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Mensagens das Semanas Anteriores

mensagens da semana setembro 2015

 O PRIMEIRO É O ÚLTIMO
 

 O 25º domingo do tempo comum, ano B, nos mostra como agem as mentes que seguem a lógica do mundo e a aqueles que seguem a Deus.

A primeira leitura vem do livro da Sabedoria, e ensina que o justo é sempre perseguido pela lógica do mundo: "armemos ciladas para o justo, pois sua presença nos incomoda" Sab 2,12).

Na segunda leitura, continuamos lendo Tiago. O apóstolo fala da justiça que vem de Deus e a inveja como origem de muitos males. Da justiça nasce a sabedoria, que carrega o rosto da misericórdia, da imparcialidade e produz bons frutos (cf. Tg 3,16-4,3).

No evangelho continua o anúncio da paixão. Depois que Jesus anunciou aos discípulos a necessidade de cada um carregar a sua cruz, muitos discípulos ainda não tinham entendido o seguimento. Jesus observa que neles ainda perdura a lógica do mundo, a busca de lugares de honra, destaques: "O que discutíeis pelo caminho?"(Mc 9,33b). Como ninguém respondeu, disse: " Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos, aquele que serve a todos"(Mc 9,35). Vivemos num tempo onde o "chamar atenção" constitui-se, para muitos, uma necessidade. Como diz o ditado: "o que não se vê não existe". Carregar a cruz é viver o caminho do serviço. Para servir precisamos ser os últimos deste mundo. Os últimos deste mundo, tornar-se-ão os primeiros no Reino de Deus. No serviço, descobrimos o amor da cruz, o amor gera alegria.

 

Pe. Mário Pizetta

Pároco


 

 

Mensagens da Semama - Agosto de  2015

COM DEUS SOU MAIS FORTE

As leituras deste domingo nos levam a compreender o porque precisamos ter Deus em nossa vida. A primeira leitura assinala a grande capacidade que possui o Servo quando reconhece Deus como o seu Auxiliador (cf. Is 50,5-9).

No evangelho, num primeiro momento, vemos Pedro assimilando a lição de domingo passado, quando curou o surdo mudo, reconhecendo Jesus: "Tu és o Messias"( Mc 8,29b).

Num segundo momento, vemos o mesmo Pedro não aceitar quando Jesus afirma que Ele deverá "sofrer e ser rejeitado pelos anciãos"(Mc 8,31). Vemos que Pedro ainda conserva em seu coração a mentalidade do mundo, do poder, da glória. No entanto, Jesus dirá sobre a necessidade de cada um, se desejar segui-lo, "renunciar a si mesmo, tomar sua cruz e segui-lo". Na segunda leitura, o apóstolo Tiago dirá que uma fé sem obras é morta. Veremos que para testemunhar a fé temos necessidade de associar fé e obras (cf. Tg 2,14-18). A associação desses dois universos é a forma de se expressar de uma verdadeira religião. As obras manifestam a fé. Na ação evangelizadora da Igreja quanto mais fortes os sinais mais eficaz se torna a sua ação. Não basta apenas pronunciar palavras e necessário por a mão na massa.

Pe. Mário Pizetta

Pároco


ABRIR OS OUVIDOS E LIBERTAR A LÍNGUA

 

O 23º terceiro domingo do tempo comum, ano B, nos chama a não perder a esperança diante dos momentos de crise. Nos diz que para seguir Jesus precisamos mudar de mentalidade, isto é, abandonar tudo o que nos torna cegos e mudos. Tratarmos a todos igualmente.

 

A primeira leitura afirma: "Criai ânimo, não tenhais medo" (Is 35,4). A superação da insegurança, à falta de alegria virão quando reconhecermos o Senhor na vida do dia a dia.

 

A segunda leitura nos alerta que Deus escolheu os pobres, para serem os seus herdeiros (cf. Tg  2,5). O Apóstolo Tiago que dirige seus escritos às comunidades cristãs, dispersas no império Romano, participa com a comunidade afirmando que para os que possuem fé precisam tratar a todos igualmente, não termos tratamentos diferenciados (cf. Tg 2,1-5).

