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Mensagens das Semanas Anteriores

Mensagens da semana setembro 2016

 

EXISTE UM GRANDE ABISMO ENTRE NÓS: CRESCEM OS MENDIGOS

 

A liturgia do 26º domingo do Tempo Comum, ano C, novamente vem nos colocar a questão da riqueza, da ganância de alguns e como consequência o crescimento de pessoas mais pobres.

O evangelho vai nos apresentar o episódio entre o rico e o pobre. O rico que suplica ao pai Abraão a possibilidade de molhar a sua língua. No entanto Abraão lhe dirá " Filho, lembra-te que tu recebeste os teus bens durante a vida e o pobre Lázaro não", além do mais existe um grande abismo entre os dois, ele é intransponível (Lc 16, 19-31).

A primeira leitura, tirada de Amós, continuará a alerta sobre aqueles que vivem na mais completa abundância e se tornam insensíveis aos mais pequenos, os mais desfavorecidos.

O profeta critica a falta de sensibilidade dos que possuem muito e alerta que a riqueza desvia as pessoas de Deus (cf. Am 6,1.4-7).

Na segunda leitura Paulo pedirá a Timóteo que procure conservar-se íntegro e fugir das coisas perversas, procurar a justiça, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão (cf. 1 Tm 6,11-16).

Olhando para nossa realidade hoje constatamos que o crescimento dos pobres é inversamente proporcional ao número de ricos. Um ser humano nas calçadas de nossa cidade é um indicativo de algo não está certo. O verdadeiro sentido de justiça nos vem de Deus, não de politicas.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


CRISTO E OS BENS

As leituras do 25º domingo do tempo Comum, Ano C, nos ajudam a compreender os riscos que o dinheiro e os bens causam nas pessoas.

Na primeira leitura o profeta Amós faz uma denúncia sobre a ganância, quando se alteram as balanças com a finalidade de lucrar mais. O lucro vindo da exploração (cf. Am 8,4-7).

No evangelho, ouviremos de Jesus um elogio ao administrador desonesto. Jesus alertará aos discípulos que não podemos servir a Deus e ao dinheiro (cf. Lc 16,1-13).

Na segunda leitura vemos um apelo do autor da 1ª carta a Timóteo sobre a importância da oração que não deve ser uma atitude egoísta, buscando a si próprio, mas dar espaço aos valores duradouros do amor, da partilha e da fraternidade, contrastando com a busca da riqueza da primeira leitura(cf. 1Tim 2,1-8).

Deus nos deu um mundo abundante de riquezas, elas estão ao serviço do homem. Não podemos utilizar desses recursos para a exploração humana, mas para uma vivência fraterna.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


 

 

DEUS TEM UM OLHAR ESPECIAL PARA OS QUE ERRAM NA SUA VIDA

 

O 24º domingo do tempo Tempo Comum, Ano C, revela para todos os que creem o rosto misericordioso de Deus.

A primeira leitura, do livro do Exodo, encontramos Deus que reclama e ameaça punir o comportamento do povo, mas Moises interpela em favor do seu povo relembrando a promessa feita aos antepassados. O Senhor escuta e acolhe o pedido de Moises (cf. Ex 32,7-11.13-14).

Na segunda leitura Paulo testemunha a Timóteo a grande misericórdia que o Senhor dispensou a ele (cf. 1 Tim 1,12-17).

O evangelho, apresentará três situações sobre o olhar misericordioso de Deus para quem por ventura caiu no erro: O episódio da ovelha perdida, da moeda encontrada, e do filho abusivo (cf. Lc 15,1-32).

Os textos nos mostram o quanto Deus olha para os fragilizados, os distantes. Não se trata de uma desvalorização dos que fazem o bem, mas a preocupação com quem se perdeu. O amor que o senhor tem para os que estão distantes. Um dia encontrei este comentário sobre este evangelho: "Um amor autêntico não é racionalista, não mede, não ergue barreiras, não calcula, não recorda as ofensas recebidas e não impõe condições". Deus é sempre misericordioso.

