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Mensagens das Semanas Anteriores

Mensagens da semana Julho 2016

VAIDADES E ILUSÕES

O 18º domingo do tempo Comum, ano C, nos coloca diante de duas fortes realidades que absorvem a vida do ser humano:  "a busca de segurança ou a busca das coisas do alto".

A primeira leitura vai nos interrogar sobre o mundo das vaidades. O homem que durante a sua vida lutou, trabalhou, incomodou-se e depois teve que deixar tudo (cf. Ecl 1,2;2,21-23).

O evangelho, por meio da "parábola do rico insensato" vai alertar sobre a ganância, aquela busca desenfreada do homem pelo lucro, o fazer mais, conquistar e lucrar em detrimento de um sentido maior da existência (cf. Lc 12,13-21).

Na segunda leitura Paulo dirá a comunidade dos Colossenses para que cada um se esforce para "buscar as coisas do alto onde está Cristo". Paulo também indica os caminhos para a superação: "fazer morrer o que pertence à terra: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e cobiças"(cf. Cl 3,1-5.9-11). A medida que o homem supera o universo das paixões ele se liberta para o Senhor. 

As vaidades estão sempre presentes em nosso agir. Tudo depende do sentido que cada um dá às suas conquistas. Uma conquista pode ser um mérito e este mérito colocado ao serviço da vida. O risco para a vida surge quando nossas conquistas tornam a pessoa acima dos outros. Todo o ser humano gosta "daquela consideração" a mais. A vaidade e a ilusão são parceiras, se completam, pois geralmente onde está a vaidade está a ilusão. Jesus pelo contrário, valoriza o pequeno, humilde, o próximo, os que tem sede de Deus.

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 


ENSINA-NOS A REZAR

 

A Liturgia deste 17 º domingo do Tempo Comum, ano C, nos apresenta o sentido da Oração, nosso diálogo com o Senhor. A primeira leitura apresenta os constantes pedidos de Abraão ao Senhor para que perdoe a vida dos habitantes de Sodoma e Gomora se ali tiver ao menos 50, 45, 30, 20, 10 justos(cf. Gn 18,20-32). Vemos nesta leitura a sinceridade e a insistência de como devemos rezar.

No evangelho vemos Jesus que ensina aos apóstolos como rezar. Vemos no texto a dimensão da súplica onde por diversas vezes encontramos o verbo: pedir. Na comunhão com o Pai precisamos ser sinceros, insistentes e ousados. Veremos que o amigo virá atender pela perseverança do pedido. O amigo atenderá pela sua impertinência (cf. Lc 11,1-13). A oração é fonte de energia, paz e consciência. Quando rezamos nos sentimos seguros.

Na segunda leitura, Paulo, embora não fale explicitamente de oração, coloca Cristo como referência de nossa fé ao recordar à comunidade de Colossa que Cristo ao ser pregado na cruz resgata o homem de todo mal. Em Cristo nos tornamos novas criaturas (cf. Col 2,12-14). Três palavras nos ajudam a direcionar o texto da liturgia deste domingo: pedir, bater e procurar.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


ACOLHER É UM SINAL DE QUEM AMA

 

Na liturgia deste domingo encontramos três palavras que podem nos ajudar a compreender o sentido da Liturgia deste 16 º domingo do Tempo Comum, ano C: Acolhimento, Hospitalidade e Serviço. Elas nos levam ao conteúdo da mensagem anunciada.


Na primeira leitura encontramos o episódio da aparição dos três homens diante de Abraão. Eles são acolhidos e servidos da melhor forma. Da hospitalidade recebida vem a promessa do filho: " Meu Senhor, se ganhei tua amizade, peço-te que não prossigas viagem sem parar junto a mim, teu servo"(cf. Gn 18,1-10). Abraão acolhe a presença de Deus.


No evangelho iremos encontrar o episódio do encontro de Jesus com Marta e Maria. Jesus á o acolhido. Duas afirmações nos chamam atenção: a pergunta de Marta a Jesus: "Senhor não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo serviço?" é a resposta de Jesus: "Marta, Marta, tu te preocupas  e andas agitada com muitas coisas, no entanto, uma só é necessária e Maria escolheu a melhor parte"(cf. Lc 10,38-42). Do texto vem a alerta sobre o ativismo que impede de ouvir o Senhor e discernir o que é essencial.


Paulo, na segunda leitura afirma que é solidário às tribulações de Cristo, a quem serve, a fim de compreender melhor o grande mistério que foi escondido por gerações e agora manifestado ao apóstolo e este o anuncia ao povo (cf. Col 1,24-28). A atitude de acolhimento, hospitalidade e serviço são comportamentos nobres naquele que se deixam conduzir pelos ensinamentos do Senhor.
 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A PALAVRA DO SENHOR ESTÁ PRÓXIMA

 

A liturgia da palavra do 15º domingo do tempo Comum, ano A, tem como eixo condutor a Palavra.

