precisamos homens honestos que não sejam geradores da miséria, mas do equilíbrio. Sem justiça não se constrói a paz.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


O EXERCÍCIO DA LIDERANÇA

 

As leituras de hoje se dirigem a todos aqueles que exercem serviços de autoridade: governantes, dirigentes de toda e qualquer organização pública ou privada. Jeremias, na 1ª leitura, denuncia os pastores que dispersam as ovelhas. O Senhor dirá que irá substituir estes por novos pastores (cf. Jer 23,1-6). Paulo, na carta aos Efésios, apresenta Cristo como o verdadeiro Pastor, que une a todos, derrubando os murros, eliminando toda lei e decretos e superando todas as inimizades (cf. Ef 2,13-18).

No evangelho Jesus convida os discípulos para um lugar retirado e descansar um pouco. No entanto, o povo vai à procura de Jesus. Vendo a multidão, Jesus se compadece. A explicação: porque eram como ovelhas sem pastor. (cf. Mc 6,30-34). A compaixão é a alma de todo o missionário, de todo aquele que se coloca ao serviço do evangelho.

O momento da história que vivemos não é entusiasmante: Há denúncias de corrupção, desvios, de exploração, radicalismos de todas as partes, violências, suspeitas de novas guerras. Corridas para o poder, distanciamento dos países ricos com os pobres. Exploração das riquezas naturais dos países ricos sobre os pobres. Mesmo com todo este quadro, que pode nos alarmar, precisamos pedir a Deus tenhamos bons governantes, que não abandonem o seu povo. O caminho da compaixão, abre o coração para o encontro com Deus e nos permite crer nas mudanças de mentalidade, e na conversão.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 


O PROFETA É REJEITADO NA SUA TERRA

 

Este domingo, o 14º do tempo comum, Ano B, faz uma denúncia de Jesus: "Os profetas não são aceitos na sua terra".

A 1ª leitura, fala do envio de Ezequiel para junto de Israel que havia se rebelado diante de Deus: "nação de rebeldes", "cabeça dura" e "coração de pedra"(cf. Ez 2,2-5)

No evangelho vemos a grande conclusão de Jesus: "um profeta só não é estimado em sua pátria" (cf. Mc 6,1-6). Vivemos num tempo onde tudo descartamos, inclusive Deus. Como consequência deste descarte o ser humano vai perdendo o sentido. Os homens que lutam pela justiça, por uma fraternidade, pela vida em geral, são relegados a um segundo plano. Vejamos os modelos que nos são apresentados: jogador de futebol, artista do cinema, cantor, a mulher bonita, o político. Não se valoriza o professor, o pesquisador, o médico, o cientista, o religioso, a religiosa. Comparem o valor pago a esses ídolos com relação aos demais. Vivemos um universo de alterações de valores e nos envolvemos num consumismo cego e desenfreado.

Paulo, na segunda leitura, revela que para não se exaltar, recebeu um espinho que o atormenta. Por diversas vezes pede para que Deus o livre desse mal, mas o Senhor lhe diz: "Basta a minha graça. Pois é na fraqueza que a força se manifesta"(cf. 2Cor 12,7-10). Não sabemos se este espinho era alguma doença ou outro mal. Concluímos: os profetas nunca foram acolhidos, mas mesmo assim Deus suscita homens e mulheres para revelar seus projetos. Deus nunca envia o mais forte, o mais capacitado, mas o mais fraco.


Pe. Mário Pizetta
Pároco


 

Última atualização em Sáb, 25 de Julho de 2015 15:40
 

Mensagens da semana - junho de 2015

CRISTO: A PEDRA FUNDAMENTAL. PEDRO E PAULO: AS COLUNAS

 

Neste final de semana a Igreja nos lembra a festividade de São Pedro e São Paulo. Pedro, a pedra, Paulo, o grande anunciador do evangelho, o missionário. A ação de Pedro e de Paulo são complementares. Cada um manifesta a grande missão da Igreja. Em Pedro a busca da unidade, em Paulo, o grande anunciador do Evangelho. As leituras, neste ano B, nos ajudam a compreender esta festa.

O evangelista Lucas, nos Atos dos Apóstolos, na 1ª leitura, mostra que Deus não abandona os seus escolhidos. Ele os acompanha, protege e os liberta (cf. At 12,1-11). A proteção de Deus é visível na vida de Pedro. Não precisamos temer. O Senhor está ao nosso lado e vem nos socorrer nos momentos que precisamos.