 

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


SABEDORIA NO SEGUIMENTO DE JESUS


Iniciamos o mês de setembro, e no Brasil, dedicamos a cada ano o estudo de um livro sagrado. Este ano estudaremos o livro do profeta Miquéias.

O tema do mês bíblico: Para que "nele nossos povos tenham vida". O livro do profeta Miquéias reflete uma realidade vivida entre os anos de 725 a.C e 701 a.C.

A palavra de Deus deste domingo, questiona sobre o apego que as pessoas possuem nas coisas deste mundo e a falta de discernimento nas suas opções, dificultando o caminho do seguimento. Vejamos como se colocam as leituras:

O evangelho dirá que para seguir Jesus é necessário deixar tudo e carregar a sua cruz. Deixar até mesmo a família. O seguimento exige um agir com sabedoria para discernir nossas ações (cf. Lc 14,23-33).

Na 1ª leitura, veremos como a sabedoria penetra nos mistérios de Deus e nos ajuda a fazer as devidas escolhas para caminhar retamente (cf. Sb 9,13-18).

A segunda leitura, o apóstolo Paulo, da prisão, pedirá a Filemom que acolha Onésimo, seu antigo escravo de volta, não mais como escravo mas livre (cf. Filemon 9-10.12-17).

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


HUMILDADE E GRATUIDADE PARA SENTAR-SE AO GRANDE BANQUETE

 

A liturgia deste domingo nos coloca diante de duas grandes virtudes necessárias na vida daqueles que buscam trilhar os caminhos do Senhor e participar de sua mesa. A primeira leitura, do Eclesiástico, exorta sobre humildade, a simplicidade, modéstia, afirmando que todo aquele que praticar estas virtudes encontrará graça diante de Deus (Eclo 3,20 a), afirmará ainda que é aos humildes que Deus revela os seus mistérios (Eclo 3,20 b).

 

A segunda leitura vai nos dizer que a realidade daqueles que abraçam a fé não se aproxima diante de realidades palpáveis, mas vislumbram a Jerusalém celeste (cf. Hb 12,18-19.22-24). "O encontro com Deus é uma experiência de comunhão, aproximação, amor e intimidade".

 

O evangelho nos mostra o verdadeiro sentido da gratuidade. Quando uma pessoa ajuda o outro deve fazer sem pretender receber retribuição. Jesus afirma que esta pessoa será feliz (cf. Lc 14, 1.14-17). O texto também denuncia os corações tomados pela ambição, os que procuram os primeiros lugares, buscam o poder, o reconhecimento. Gratuidade e humildade são as duas grandes lições deste 22º domingo do Tempo Comum.

 

No último domingo de agosto rezamos por todos os servidores na comunidade, ou seja, a vocação Laical, que se manifesta nos mais diversos serviços na comunidade. Lembramos de modo especial os Catequistas. Agradecemos a Deus por todas as pessoas que ele coloca no caminho de nossas comunidades que assumem os mais diversos serviços pastorais na humildade e gratuidade. DEUS ABENÇOE A TODOS.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


MARIA: A SERVA DO SENHOR QUE ALCANÇA A GLÓRIA

 

A festa da Assunção de Nossa Senhora, proclamada pelo Papa Pio XII, em 1950, é a grande manifestação da bondade de Deus a Maria. As leituras da vigília, bem como da Festa, exaltam Nossa Senhora. Na Vigília, vemos que Maria é identificada como a Arca da Aliança (cf. 1Cr 15,3-4.15-16;16,1-2). Ela traz Jesus consigo.  Maria, pela graça de Jesus, também supera a morte: "A morte foi tragada pela vitória. Ó morte, onde está a tua vitória? Onde está o teu agulhão? (cf. 1Cor 15,55). O evangelho da vigília, revela que Maria é feliz por ter escutado e praticado a Palavra do Senhor (cf. Lc, 11,27-28).