No livro do Deuteronômio, onde é tirada a 1ª leitura, Moisés faz um apelo ao povo para que ouça e pratique os mandamentos do Senhor.

Alerta de que eles não estão distantes. Podem ser alcançados por todos (cf. Dt 30,10-14).

O salmo dirá que todo aquele que praticar viverá.

No evangelho encontramos o fariseu que quer colocar Jesus em situação difícil, mas Jesus, conhecedor de sua maldade narra uma parábola e interroga o mestre, quando lhe pergunta: Para você quem é o próximo? E o fariseu responde: aquele que usou de misericórdia. No que Jesus lhe diz: "Vai e faze a mesma coisa" (cf. Lc 10, 25-37).

Na segunda leitura, Paulo nos é apresenta o hino sobre Jesus Cristo. O apóstolo Paulo afirmará que Jesus é "a imagem do Deus invisível, cabeça da Igreja, e que todas as coisas foram criadas por ele" ( cf. Col 1,15-20). Jesus é o centro da vida cristã.

Vemos portanto que a conquista da vida eterna se dá pela pratica da solidariedade e da misericórdia. Nossas palavras podem ser importantes mas nossas atitudes é que dão testemunho de quem busca a vida eterna.

 

Pe. Mario Pizetta
Pároco


 

 

Mensagens da semana Junho 2016

DEUS CONVOCA OS HOMENS PARA COLABORAR COM ELE

 

O 13º domingo do Tempo Comum, ano C, expõe o caminho do seguimento. A primeira leitura apresenta o apelo do Senhor a Elias para que vá e unga Eliseu para continuar o seu caminho profético (cf. 1Rs 19,16.19-21).

 

Na segunda leitura, Paulo dirá aos Gálatas que foi para a liberdade que Cristo nos libertou, afirma que não podemos entender mal esta liberdade, mas nos tornarmos escravos da caridade (cf. Gl 1,13-18). Liberdade para seguirmos Jesus.

 

O evangelho nos vai dizer que o caminho do seguimento é um caminho exigente, de radicalidade, renúncia. Na maneira de Jesus falar podemos compreender as exigências deste seguimento: Seguir Jesus não é buscar segurança, acomodação. Jesus é uma questão de prioridade. Não podemos olhar para trás, isto é, não podemos viver de saudosismos, também não pode haver arrependimento (cf. Lc 9,51-62). Jesus não nos obriga a percorrer seu caminho, mas se optarmos segui-lo precisamos fazer com radicalidade e comprometimento.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


RECONHECER E ASSUMIR OS RISCOS DO SEGUIMENTO

A liturgia deste domingo, o 12º do Tempo comum ano C, nos fala do reconhecimento e seguimento de Jesus. Jesus é o centro de todo o nosso viver.


No evangelho Jesus faz uma sondagem junto aos discípulos sobre o que falam dele. Depois de ouvir as diversas opiniões, Jesus interpela os apóstolos: "E vós quem dizeis que eu sou". Pedro assume a palavra: " Tu és o Cristo de Deus". Mas não basta apenas reconhecer, o desafio é ainda maior: é necessário "carregar a cruz" (cf. Lc 9,18-24).


Na carta aos Gálatas Paulo exorta que pela fé e o Batismo fomos revestidos de Cristo. Revestir-se de Cristo é abandonar as vestes do egoísmo, orgulho e esforçar-se para realizar o caminho do amor, para sermos os herdeiros da vida em plenitude (cf. Gl 3,26-29).


A primeira leitura apresenta o testemunho de um profeta que se entrega ao Senhor, obtendo não apenas a sua salvação, mas a purificação dos pecados de seus irmãos. Entregar-se a Deus não é um caminho do fracasso, mas um caminho gerador de vida (cf. Zc 12,10-11;13,1).

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


"UM GRANDE PROFETA APARECEU NO MEIO DE NÓS "

 

A liturgia deste domingo nos mostra como as atitudes do homem de Deus, o profeta Elias, e Jesus, o grande profeta, vão ao encontro da vida.

A primeira leitura nos relata, por meio do livro dos Reis, o episódio do profeta Elias com a viúva de Serepta (cf. 1Rs 17,17´-24). Esta viúva é a imagem de todas aqueles que não conseguem ver o mundo com esperança, órfãos, desempregados e marginalizados.

No evangelho, Jesus nos ensina a lição de piedade e compaixão. Nestas atitudes está a solidariedade humana, estão os gestos da vida. A manifestação de quem ama a Deus (cf. Lc 7,11-17).