No evangelho, Mateus, apresenta a resposta de Pedro diante do interrogativo de Jesus: "Quem, dizem os homens que eu sou?" Pedro, responde em nome de todos os apóstolos: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Diante desta confissão, Jesus lhe diz: " Feliz és tu Pedro, por que não foi um ser humano que te revelou isto, mas o meu Pai que está no céu"(cf. Mt 16,13-19).

O apóstolo Paulo, na prisão escreve a Timóteo fazendo um resumo de sua missão: " Combati o bom combate, completei a minha carreira, guardei a fé"(2 Tm 4,6-8.17-18).

Hoje também é dia do Papa, rezemos pelo Papa Francisco, que assume a missão de Pedro. Sintamo-nos não somente próximos dele, mas unidos a ele. Vamos todos ler a carta que ele nos envia: Louvado sejas meu Senhor (Laudato Si).

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A VIDA É UMA TRAVESSIA

 

No domingo que passou tínhamos a imagem da semente e ela representava o Reino. Neste 12º domingo do tempo comum, Ano B, temos a imagem do mar. Na tradição dos povos do Oriente Médio "o mar foi sempre o lugar das forças caóticas do mal". O mar, embora sob o domínio de Deus, permanece cheio de mistérios e perigos, em virtude de sua profundidade de seus abismos. O mar pode ser comparado a vida, um tanto imprevisível. A sua travessia pode ser o nosso viver. Muitos são os obstáculos que encontramos. Vejamos o que dizem as leituras:

A 1ª leitura, Jó experimenta a tormenta. Neste mundo perdeu tudo o que tinha: propriedades, família, mas mesmo assim, não perdeu a confiança em Deus, não se afastou dele (cf. Jó 38,1.8-11).

O evangelho mostra Jesus que está também no meio do mar e a barca agita-se, todos correm perigo. Jesus dorme, porém é presença. Temos necessidade de agir com fé e confiança.

Tudo passará. (cf. Mc 4,35-41).

Paulo, na segunda leitura, virá nos dizer que não podemos viver egoisticamente, mas vivermos para Cristo. Nesta realidade reconhecemos o outro como irmão e testemunhamos o que cremos (cf. 2 Cor 5,14-17).

As leituras nos ensinam que precisamos ter calma diante das angustias, decepções, tempestades, aflições, diante de todas as agressões que sofremos. Neste domingo, como todos os demais, estamos sendo levados a compreender a relatividade das coisas terrenas, insignificantes para a vida, e compreendermos os mistérios que que nos rodeiam.

Por último, convidamos a todos para lerem a nova encíclica do Papa: Louvado seja o meu Senhor.

 

Pe. Mário Pizetta

Pároco


A FORÇA TRANSFORMADORA DO REINO

 

Neste 11º domingo do tempo comum, ano B, somos levados a comtemplar a força emergente que vem da semente quando lançada a terra. Com esta imagem buscamos aprofundamento do mistério do Reino de Deus. Buscamos uma compreensão maior da ação da graça de Deus.

 

O profeta Ezequiel, na primeira leitura, afirma que o Senhor tirará um galho do cedro e o plantará sobre os montes, ele crescerá e produzirá sombra, ou seja, abrigo (cf. Ez 17,22-24). Esta ação nos permitirá descobrir que Deus nunca abandonará o seu povo. Ele será proteção para sempre.

 

Na segunda leitura, Paulo Apóstolo, continua afirmando que a nossa confiança em Deus nos permite abandonar a nossa morada para ir habitar junto do Senhor. Por isso afirma o apóstolo que precisamos nos esforçar, para sermos agradáveis a Deus, quando nos apresentarmos diante de Deus. (cf. 2Cor 5,6-10).

 

No evangelho, nos é apresentada a imagem da semente, a sua força interior, seu grande poder que habita dentro dela. Com esta imagem Jesus compara o Reino de Deus. A grande transformação que acontece em nós quando acolhemos o amor de Deus (cf. Mc 4,26-34). Assim acontece com toda a pessoa, comunidade, sociedade que acolhe a Palavra e ação de Deus.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


DESCULPAS OU FAZER A VONTADE DE DEUS

 

O décimo domingo do tempo comum, Ano B, nos leva a dois horizontes: o universo das "desculpas e fazer a vontade de Deus". A primeira leitura nos apresenta Deus chamando Adão e este respondendo que tinha se escondido porque estava com medo. Adão confessa que estava nu e o Senhor lhe pergunta: "quem te disse que estavas nu?", "então, quer dizer que comeste da fruta proibida?" Adão culpa a mulher, a mulher culpa a serpente. Deus pune o comportamento humano (cf. Gn 3,9-15). Diante de Deus não podemos buscar justificativas. A segunda leitura, o apóstolo alertará que as tribulações deste mundo não se comparam com as alegrias eternas, onde teremos uma morada não construída com mãos humanas (cf. 2Cor 4,13-5,1). Isto nos ajuda a relativizar tudo o que encontramos de adverso em nosso viver.