As leituras do domingo revelam que Maria é o grande sinal de vida para humanidade, mesmo que dragões estejam diante dela, Maria não tem medo. (Cf. Ap 11,19; 12,1-3-6.10).

Na segunda leitura, vamos a 1ª carta aos Coríntios, Jesus, como primícias vence a morte e coloca tudo debaixo de seus pés (cf. 1Cor 15,20-27). No evangelho proclamaremos o grande cântico de Maria. É o cântico que mostra a alegria de Maria por Ela acolher e ser instrumento de exaltação dos pobres, dos pequenos e realizar as grandes maravilhas do Senhor (cf. Lc 1,39-56). Neste domingo também lembramos as Vocações à vida Consagrada. Elas se espelham em Maria. A diversidade dos Carismas nos mostra a verdadeira face de Cristo.


Pe. Mário Pizetta
Pároco


JESUS VEM TRAZER FOGO E DIVISÃO

 

Ao lermos o evangelho deste 20º domingo do tempo comum, ano C, encontrarmos estas palavras de Jesus: "Eu vim lançar fogo sobre a terra e como gostaria que já estivesse aceso!"(Lc 12,49) e "Vim trazer a divisão"(Lc 12,51), pode ficar um tanto assustado. No entanto, não é assim, Jesus vem afirmar que não podemos permanecer passivos, indiferentes diante de sua presença e mensagem.

A primeira leitura nos mostrará as maldades que as autoridades e o povo submeteram o profeta Jeremias, mas ele não vacilará, pelo contrário, tornar-se-á mais forte pela graça do Senhor. Os sofrimentos tornam o verdadeiro profeta mais forte (cf. Jer 38,4-6.8-10).

A segunda leitura, a exemplo de Cristo, o autor nos exorta para que sejamos perseverantes em nossa busca a Cristo. Diz o autor: " com os olhos fixos em Jesus, que em nós começa e completa a obra a fé"( Hb 12,2). Vemos portanto que Deus é sempre nosso companheiro, nosso amigo e vem para trazer vida a todos. Acolher sua mensagem é um ato de reconhecimento deste amor.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


ENTRE O PROVISÓRIO E O DEFINITIVO

 

A liturgia deste domingo nos coloca diante de um dilema: viver para o provisório, o imediato, ou para algo maior, mais nobre, definitivo. Para atingir esta meta precisamos estar sempre em atitude de vigilância.

 

Na primeira leitura vemos que o povo de Israel, fiel a sua aliança, aguarda a libertação. Esta se torna prenuncio da verdadeira libertação escatológica (cf. Sb 18,6-9).

 

A carta aos Hebreus, lida neste domingo, nos apresenta a figura de Abraão e Sara. Criaturas de fé e que enfrentam os desafios sempre confiantes no Senhor. No texto vemos cinco situações em que Abraão e Sara foram homens de fé: Testemunho, obedeceu aos planos de Deus, foi morar em terra estrangeira, superaram a esterilidade e tiveram um filho, e por último a grande prova: sacrificar o filho da promessa (cf. Hb 11,1-2.6-9).

 

O evangelho aprofunda a proposta do domingo sobre a vigilância. A vigilância é entendida como uma atitude permanente do cristão. Buscando tesouros verdadeiros, "onde está o vosso tesouro aí está o vosso coração", e "felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar" cf. Lc 12,32-48). O viver exige sempre uma atitude de vigilância, seja para não desperdiçar o tempo no provisório mas investir em algo maior.

 

Pe. Mario Pizetta
Pároco/ SSP

 
 

Mensagens da semana Julho 2016

VAIDADES E ILUSÕES

O 18º domingo do tempo Comum, ano C, nos coloca diante de duas fortes realidades que absorvem a vida do ser humano:  "a busca de segurança ou a busca das coisas do alto".