 

No evangelho vamos ver que a comunidade pede a Jesus para libertar o surdo e mudo, (cf. Mc 7,31-37). A cura realizada por Jesus é dirigida diretamente aos discípulos, que encontram dificuldades para mudar de mentalidade. Não conseguem perceber que Jesus está dizendo a eles abrirem os ouvidos.

 

Abrir os ouvidos quer dizer libertar-se dos obstáculos que bloqueiam escutar Jesus abertamente. O seguimento de Jesus exige que se abandone velhos hábitos do formalismo, do egoísmo, da auto suficiência e passar a viver uma nova práxis. Sem a superação da surdez não proclamamos as maravilhas do Senhor. Lembramos ainda que estamos no Mês da Bíblia, busquemos em seu anúncio o sentido para o nosso viver.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A PRÁTICA DA LEI GERA SABEDORIA

 

As leituras deste 22º domingo do tempo Comum nos levam a compreender o sentido pedagógico da Lei na busca de Deus.

 

A primeira leitura mostra Moisés que exorta o povo para ouça os ensinamentos deixados pelo Senhor e faz uma alerta: "Vós os guardareis, pois, e os poreis em prática, por que neles está a sabedoria e a inteligência" (cf. Dt 4,6).

 

No evangelho, Jesus adverte sobre o legalismo dos fariseus, que muitas vezes está presente em nós católicos, o mero cumprimento de regras que são assumidas como absolutas e tiram todo o sentido construtivo da lei (cf. Mc 7,1ss). Viver a lei apenas no caminho cristão não basta, é preciso algo mais.

 

Na segunda leitura, Tiago Apóstolo, nos convida a sermos praticantes da Palavra não apenas meros ouvintes (Cf.Tg 1,26). As três leituras nos levam a verificar a que tipo de religião estamos praticando. Se ela abarca o interior da pessoa, o coração, e gera compromisso com a vida do irmão, pois nos diz ainda o apóstolo: " A religião pura e sem mancha, diante de Deus é: assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo" (Tg 1,27).

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


NOSSA VIDA É UMA QUESTÃO DE OPÇÃO

 

As leituras deste domingo nos falam de uma questão decisiva da vida humana: as opções que fazemos. Escolhas precisamos fazer todos os momentos. O sucesso de nossas ações se medem pela sabedoria de nossas opções. Quando escolhemos valores maiores temos sempre sinais de esperança, quando escolhemos valores passageiros, efêmeros temos também resultados passageiros.

 

Na 1ª leitura, vemos Josué diante dos magistrados, anciãos e o povo: "a quem vocês querem servir? Os deuses que vossos pais serviram na mesopotâmia ou servir o Senhor? Josué assume que servirá o Senhor. O povo também diz: "Longe de servir a deuses estranhos, nós serviremos o Senhor"(cf. Js 24,1-2.15-18)

 

Na segunda leitura o apóstolo Paulo mostra que a vida matrimonial é uma questão de opção. Exorta para que haja solicitude entre marido e mulher, pede ao marido para que ame sua mulher, pois quem ama vive unido a Cristo e manifesta este amor na relação entre homem e a mulher (cf. Ef 5,21-32).

 

No evangelho vemos que os discípulos encontram dificuldades de entender e seguir o projeto do Reino. Podemos encontrar dois modelos de discípulos: os que acolhem o Reino como valor supremo, enquanto outros buscam valores deste mundo. Jesus não apresenta dois modelos de opção, suas palavras são portadoras de vida, por isso que são exigentes, possuem espirito e vida (cf. Jo 6,63).

 

Na confissão de Pedro o desejo de todos que baseiam suas opções em Jesus: "A quem iremos Senhor? Tu tens palavras de vida Eterna"(Jo 6,68). Acolhem o projeto de Jesus quem faz suas opções nos valores que perduram.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


MARIA É A ARCA DA ALIANÇA DO NOVO TESTAMENTO

 

Neste final de semana estamos celebrando a festa da ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA. O dogma da Assunção foi proclamado pelo Papa Pio XII, em 1955. Na perspectiva Vocacional do mês de agosto, lembramos a Vida Consagrada.