No evangelho, vemos que os parentes próximos de Jesus não o entendem, acreditam que está possuído pelo demônio. Jesus afirma ainda que todo o reino dividido caminha para a ruína. Jesus, também neste domingo, nos alerta que seu parentesco está entre aqueles que fazem a sua vontade (cf. Mc 3,20-35).

 

Concluímos então: precisamos viver de forma autêntica e verdadeira, aprendermos a relativizar o que pertence a este mundo, para que nossa esperança não seja frustrada, e esforçarmo-nos todos os dias para cumprir a vontade de Deus.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


 

 

Mensagens da Semana Maio 2015

 

"TRÊS PESSOAS EM UM SÓ DEUS"

 

Neste domingo celebramos este grande mistério: da Santíssima Trindade. O prefácio da missa afirma que "tudo o que foi revelado e nós cremos atribuímos ao Filho e ao Espírito Santo, adoramos cada uma das pessoas, na mesma natureza e igual majestade"(Prefácio da Trindade). Deus nos faz família e quer que vivamos em comunhão.

Iniciamos o aprendizado da Trindade ao fazermos o sinal da Cruz. Na cruz manifestamos a grande expressão da nossa fé, por isso que quando vamos iniciar qualquer trabalho fazemos o sinal da cruz.

Ele representa a nossa confiança na trindade. No caminho de nossa catequese cristã gradativamente vamos assimilando esta experiência trinitária.

Na primeira leitura vemos Moisés que reconhece a ação de Deus na vida do povo e afirma não existir outro Deus sobre a terra, pede para todos escutarem a sua palavra, o reconheçam para conquistarem para todas as gerações a felicidade(cf. Dt 4,32-34.39.40).

Falando aos romanos, o apóstolo Paulo, dirá que todos os que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus são filhos de Deus, herdeiros e coerdeiros de Cristo (cf. Rm 8,16-20).

No evangelho ouviremos Jesus que afirma: "toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra", e convidou os discípulos a irem para o mundo inteiro e fazer discípulos batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espirito Santo(Mt 28,16-20).

 

Pe. Mário Pizetta

Pároco


VEM ESPÍRITO SANTO, VEM ILUMINAR OS NOSSOS CAMINHOS

Neste domingo celebramos uma das festas mais importantes no ano Litúrgico: A FESTA DO ESPIRITO SANTO. Esta festividade nos faz lembrar que Deus "para levar a plenitude dos mistérios pascais, derrama hoje, o Espirito Santo prometido, em favor de seus filhos e filhas. É ele quem dá a todos os povos o conhecimento do verdadeiro Deus; e une, numa só fé a diversidade das raças e línguas" (prefácio da missa). O apóstolo Paulo nos dirá que o "Espirito vem em auxílio da nossa fraqueza" (Rm 8,26).

A vinda do Espirito Santo sobre os discípulos manifesta a riqueza da vida nova do Ressuscitado. "Sem o Espírito Santo, Deus está distante, O Cristo permanece no passado, o evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos. Com o Espírito Santo, o Cristo ressuscitado está presente, o evangelho se faz força do Reino, a autoridade se torna serviço"(Missal Romano, Paulus, p.471).

Os dons concedidos pelo Espirito são graças que cada um recebe para construir a unidade e tornar rica a convivência humana: " A cada um é dada a manifestação do Espirito em vista do bem comum". (1Cor 12,7) Ao soprar sobre os discípulos Jesus disse: "Recebei o Espirito Santo"(Jo 20,22). Com a ação do Espírito a criatura humana aprende a acolher o irmão que caiu no erro. O Espirito aproxima e fortalece o diferente para construir a unidade.