A primeira leitura vai nos interrogar sobre o mundo das vaidades. O homem que durante a sua vida lutou, trabalhou, incomodou-se e depois teve que deixar tudo (cf. Ecl 1,2;2,21-23).

O evangelho, por meio da "parábola do rico insensato" vai alertar sobre a ganância, aquela busca desenfreada do homem pelo lucro, o fazer mais, conquistar e lucrar em detrimento de um sentido maior da existência (cf. Lc 12,13-21).

Na segunda leitura Paulo dirá a comunidade dos Colossenses para que cada um se esforce para "buscar as coisas do alto onde está Cristo". Paulo também indica os caminhos para a superação: "fazer morrer o que pertence à terra: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e cobiças"(cf. Cl 3,1-5.9-11). A medida que o homem supera o universo das paixões ele se liberta para o Senhor. 

As vaidades estão sempre presentes em nosso agir. Tudo depende do sentido que cada um dá às suas conquistas. Uma conquista pode ser um mérito e este mérito colocado ao serviço da vida. O risco para a vida surge quando nossas conquistas tornam a pessoa acima dos outros. Todo o ser humano gosta "daquela consideração" a mais. A vaidade e a ilusão são parceiras, se completam, pois geralmente onde está a vaidade está a ilusão. Jesus pelo contrário, valoriza o pequeno, humilde, o próximo, os que tem sede de Deus.

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 


ENSINA-NOS A REZAR

 

A Liturgia deste 17 º domingo do Tempo Comum, ano C, nos apresenta o sentido da Oração, nosso diálogo com o Senhor. A primeira leitura apresenta os constantes pedidos de Abraão ao Senhor para que perdoe a vida dos habitantes de Sodoma e Gomora se ali tiver ao menos 50, 45, 30, 20, 10 justos(cf. Gn 18,20-32). Vemos nesta leitura a sinceridade e a insistência de como devemos rezar.

No evangelho vemos Jesus que ensina aos apóstolos como rezar. Vemos no texto a dimensão da súplica onde por diversas vezes encontramos o verbo: pedir. Na comunhão com o Pai precisamos ser sinceros, insistentes e ousados. Veremos que o amigo virá atender pela perseverança do pedido. O amigo atenderá pela sua impertinência (cf. Lc 11,1-13). A oração é fonte de energia, paz e consciência. Quando rezamos nos sentimos seguros.

Na segunda leitura, Paulo, embora não fale explicitamente de oração, coloca Cristo como referência de nossa fé ao recordar à comunidade de Colossa que Cristo ao ser pregado na cruz resgata o homem de todo mal. Em Cristo nos tornamos novas criaturas (cf. Col 2,12-14). Três palavras nos ajudam a direcionar o texto da liturgia deste domingo: pedir, bater e procurar.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


ACOLHER É UM SINAL DE QUEM AMA

 

Na liturgia deste domingo encontramos três palavras que podem nos ajudar a compreender o sentido da Liturgia deste 16 º domingo do Tempo Comum, ano C: Acolhimento, Hospitalidade e Serviço. Elas nos levam ao conteúdo da mensagem anunciada.


Na primeira leitura encontramos o episódio da aparição dos três homens diante de Abraão. Eles são acolhidos e servidos da melhor forma. Da hospitalidade recebida vem a promessa do filho: " Meu Senhor, se ganhei tua amizade, peço-te que não prossigas viagem sem parar junto a mim, teu servo"(cf. Gn 18,1-10). Abraão acolhe a presença de Deus.


No evangelho iremos encontrar o episódio do encontro de Jesus com Marta e Maria. Jesus á o acolhido. Duas afirmações nos chamam atenção: a pergunta de Marta a Jesus: "Senhor não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo serviço?" é a resposta de Jesus: "Marta, Marta, tu te preocupas  e andas agitada com muitas coisas, no entanto, uma só é necessária e Maria escolheu a melhor parte"(cf. Lc 10,38-42). Do texto vem a alerta sobre o ativismo que impede de ouvir o Senhor e discernir o que é essencial.