As leituras, sejam elas da Vigília, como da festividade, nos colocam diante de Maria. Nas leituras da vigília, podemos identificar Maria como a Arca da Aliança, aquela que traz dentro de sí o Salvador da Humanidade: "Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram"(cf. Lc 11, 27-28). Na liturgia da festa vemos que a Assunção de Maria é a Assunção da Igreja.

A primeira leitura, de João, mostra o início do caminho da comunidade cristã, cheio de dificuldades e de perseguições. A imagem do dragão é a imagem das dificuldades encontradas (cf. Ap 12,1.3-6.10).

Na segunda leitura, Paulo nos mostra que Maria é a nova Eva que vem trazer para o mundo a realeza de Cristo, até que todas as coisas sejam colocadas sob seus pés (cf. 1Cor 15,20-27).

No evangelho vemos que Isabel que exulta de alegria pela chegada de Maria: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre"(cf. Lc 1,43). A grandeza de Maria não está apenas por carregar o Menino Jesus, mas por ela ter vivido tudo o que Jesus ensinou. Como resposta Maria canta o grande hino: "A minha alma engrandece o Senhor..."(cf. Lc 1,46-52). ´E o canto dos pobres e dos que buscam construir o Reino.

O Papa Francisco falando aos Consagrados (as) lembra: "Olhar para o passado com gratidão, viver o presente com paixão, abraçar o futuro com esperança".


Pe. Mário Pizetta

Pároco


SEM CRER NÃO EXISTE PAO DO CÉU

 

Neste domingo, o 19º domingo do tempo comum, ano B, continua a reflexão sobre o grande "Sinal do Pão", que encontramos no evangelho de João.

Na primeira leitura, vemos que o profeta Elias é despertado pelo Senhor duas vezes de seu cansaço: "Levanta-te e Come". Pão e água nos levam aos sacramentos da Eucaristia e do Batismo. Não são apenas alimentos para quem está cansado.

Na segunda leitura o apostolo Paulo faz uma série de recomendações e convida o povo "a viver no amor" (cf. Ef 4,30-5.2). Viver no amor significa conduzir a vida longe de toda amargura, irritação, cólera, gritarias, toda a espécie de maldade.

O evangelho retoma a reflexão onde Jesus aprofunda o sentido de que ele é o Pão da Vida (cf. Jo 6,41-51). Compreende que Jesus é o Pão da Vida todo aquele que "crê", que "adere" a Jesus, e este, dirá: "quem comer deste pão viverá eternamente", e "o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo"(cf. Jo 6,51). Quando escutamos Jesus dizer que viveremos eternamente, não quer dizer que não iremos morrer mais, mas atingiremos a vida plena. A morte não será mais um obstáculo, mas apenas uma passagem. Jesus ao fazer esta reflexão quer ajudar os discípulos e a comunidade a perceberem que ele não é apenas um multiplicador de pão, o pão que o mundo busca é para saciar a fome, enquanto que o pão que Jesus distribui vem do alto, por isso que tudo o que vem do alto traz vida nova para todos.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


"PARA A MAIOR GLÓRIA DE DEUS"

 

Esta foi a mensagem de Santo Inácio deixada nestes últimos dias na paróquia. Com elas pronunciamos uma palavra de gratidão:

 

- Aos padres e irmãos Paulinos que no decorrer destes 75 anos acompanharam esta paróquia.

- Às famílias dos migrantes italianos, portugueses, espanhóis, de todas as nacionalidades que participaram ativamente na criação e crescimento desta paróquia.

- Aos sacerdotes, às famílias que estiveram presentes nesta caminhada evangelizadora.

- Aqueles que acreditam no evangelho e procuram participar na caminhada da paróquia.

- Aos paroquianos de hoje para que possamos ser uma Igreja viva, evangelizadora, uma "Igreja em saída".