Pe. Mário Pizetta

Pároco


A MISSÃO ESTÁ COMEÇANDO: IDE E EVANGELIZAI

 

Neste domingo a Igreja celebra a festa da Ascensão. Jesus, depois da morte e ressureição, passou durante quarenta dias manifestando-se aos discípulos e a comunidade testemunhando que ele estava vivo e presente. A sua presença eliminou o medo, a insegurança e abriu um novo tempo de esperança para a continuidade da obra de Jesus.

 

A Ascensão é o momento da volta de Jesus para a casa do Pai. Jesus delegará aos discípulos e a todos aqueles que nele creram uma responsabilidade: Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura"(cf. Mc 16,15). Jesus tinha cumprido a tarefa que o Pai havia lhe confiado. Agora, o trabalho de testemunhar que Jesus é presente virá dos apóstolos e dos seguidores, que somos nós que cremos. Somos as testemunhas.

 

A primeira leitura, Lucas, acena para o momento que Jesus se despede dos discípulos, enquanto dois anjos falam aos apóstolos: "Homens da Galiléia, por que estais aí olhando para o céu"(cf. At 1,11.)

 

Na segunda leitura, Paulo aos Efésios, pede a Jesus que nos dê a sabedoria e abra o coração para a sua luz, para vivermos em plena comunhão com Deus e com os irmãos (cf. Ef, 17-23). Olhando para a vida humana também percebemos esta delegação: Alguns dos filhos, geralmente dão continuidade ao trabalho do pai. Na comunidade cristã, está realidade é sempre presente, cada um que crê é chamado a anunciar e testemunhar as obras de Deus. "Ide e evangelizai" é a grande missão da Igreja. Evangelizar não é uma ação simples de comunicar. Evangelizar é dar testemunho do que anunciamos.

 

Pe. Mário Pizetta

Pároco

 


O MAIOR SINAL DE AMOR

 

O sexto domingo da páscoa nos ajuda a compreender o que significa amar. Aprenderemos que o caminho de Deus é o amor.

 

Na primeira leitura Pedro deixa claro: "Vejo que Deus não faz distinção entre as pessoas, pelo contrário, aceita quem o teme e pratica justiça, não importando que nação pertença" (cf. At 10, 34-35). João, na segunda leitura, vai afirmar que o único modo de conhecer a Deus é pelo amor: "Quem não ama não chegou a conhecer a Deus" (cf. 1 Jo 4,7-10).

 

No evangelho, Jesus praticamente se despede de seus discípulos apresentando as características desse amor:

 

Ele é idêntico ao amor do Pai: " Assim como o Pai me amou, assim eu vos amo" (cf. Jo 15, 9). Permanecemos nesse amor se guardamos os mandamentos (cf. Jo 15,10-11).

 

Jesus afirma que a maior expressão do amor é dar a vida pelo outro: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelo irmão" (cf. Jo 15,13).

 

Jesus não chama os discípulos de servos, mas de amigos e explica as razões: "porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu pai" (cf. Jo 15,15b). Jesus também diz para os discípulos que eles foram escolhidos por ele: "Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi"(cf. Jo 15,16). Escolhidos para produzir frutos.

 

A descoberta do amor vem da intimidade que cada um conquista na sua relação com Deus.

 

Pe. Mário Pizetta

Pároco


MAIO: COM MARIA - SOMOS RAMOS QUE PRECISAM SER PODADOS PARA PRODUZIR FRUTOS

 

Com o quinto domingo da Páscoa entramos no mês de maio, um tempo muito especial para fazer crescer em nós o amor a nossa querida Mãe. Na liturgia da palavra deste domingo é apresentada a imagem da videira, Jesus diz aos discípulos: "eu sou a verdadeira videira e o meu Pai é o agricultor" (Jo 15 1,1s). O texto destaca o serviço do vinhateiro, que poda a videira para que ela produza frutos. O corte não é uma agressão à planta, pelo contrário, a revitaliza. Jesus afirma que todo ramo por si próprio não pode produzir fruto. Para produzir fruto precisa estar ligado ao tronco. Nós somos os ramos e para produzirmos frutos precisamos estar ligados à Cristo, que é o tronco.

 

Na primeira leitura vemos Barnabé, que supera toda forma de preconceito, apresenta Paulo aos apóstolos, narra a eles como foi seu encontro com Cristo. Paulo une-se aos apóstolos para anunciar o evangelho (cf. At 9,26-31).

 

Na segunda leitura João afirma que não podemos dizer que amamos se as palavras não se transformam em gestos. João afirmará que uma das formas de permanecer em Cristo é observar os seus mandamentos (cf. 1Jo 3,18-24). Um amor que não se traduz em gestos não é um amor verdadeiro.