Paulo, na segunda leitura afirma que é solidário às tribulações de Cristo, a quem serve, a fim de compreender melhor o grande mistério que foi escondido por gerações e agora manifestado ao apóstolo e este o anuncia ao povo (cf. Col 1,24-28). A atitude de acolhimento, hospitalidade e serviço são comportamentos nobres naquele que se deixam conduzir pelos ensinamentos do Senhor.
 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A PALAVRA DO SENHOR ESTÁ PRÓXIMA

 

A liturgia da palavra do 15º domingo do tempo Comum, ano A, tem como eixo condutor a Palavra.

No livro do Deuteronômio, onde é tirada a 1ª leitura, Moisés faz um apelo ao povo para que ouça e pratique os mandamentos do Senhor.

Alerta de que eles não estão distantes. Podem ser alcançados por todos (cf. Dt 30,10-14).

O salmo dirá que todo aquele que praticar viverá.

No evangelho encontramos o fariseu que quer colocar Jesus em situação difícil, mas Jesus, conhecedor de sua maldade narra uma parábola e interroga o mestre, quando lhe pergunta: Para você quem é o próximo? E o fariseu responde: aquele que usou de misericórdia. No que Jesus lhe diz: "Vai e faze a mesma coisa" (cf. Lc 10, 25-37).

Na segunda leitura, Paulo nos é apresenta o hino sobre Jesus Cristo. O apóstolo Paulo afirmará que Jesus é "a imagem do Deus invisível, cabeça da Igreja, e que todas as coisas foram criadas por ele" ( cf. Col 1,15-20). Jesus é o centro da vida cristã.

Vemos portanto que a conquista da vida eterna se dá pela pratica da solidariedade e da misericórdia. Nossas palavras podem ser importantes mas nossas atitudes é que dão testemunho de quem busca a vida eterna.

 

Pe. Mario Pizetta
Pároco


 

 

Mensagens da semana Junho 2016

DEUS CONVOCA OS HOMENS PARA COLABORAR COM ELE

 

O 13º domingo do Tempo Comum, ano C, expõe o caminho do seguimento. A primeira leitura apresenta o apelo do Senhor a Elias para que vá e unga Eliseu para continuar o seu caminho profético (cf. 1Rs 19,16.19-21).

 

Na segunda leitura, Paulo dirá aos Gálatas que foi para a liberdade que Cristo nos libertou, afirma que não podemos entender mal esta liberdade, mas nos tornarmos escravos da caridade (cf. Gl 1,13-18). Liberdade para seguirmos Jesus.

 

O evangelho nos vai dizer que o caminho do seguimento é um caminho exigente, de radicalidade, renúncia. Na maneira de Jesus falar podemos compreender as exigências deste seguimento: Seguir Jesus não é buscar segurança, acomodação. Jesus é uma questão de prioridade. Não podemos olhar para trás, isto é, não podemos viver de saudosismos, também não pode haver arrependimento (cf. Lc 9,51-62). Jesus não nos obriga a percorrer seu caminho, mas se optarmos segui-lo precisamos fazer com radicalidade e comprometimento.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


RECONHECER E ASSUMIR OS RISCOS DO SEGUIMENTO

A liturgia deste domingo, o 12º do Tempo comum ano C, nos fala do reconhecimento e seguimento de Jesus. Jesus é o centro de todo o nosso viver.


No evangelho Jesus faz uma sondagem junto aos discípulos sobre o que falam dele. Depois de ouvir as diversas opiniões, Jesus interpela os apóstolos: "E vós quem dizeis que eu sou". Pedro assume a palavra: " Tu és o Cristo de Deus". Mas não basta apenas reconhecer, o desafio é ainda maior: é necessário "carregar a cruz" (cf. Lc 9,18-24).