- Finalmente lembramos todos os falecidos que passaram por esta paróquia e que deixaram com sua presença um sinal de fé, de amor a Cristo.

 

Relacionando com a mensagem deste domingo podemos afirmar: Assim como o milagre do pão foi um sinal para o povo, uma paróquia é também um sinal para a vida dos que acreditam no evangelho.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 
Mensagens da Semama - Julho 2015 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Sáb, 04 de Julho de 2015 11:16

Mensagens da Semama - Julho 2015

QUEM PARTILHA MULTIPLICA

 

A liturgia deste domingo nos traz a imagem de duas partilhas: a do profeta Elizeu e a multiplicação dos pães por parte de Jesus.

No livro dos Reis lemos o episódio onde o profeta, pede que o pouco pão que existe seja repartido (cf. 2Rs 4,42-44). Desse episódio aprendemos que o pouco bem repartido e mais do que o muito mal distribuído. No evangelho vemos Jesus que multiplica o pão, ele mesmo distribui, pede cuidado para que nada se perca, e ressalta ainda o muito que sobrou (cf. Jo 6,1-15).

Paulo, escrevendo aos Efésios motiva a comunidade a trabalhar pela unidade. Lembra que somos "um só corpo", recorda que existe "uma só esperança", "um só Deus e Pai", "um só Espirito", e "um só batismo", "uma só fé", "um só Senhor". Paulo recomenda ainda que cada um procure caminhar de acordo com a vocação recebida, pois a construção de uma verdadeira comunidade se dá pela compreensão uns dos outros, suportando-se uns com os outros. (cf. Ef 4,1-6).

Este domingo nos leva a questionar sobre a realidade brasileira, um país profundamente rico, pão em abundância, mas não é para todos. A cada dia vemos mais pessoas caminhando pelas ruas a procura de algo. Esta realidade torna-se ainda mais gritante quando vemos reportagens que afirmam que no mundo um quarto da população passa fome enquanto grande número de pessoas desperdiça.

Jesus ao distribuir o pão mostra compaixão, mas esta não é sua missão, assim também é o gesto de uma comunidade quando reparte o pão. O pão que Jesus distribui é o pão da justiça, da consciência de que precisamos homens honestos que não sejam geradores da miséria, mas do equilíbrio. Sem justiça não se constrói a paz.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


O EXERCÍCIO DA LIDERANÇA

 

As leituras de hoje se dirigem a todos aqueles que exercem serviços de autoridade: governantes, dirigentes de toda e qualquer organização pública ou privada. Jeremias, na 1ª leitura, denuncia os pastores que dispersam as ovelhas. O Senhor dirá que irá substituir estes por novos pastores (cf. Jer 23,1-6). Paulo, na carta aos Efésios, apresenta Cristo como o verdadeiro Pastor, que une a todos, derrubando os murros, eliminando toda lei e decretos e superando todas as inimizades (cf. Ef 2,13-18).

No evangelho Jesus convida os discípulos para um lugar retirado e descansar um pouco. No entanto, o povo vai à procura de Jesus. Vendo a multidão, Jesus se compadece. A explicação: porque eram como ovelhas sem pastor. (cf. Mc 6,30-34). A compaixão é a alma de todo o missionário, de todo aquele que se coloca ao serviço do evangelho.

O momento da história que vivemos não é entusiasmante: Há denúncias de corrupção, desvios, de exploração, radicalismos de todas as partes, violências, suspeitas de novas guerras. Corridas para o poder, distanciamento dos países ricos com os pobres. Exploração das riquezas naturais dos países ricos sobre os pobres. Mesmo com todo este quadro, que pode nos alarmar, precisamos pedir a Deus tenhamos bons governantes, que não abandonem o seu povo. O caminho da compaixão, abre o coração para o encontro com Deus e nos permite crer nas mudanças de mentalidade, e na conversão.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 


O PROFETA É REJEITADO NA SUA TERRA

 

Este domingo, o 14º do tempo comum, Ano B, faz uma denúncia de Jesus: "Os profetas não são aceitos na sua terra".