 

Pe. Mário Pizetta

Pároco


 

 

Mensagens da Semana Abril 2015
 

JESUS É O PASTOR, NÓS AS OVELHAS

Neste quarto domingo da Páscoa nos é apresentada uma das imagens mais belas e profundas na qual identificamos jesus: O Pastor (cf. Jo 10,11-18). O evangelista João especifica as características deste pastoreio: "Ele dá a vida, não é um mercenário", "conhece as suas ovelhas e elas conhecem o Pastor". Jesus é Pastor porque não cuida apenas das ovelhas de seu rebanho: "tenho ovelhas de outro redil". Ser pastor é uma referência, um protagonista, um líder. O pastor é aquele que pensa a vida a partir do todo, atua em função do bem comum.

A primeira leitura, dos Atos, Pedro afirma: "jesus é a pedra que os construtores rejeitaram e que se tornou a pedra angular"(At 4,11). Jesus aqui é identificado como o fundamento da vida humana, aquele que oferece o verdadeiro sentido da existência.

Na segunda leitura, João, em sua II carta dirá: "que presente maravilhoso sermos chamados de filhos de Deus"(cf. 1Jo 3,1). O cristão não é um seguidor cabisbaixo de Jesus. Quando alguém se deixa guiar por Jesus mais descobre os mercenários ao seu redor. Na estrada de Jesus o homem encontra a sua segurança, avança com esperança, pois Jesus é a vida, a pedra sobre a qual nos movemos, é o PASTOR de todos nós.


Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


JESUS ABRE A INTELIGÊNCIA

Neste terceiro domingo da Páscoa vemos Jesus que se apresenta ao grupo dos discípulos e dirige estas palavras:" A paz esteja convosco", e faz uma pergunta: "por que estais preocupados e tendes tantas dúvidas no coração?" (cf. Lc 24,36). Jesus hoje, poderia repetir esta mesma pergunta a cada um de nós.

A ressureição, para os discípulos, ainda não tinha sido assimilada. Antes, havia decepção diante da morte de Jesus. Tirar o medo, e começar a fazer uma caminhada era necessário. Interessante o modo como Jesus fala: "não sou um fantasma, vejam as minhas mãos, os meus pés", vai mais longe: "tendes algo para comer"(cf. Lc 24,39-42).

Assim acontece com cada um de nós, enquanto não conseguimos compreender os acontecimentos ficamos com um pé atrás. A compreensão dos sinais é o primeiro passo para compreender a realidade. O encontro com Jesus abre os olhos, os ouvidos das pessoas para perceber o novo.

Na primeira leitura vemos Pedro que faz uma profissão de fé: reconhece que o Deus dos antepassados, Abraão, Isaac, Jacó não permitiu que Jesus permanecesse no vale da morte, mas o ressuscitou, Pedro convida ao arrependimento e a conversão dos pecados (cf. At 3,13-15.17-19).

Na segunda leitura João vai afirmar que Jesus é aquele nos purifica de nossos pecados. Que Jesus afaste de nós todo tipo de resistência que impede a sua revelação.


Pe. Mário Pizetta

Pároco


A MISERICÓRDIA DE DEUS É ETERNA

 

O salmo de meditação deste segundo domingo revela o grande rosto de DEUS: Eterna é a sua misericórdia (Salmo 117(118).

A primeira leitura dos Atos dos Apóstolos mostra a unidade que existia entre os que seguiam Jesus Ressuscitado: "A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma..."(At 4,32s). O ressuscitado gera uma nova comunidade, isto é, uma nova consciência, onde os irmãos não passam mais necessidades. O oposto do mundo individualista que vivemos hoje.

Na segunda leitura, João nos diz que na observância dos mandamentos de Deus manifestamos o nosso amor a Cristo e aos irmãos (cf. 1 Jo 5,1-6).

No evangelho, vemos o grande mandato de Jesus aos discípulos: "Assim como o Pai me enviou eu também vos envio"(Jo 20,20). Jesus coloca o seu sopro, o Espirito, sobre os discípulos para se dirigirem a todos e perdoarem os pecados (cf. Jo 20,23). Ao manifestar o perdão o Pai mostra o quanto é misericordioso. Este domingo nos apresenta o fato de Tomé, que não acreditava que Jesus tivesse ressuscitado, mas diante da manifestação de Jesus expressa o seu grande grito:" Meu Senhor e meu Deus". O caminho do ressuscitado é um caminho de busca da vida. A comunidade cristã vive o espirito do ressuscitado enquanto é promove e defende a vida.