Na carta aos Gálatas Paulo exorta que pela fé e o Batismo fomos revestidos de Cristo. Revestir-se de Cristo é abandonar as vestes do egoísmo, orgulho e esforçar-se para realizar o caminho do amor, para sermos os herdeiros da vida em plenitude (cf. Gl 3,26-29).


A primeira leitura apresenta o testemunho de um profeta que se entrega ao Senhor, obtendo não apenas a sua salvação, mas a purificação dos pecados de seus irmãos. Entregar-se a Deus não é um caminho do fracasso, mas um caminho gerador de vida (cf. Zc 12,10-11;13,1).

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


"UM GRANDE PROFETA APARECEU NO MEIO DE NÓS "

 

A liturgia deste domingo nos mostra como as atitudes do homem de Deus, o profeta Elias, e Jesus, o grande profeta, vão ao encontro da vida.

A primeira leitura nos relata, por meio do livro dos Reis, o episódio do profeta Elias com a viúva de Serepta (cf. 1Rs 17,17´-24). Esta viúva é a imagem de todas aqueles que não conseguem ver o mundo com esperança, órfãos, desempregados e marginalizados.

No evangelho, Jesus nos ensina a lição de piedade e compaixão. Nestas atitudes está a solidariedade humana, estão os gestos da vida. A manifestação de quem ama a Deus (cf. Lc 7,11-17).

Na segunda leitura, escrevendo aos Gálatas, Paulo atribui a sua grande transformação a Cristo. Faz um resumo de sua caminhada. Confessa que devastou e agiu contra os cristãos quando estava no judaísmo. Após esta grande mudança assume os passos de Jesus. Relata que partiu imediatamente para a missão e depois de três anos foi encontrar-se com Pedro (cf. Gl 1,11-19).

Vemos portanto que Elias, o homem de Deus, pela força da oração, devolve o filho à viúva. Paulo, depois da transformação, sai para anunciar Jesus. Jesus, vem ao encontro daquele que não tem esperança, age com piedade e compaixão. Deus continua a visitar o seu povo nas atitudes de misericórdia e solidariedade.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 

"NÃO TE INCOMODES, NÃO SOU DIGNO, MAS DIGA UMA SÓ PALAVRA..."

 

A liturgia da Palavra do 9º domingo do tempo comum, ano C, nos apresenta a narrativa em que Jesus é interpelado para ir à casa do Oficial romano para curar seu filho que estava doente. Jesus não exitou, foi. Aproximando-se da casa, um dos amigos do oficial levou esta mensagem a Jesus: "Não te incomodes, não sou digno de que entres em minha casa, mas dize uma só palavra e meu filho será curado." (cf. Lc 7,1-10), e Jesus elogiou a fé do oficial. Encontramos aqui a estreita ligação que existe entre a Fé e Palavra. Jesus revela sua abertura para todos. Jesus não exclui ninguém.

Na 1ª leitura o livro dos Reis nos mostra o apelo de Salomão para que todo o estrangeiro que entrasse no templo fosse ouvido pelo Senhor. Salomão reconhece que a casa de Deus é de todos (cf. 1Rs 8,41-43).

Na segunda leitura, Paulo reage a comunidade dos Gálatas advertindo-os pelo fato de buscarem outro Evangelho que Ele tinha pregado (cf. Gl 1,1-2.6-10).

Um dos aspectos a serem refletidos neste domingo é a fé, a vida que vem da Palavra de Jesus. O centurião, judeu e pagão tem confiança, acredita que Jesus pode curar seu filho. Admirável é a humildade do centurião Fé e Palavra são os dois grandes alicerces da vida do homem. A fé que temos vem de nossa crença nas palavras de Jesus.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


TRINDADE: FESTA DA UNIDADE

 

 

A celebração da Santíssima Trindade nos leva a compreensão de que somos uma Grande Família. Formamos um grande grupo de homens e mulheres de diversas raças, culturas, expressões religiosas. Infelizmente ainda existem muitas distâncias entre nós. Nem todos são portadores de direitos. Ninguém pode ser excluído, pelo contrário, acolhido, respeitado. Nisto está o rosto da Trindade.