A 1ª leitura, fala do envio de Ezequiel para junto de Israel que havia se rebelado diante de Deus: "nação de rebeldes", "cabeça dura" e "coração de pedra"(cf. Ez 2,2-5)

No evangelho vemos a grande conclusão de Jesus: "um profeta só não é estimado em sua pátria" (cf. Mc 6,1-6). Vivemos num tempo onde tudo descartamos, inclusive Deus. Como consequência deste descarte o ser humano vai perdendo o sentido. Os homens que lutam pela justiça, por uma fraternidade, pela vida em geral, são relegados a um segundo plano. Vejamos os modelos que nos são apresentados: jogador de futebol, artista do cinema, cantor, a mulher bonita, o político. Não se valoriza o professor, o pesquisador, o médico, o cientista, o religioso, a religiosa. Comparem o valor pago a esses ídolos com relação aos demais. Vivemos um universo de alterações de valores e nos envolvemos num consumismo cego e desenfreado.

Paulo, na segunda leitura, revela que para não se exaltar, recebeu um espinho que o atormenta. Por diversas vezes pede para que Deus o livre desse mal, mas o Senhor lhe diz: "Basta a minha graça. Pois é na fraqueza que a força se manifesta"(cf. 2Cor 12,7-10). Não sabemos se este espinho era alguma doença ou outro mal. Concluímos: os profetas nunca foram acolhidos, mas mesmo assim Deus suscita homens e mulheres para revelar seus projetos. Deus nunca envia o mais forte, o mais capacitado, mas o mais fraco.


Pe. Mário Pizetta
Pároco


 

Última atualização em Sáb, 25 de Julho de 2015 15:40
 

Mensagens da semana - junho de 2015

CRISTO: A PEDRA FUNDAMENTAL. PEDRO E PAULO: AS COLUNAS

 

Neste final de semana a Igreja nos lembra a festividade de São Pedro e São Paulo. Pedro, a pedra, Paulo, o grande anunciador do evangelho, o missionário. A ação de Pedro e de Paulo são complementares. Cada um manifesta a grande missão da Igreja. Em Pedro a busca da unidade, em Paulo, o grande anunciador do Evangelho. As leituras, neste ano B, nos ajudam a compreender esta festa.

O evangelista Lucas, nos Atos dos Apóstolos, na 1ª leitura, mostra que Deus não abandona os seus escolhidos. Ele os acompanha, protege e os liberta (cf. At 12,1-11). A proteção de Deus é visível na vida de Pedro. Não precisamos temer. O Senhor está ao nosso lado e vem nos socorrer nos momentos que precisamos.

No evangelho, Mateus, apresenta a resposta de Pedro diante do interrogativo de Jesus: "Quem, dizem os homens que eu sou?" Pedro, responde em nome de todos os apóstolos: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Diante desta confissão, Jesus lhe diz: " Feliz és tu Pedro, por que não foi um ser humano que te revelou isto, mas o meu Pai que está no céu"(cf. Mt 16,13-19).

O apóstolo Paulo, na prisão escreve a Timóteo fazendo um resumo de sua missão: " Combati o bom combate, completei a minha carreira, guardei a fé"(2 Tm 4,6-8.17-18).

Hoje também é dia do Papa, rezemos pelo Papa Francisco, que assume a missão de Pedro. Sintamo-nos não somente próximos dele, mas unidos a ele. Vamos todos ler a carta que ele nos envia: Louvado sejas meu Senhor (Laudato Si).

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A VIDA É UMA TRAVESSIA

 

No domingo que passou tínhamos a imagem da semente e ela representava o Reino. Neste 12º domingo do tempo comum, Ano B, temos a imagem do mar. Na tradição dos povos do Oriente Médio "o mar foi sempre o lugar das forças caóticas do mal". O mar, embora sob o domínio de Deus, permanece cheio de mistérios e perigos, em virtude de sua profundidade de seus abismos. O mar pode ser comparado a vida, um tanto imprevisível. A sua travessia pode ser o nosso viver. Muitos são os obstáculos que encontramos. Vejamos o que dizem as leituras:

A 1ª leitura, Jó experimenta a tormenta. Neste mundo perdeu tudo o que tinha: propriedades, família, mas mesmo assim, não perdeu a confiança em Deus, não se afastou dele (cf. Jó 38,1.8-11).