 

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco

 


FELIZ PÁSCOA

 

Neste domingo celebramos a Ressureição de Jesus, o maior acontecimento cristão. A ressureição marca o dia em que Cristo deixa para trás os túmulos, a casa dos mortos, supera a morte, nos dá a plena Libertação. Neste dia lembramos as palavras de Jesus: "Eu vim para tenham vida em abundância". A vida prevalece. Deus é sempre a favor da vida.

 

A morte de Jesus foi uma tentativa de sufocar a vida, no entanto Deus não permitiu que ela fosse vencedora. Jesus vence a morte e abre uma nova perspectiva para o viver. Para "os que acreditam a vida não é tirada mas transformada". O túmulo vazio, uma farsa das autoridades, ficou para trás, o corpo de Jesus não foi roubado, nem mesmo escondido, ele ressuscitou. Ele agora está na glória. Os que não compreenderam Jesus tentam manipular as consciências humanas. A ressureição nos leva até ao eterno.

 

Uma pergunta, que em toda Páscoa, precisamos fazer: O que deixamos para trás nesta nesta Páscoa? Qual superação realizamos em nossa vida? Celebrar a Páscoa é fazer uma passagem de superação. Meu irmão, minha irmã, você que celebrou conosco, muito Obrigado. Que a Luz de Cristo ilumine o seu caminho.

 

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


 

 

Mensagrens de Março - 2015

 

A CRUZ É O GRANDE SINAL DO AMOR

 

O 4º domingo da quaresma, Ano B, nos leva a olharmos para a cruz e ver nela o grande sinal da misericórdia e do Amor de Deus.

A primeira leitura nos mostra que a felicidade do homem está em seguir os caminhos de Deus, enquanto que a desgraça aparece quando o homem torna-se egoísta e infiel (cf. 2Cr 36,14-16,19-23).

A segunda leitura mostra que "Deus é rico em misericórdia" (ef 2,4).Esta misericórdia nos é dada gratuitamente. "Somos salvos pela graça mediante nossa atitude de fé" (Ef 2,10).

O evangelho vamos encontrar no simbolismo da serpente a força transformadora da Cruz: "do mesmo modo que Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna" (Jo 3,14-15). Este domingo nos faz voltar o olhar para cruz e nela contemplar o gesto de quem a abraçou e se deixou pregar para salvar a todos. A cruz é o maior sinal de amor de Jesus. Jesus não quis ser um herói ao morrer daquela maneira, pelo contrário, nos ensinou que um amor verdadeiro passa pelo caminho da cruz. A cruz não apenas nos leva a um sentimento de compaixão, mas nos faz entender que tudo o que passa pelo caminho da cruz gera vida.

 

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A LÓGICA DE DEUS É DIFERENTE DA LÓGICA HUMANA

 

Este 3º domingo da Quaresma nos mostra a relação entre a lógica de Deus e a lógica humana.

Na primeira leitura vemos os termos da Aliança. Deus tinha tirado o povo do Egito, agora apresenta a este mesmo povo um conjunto de regras para que reconheça que o Senhor é o condutor da história e ninguém explore o seu irmão. É um código disciplinar (cf. Ex 20,1-17). Estas regras são os mandamentos, assim chamados, são preceitos e orientações. Normas que servem para o ser humano estabelecer suas relações com Deus e os demais irmãos para uma boa convivência.

Na segunda leitura veremos Paulo confessando o seu grande amor pela Cruz de Cristo: "nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus, e insensatez para os pagãos"(cf. 1Cor 1,23). Paulo nos mostra uma nova forma de ver a cruz, ela se torna sinal de sabedoria, pois é através da cruz que conhecemos os segredos da vida. Quando falamos de cruz, entendemos não apenas o madeiro, disposto horizontalmente a uma haste vertical, mas o conjunto de todas as coisas deste mundo que nos conduzem a verdadeira sabedoria de Deus.

No evangelho veremos Jesus, agindo no templo como "um forasteiro subversivo", que se indigna e denúncia a conduta dos responsáveis pelo Templo. "O zelo de tua casa me consumirá"(cf. Jo 2,17b). Jesus ao proceder desta maneira nos dá oportunidade de avançar no conceito de Templo. Jesus agora é o Novo Templo. Nele os homens vão encontrar a luz verdadeira.

 

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


 

 
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