 

A primeira leitura identifica a Sabedoria como manifestação de Deus Criador, presente desde o princípio. Ela acompanhou os passos de tudo o que foi feito, organizou tudo na mais perfeita ordem (cf. Pr 8,22-31).

 

Na segunda leitura Paulo afirma que a fé nos conduz a Jesus, o grande mediador da vida. Nele teremos a certeza de que estamos firmes e seguros mesmo diante das possíveis tribulações que a vida nos coloca (cf. Rm 5,1-5).

 

No evangelho, vemos que Jesus antes de partir nos enviará o Espirito da Verdade, que é o Espirito Santo para nos ajudar na compreensão de tudo o que Jesus nos ensinou e chegaremos a plenitude da verdade.

 

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


RECEBEI O ESPÍRITO SANTO!

 

A Igreja celebra neste domingo a festa do Espirito Santo. O texto dos Atos afirma: "De repente veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu toda a casa...então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles"(cf At 2,2-3). João no seu evangelho afirma: "No início da semana, os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas, jesus entra e saúda-os A paz...como o Pai me enviou também eu vos envio, e soprou sobre eles e disse: "Recebei o Espirito Santo"(cf. Jo 20,19-23). 

 

A primeira leitura relembra a forma como Deus falava a seu povo, através de fenômenos extraordinários da natureza. No evangelho vemos o ressuscitado que vem consolar e dar força aos apóstolos para continuar a missão neste mundo. Começa ali a grande missão de evangelizar com o sopro da recriação.

 

Na segunda leitura vemos que o Espirito enriquece cada ser humano com um dom específico para o bem da comunidade (cf. 2Cor 12,7ss). Com a celebração da vinda do Espirito Santo renovamos o nosso compromisso de sermos discípulos e missionários do Senhor. O Espírito distribui os seus dons: a Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus para o bem de todos.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


""VOCÊS SÃO MINHAS TESTEMUNHAS: NÃO FIQUEM AI PARADOS!"

 

Neste domingo celebramos a Ascensão de Jesus. Esta festa nos lembra que Jesus depois de ter percorrido um caminho de amor e doação, entra em comunhão definitiva com Deus. Jesus nos deixou o exemplo, e nós que cremos, seremos não apenas seus seguidores, mas testemunhas. Devemos continuar a realizar o projeto libertador de Deus.

 

No Evangelho, encontramos as palavras de despedida de Jesus que orientam e definem a missão dos discípulos no mundo. Revela a alegria dos discípulos. Alegria que nasce da consciência de que cada um dos discípulos é responsável para manifestar a presença de Jesus na história, construindo o projeto salvador de Deus (cf. Lc 24,46-53).

 

Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projeto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus. Não podemos ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante, mas ir para o meio dos homens, sermos uma "Igreja em Saída" (cf. At 1,1-11). Na medida que fazemos a experiência do ressuscitado nos tornamos mais aptos para sermos uma "Igreja em Saída".

 

A segunda leitura, Paulo, falando a comunidade de Efésios, exorta e suplica ao Senhor para que abra o coração de todos os que acolheram o evangelho para aguardarem com esperança a herança que foram chamados, a comunhão plena com Deus. Estando em comunhão com Deus podemos caminhar unidos com os irmãos, fazendo parte do mesmo “corpo”, e em comunhão com Cristo, a “Cabeça” (cf. Ef 1,17-23). Por fim diremos que "o ser testemunha de Jesus Ressuscitado nos conduz a uma Igreja em Saída".

 

Pe. Mário Pizetta

 
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