O evangelho mostra Jesus que está também no meio do mar e a barca agita-se, todos correm perigo. Jesus dorme, porém é presença. Temos necessidade de agir com fé e confiança.

Tudo passará. (cf. Mc 4,35-41).

Paulo, na segunda leitura, virá nos dizer que não podemos viver egoisticamente, mas vivermos para Cristo. Nesta realidade reconhecemos o outro como irmão e testemunhamos o que cremos (cf. 2 Cor 5,14-17).

As leituras nos ensinam que precisamos ter calma diante das angustias, decepções, tempestades, aflições, diante de todas as agressões que sofremos. Neste domingo, como todos os demais, estamos sendo levados a compreender a relatividade das coisas terrenas, insignificantes para a vida, e compreendermos os mistérios que que nos rodeiam.

Por último, convidamos a todos para lerem a nova encíclica do Papa: Louvado seja o meu Senhor.

 

Pe. Mário Pizetta

Pároco


A FORÇA TRANSFORMADORA DO REINO

 

Neste 11º domingo do tempo comum, ano B, somos levados a comtemplar a força emergente que vem da semente quando lançada a terra. Com esta imagem buscamos aprofundamento do mistério do Reino de Deus. Buscamos uma compreensão maior da ação da graça de Deus.

 

O profeta Ezequiel, na primeira leitura, afirma que o Senhor tirará um galho do cedro e o plantará sobre os montes, ele crescerá e produzirá sombra, ou seja, abrigo (cf. Ez 17,22-24). Esta ação nos permitirá descobrir que Deus nunca abandonará o seu povo. Ele será proteção para sempre.

 

Na segunda leitura, Paulo Apóstolo, continua afirmando que a nossa confiança em Deus nos permite abandonar a nossa morada para ir habitar junto do Senhor. Por isso afirma o apóstolo que precisamos nos esforçar, para sermos agradáveis a Deus, quando nos apresentarmos diante de Deus. (cf. 2Cor 5,6-10).

 

No evangelho, nos é apresentada a imagem da semente, a sua força interior, seu grande poder que habita dentro dela. Com esta imagem Jesus compara o Reino de Deus. A grande transformação que acontece em nós quando acolhemos o amor de Deus (cf. Mc 4,26-34). Assim acontece com toda a pessoa, comunidade, sociedade que acolhe a Palavra e ação de Deus.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


DESCULPAS OU FAZER A VONTADE DE DEUS

 

O décimo domingo do tempo comum, Ano B, nos leva a dois horizontes: o universo das "desculpas e fazer a vontade de Deus". A primeira leitura nos apresenta Deus chamando Adão e este respondendo que tinha se escondido porque estava com medo. Adão confessa que estava nu e o Senhor lhe pergunta: "quem te disse que estavas nu?", "então, quer dizer que comeste da fruta proibida?" Adão culpa a mulher, a mulher culpa a serpente. Deus pune o comportamento humano (cf. Gn 3,9-15). Diante de Deus não podemos buscar justificativas. A segunda leitura, o apóstolo alertará que as tribulações deste mundo não se comparam com as alegrias eternas, onde teremos uma morada não construída com mãos humanas (cf. 2Cor 4,13-5,1). Isto nos ajuda a relativizar tudo o que encontramos de adverso em nosso viver.


No evangelho, vemos que os parentes próximos de Jesus não o entendem, acreditam que está possuído pelo demônio. Jesus afirma ainda que todo o reino dividido caminha para a ruína. Jesus, também neste domingo, nos alerta que seu parentesco está entre aqueles que fazem a sua vontade (cf. Mc 3,20-35).

 

Concluímos então: precisamos viver de forma autêntica e verdadeira, aprendermos a relativizar o que pertence a este mundo, para que nossa esperança não seja frustrada, e esforçarmo-nos todos os dias para cumprir a vontade de Deus.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


 

 

Mensagens da Semana Maio 2015

 

"TRÊS PESSOAS EM UM SÓ DEUS"

 

Neste domingo celebramos este grande mistério: da Santíssima Trindade. O prefácio da missa afirma que "tudo o que foi revelado e nós cremos atribuímos ao Filho e ao Espírito Santo, adoramos cada uma das pessoas, na mesma natureza e igual majestade"(Prefácio da Trindade). Deus nos faz família e quer que vivamos em comunhão.

Iniciamos o aprendizado da Trindade ao fazermos o sinal da Cruz. Na cruz manifestamos a grande expressão da nossa fé, por isso que quando vamos iniciar qualquer trabalho fazemos o sinal da cruz.

Ele representa a nossa confiança na trindade. No caminho de nossa catequese cristã gradativamente vamos assimilando esta experiência trinitária.

Na primeira leitura vemos Moisés que reconhece a ação de Deus na vida do povo e afirma não existir outro Deus sobre a terra, pede para todos escutarem a sua palavra, o reconheçam para conquistarem para todas as gerações a felicidade(cf. Dt 4,32-34.39.40).

Falando aos romanos, o apóstolo Paulo, dirá que todos os que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus são filhos de Deus, herdeiros e coerdeiros de Cristo (cf. Rm 8,16-20).

No evangelho ouviremos Jesus que afirma: "toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra", e convidou os discípulos a irem para o mundo inteiro e fazer discípulos batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espirito Santo(Mt 28,16-20).

 

Pe. Mário Pizetta

Pároco


VEM ESPÍRITO SANTO, VEM ILUMINAR OS NOSSOS CAMINHOS

Neste domingo celebramos uma das festas mais importantes no ano Litúrgico: A FESTA DO ESPIRITO SANTO. Esta festividade nos faz lembrar que Deus "para levar a plenitude dos mistérios pascais, derrama hoje, o Espirito Santo prometido, em favor de seus filhos e filhas. É ele quem dá a todos os povos o conhecimento do verdadeiro Deus; e une, numa só fé a diversidade das raças e línguas" (prefácio da missa). O apóstolo Paulo nos dirá que o "Espirito vem em auxílio da nossa fraqueza" (Rm 8,26).

A vinda do Espirito Santo sobre os discípulos manifesta a riqueza da vida nova do Ressuscitado. "Sem o Espírito Santo, Deus está distante, O Cristo permanece no passado, o evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos. Com o Espírito Santo, o Cristo ressuscitado está presente, o evangelho se faz força do Reino, a autoridade se torna serviço"(Missal Romano, Paulus, p.471).

Os dons concedidos pelo Espirito são graças que cada um recebe para construir a unidade e tornar rica a convivência humana: " A cada um é dada a manifestação do Espirito em vista do bem comum". (1Cor 12,7) Ao soprar sobre os discípulos Jesus disse: "Recebei o Espirito Santo"(Jo 20,22). Com a ação do Espírito a criatura humana aprende a acolher o irmão que caiu no erro. O Espirito aproxima e fortalece o diferente para construir a unidade.

Pe. Mário Pizetta

Pároco


A MISSÃO ESTÁ COMEÇANDO: IDE E EVANGELIZAI

 

Neste domingo a Igreja celebra a festa da Ascensão. Jesus, depois da morte e ressureição, passou durante quarenta dias manifestando-se aos discípulos e a comunidade testemunhando que ele estava vivo e presente. A sua presença eliminou o medo, a insegurança e abriu um novo tempo de esperança para a continuidade da obra de Jesus.

 

A Ascensão é o momento da volta de Jesus para a casa do Pai. Jesus delegará aos discípulos e a todos aqueles que nele creram uma responsabilidade: Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura"(cf. Mc 16,15). Jesus tinha cumprido a tarefa que o Pai havia lhe confiado. Agora, o trabalho de testemunhar que Jesus é presente virá dos apóstolos e dos seguidores, que somos nós que cremos. Somos as testemunhas.

 

A primeira leitura, Lucas, acena para o momento que Jesus se despede dos discípulos, enquanto dois anjos falam aos apóstolos: "Homens da Galiléia, por que estais aí olhando para o céu"(cf. At 1,11.)

 

Na segunda leitura, Paulo aos Efésios, pede a Jesus que nos dê a sabedoria e abra o coração para a sua luz, para vivermos em plena comunhão com Deus e com os irmãos (cf. Ef, 17-23). Olhando para a vida humana também percebemos esta delegação: Alguns dos filhos, geralmente dão continuidade ao trabalho do pai. Na comunidade cristã, está realidade é sempre presente, cada um que crê é chamado a anunciar e testemunhar as obras de Deus. "Ide e evangelizai" é a grande missão da Igreja. Evangelizar não é uma ação simples de comunicar. Evangelizar é dar testemunho do que anunciamos.

 

Pe. Mário Pizetta

Pároco

 


O MAIOR SINAL DE AMOR

 

O sexto domingo da páscoa nos ajuda a compreender o que significa amar. Aprenderemos que o caminho de Deus é o amor.

 

Na primeira leitura Pedro deixa claro: "Vejo que Deus não faz distinção entre as pessoas, pelo contrário, aceita quem o teme e pratica justiça, não importando que nação pertença" (cf. At 10, 34-35). João, na segunda leitura, vai afirmar que o único modo de conhecer a Deus é pelo amor: "Quem não ama não chegou a conhecer a Deus" (cf. 1 Jo 4,7-10).

 

No evangelho, Jesus praticamente se despede de seus discípulos apresentando as características desse amor:

 

Ele é idêntico ao amor do Pai: " Assim como o Pai me amou, assim eu vos amo" (cf. Jo 15, 9). Permanecemos nesse amor se guardamos os mandamentos (cf. Jo 15,10-11).

 

Jesus afirma que a maior expressão do amor é dar a vida pelo outro: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelo irmão" (cf. Jo 15,13).

 

Jesus não chama os discípulos de servos, mas de amigos e explica as razões: "porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu pai" (cf. Jo 15,15b). Jesus também diz para os discípulos que eles foram escolhidos por ele: "Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi"(cf. Jo 15,16). Escolhidos para produzir frutos.

 

A descoberta do amor vem da intimidade que cada um conquista na sua relação com Deus.

 

Pe. Mário Pizetta

Pároco


MAIO: COM MARIA - SOMOS RAMOS QUE PRECISAM SER PODADOS PARA PRODUZIR FRUTOS

 

Com o quinto domingo da Páscoa entramos no mês de maio, um tempo muito especial para fazer crescer em nós o amor a nossa querida Mãe. Na liturgia da palavra deste domingo é apresentada a imagem da videira, Jesus diz aos discípulos: "eu sou a verdadeira videira e o meu Pai é o agricultor" (Jo 15 1,1s). O texto destaca o serviço do vinhateiro, que poda a videira para que ela produza frutos. O corte não é uma agressão à planta, pelo contrário, a revitaliza. Jesus afirma que todo ramo por si próprio não pode produzir fruto. Para produzir fruto precisa estar ligado ao tronco. Nós somos os ramos e para produzirmos frutos precisamos estar ligados à Cristo, que é o tronco.

 

Na primeira leitura vemos Barnabé, que supera toda forma de preconceito, apresenta Paulo aos apóstolos, narra a eles como foi seu encontro com Cristo. Paulo une-se aos apóstolos para anunciar o evangelho (cf. At 9,26-31).

 

Na segunda leitura João afirma que não podemos dizer que amamos se as palavras não se transformam em gestos. João afirmará que uma das formas de permanecer em Cristo é observar os seus mandamentos (cf. 1Jo 3,18-24). Um amor que não se traduz em gestos não é um amor verdadeiro.

 

Pe. Mário Pizetta

Pároco


 

 
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