Na segunda leitura, escrevendo aos Gálatas, Paulo atribui a sua grande transformação a Cristo. Faz um resumo de sua caminhada. Confessa que devastou e agiu contra os cristãos quando estava no judaísmo. Após esta grande mudança assume os passos de Jesus. Relata que partiu imediatamente para a missão e depois de três anos foi encontrar-se com Pedro (cf. Gl 1,11-19).

Vemos portanto que Elias, o homem de Deus, pela força da oração, devolve o filho à viúva. Paulo, depois da transformação, sai para anunciar Jesus. Jesus, vem ao encontro daquele que não tem esperança, age com piedade e compaixão. Deus continua a visitar o seu povo nas atitudes de misericórdia e solidariedade.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 

"NÃO TE INCOMODES, NÃO SOU DIGNO, MAS DIGA UMA SÓ PALAVRA..."

 

A liturgia da Palavra do 9º domingo do tempo comum, ano C, nos apresenta a narrativa em que Jesus é interpelado para ir à casa do Oficial romano para curar seu filho que estava doente. Jesus não exitou, foi. Aproximando-se da casa, um dos amigos do oficial levou esta mensagem a Jesus: "Não te incomodes, não sou digno de que entres em minha casa, mas dize uma só palavra e meu filho será curado." (cf. Lc 7,1-10), e Jesus elogiou a fé do oficial. Encontramos aqui a estreita ligação que existe entre a Fé e Palavra. Jesus revela sua abertura para todos. Jesus não exclui ninguém.

Na 1ª leitura o livro dos Reis nos mostra o apelo de Salomão para que todo o estrangeiro que entrasse no templo fosse ouvido pelo Senhor. Salomão reconhece que a casa de Deus é de todos (cf. 1Rs 8,41-43).

Na segunda leitura, Paulo reage a comunidade dos Gálatas advertindo-os pelo fato de buscarem outro Evangelho que Ele tinha pregado (cf. Gl 1,1-2.6-10).

Um dos aspectos a serem refletidos neste domingo é a fé, a vida que vem da Palavra de Jesus. O centurião, judeu e pagão tem confiança, acredita que Jesus pode curar seu filho. Admirável é a humildade do centurião Fé e Palavra são os dois grandes alicerces da vida do homem. A fé que temos vem de nossa crença nas palavras de Jesus.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


TRINDADE: FESTA DA UNIDADE

 

 

A celebração da Santíssima Trindade nos leva a compreensão de que somos uma Grande Família. Formamos um grande grupo de homens e mulheres de diversas raças, culturas, expressões religiosas. Infelizmente ainda existem muitas distâncias entre nós. Nem todos são portadores de direitos. Ninguém pode ser excluído, pelo contrário, acolhido, respeitado. Nisto está o rosto da Trindade.

 

A primeira leitura identifica a Sabedoria como manifestação de Deus Criador, presente desde o princípio. Ela acompanhou os passos de tudo o que foi feito, organizou tudo na mais perfeita ordem (cf. Pr 8,22-31).

 

Na segunda leitura Paulo afirma que a fé nos conduz a Jesus, o grande mediador da vida. Nele teremos a certeza de que estamos firmes e seguros mesmo diante das possíveis tribulações que a vida nos coloca (cf. Rm 5,1-5).

 

No evangelho, vemos que Jesus antes de partir nos enviará o Espirito da Verdade, que é o Espirito Santo para nos ajudar na compreensão de tudo o que Jesus nos ensinou e chegaremos a plenitude da verdade.

 

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


RECEBEI O ESPÍRITO SANTO!

 

A Igreja celebra neste domingo a festa do Espirito Santo. O texto dos Atos afirma: "De repente veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu toda a casa...então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles"(cf At 2,2-3). João no seu evangelho afirma: "No início da semana, os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas, jesus entra e saúda-os A paz...como o Pai me enviou também eu vos envio, e soprou sobre eles e disse: "Recebei o Espirito Santo"(cf. Jo 20,19-23). 

 

A primeira leitura relembra a forma como Deus falava a seu povo, através de fenômenos extraordinários da natureza. No evangelho vemos o ressuscitado que vem consolar e dar força aos apóstolos para continuar a missão neste mundo. Começa ali a grande missão de evangelizar com o sopro da recriação.

 

Na segunda leitura vemos que o Espirito enriquece cada ser humano com um dom específico para o bem da comunidade (cf. 2Cor 12,7ss). Com a celebração da vinda do Espirito Santo renovamos o nosso compromisso de sermos discípulos e missionários do Senhor. O Espírito distribui os seus dons: a Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus para o bem de todos.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


""VOCÊS SÃO MINHAS TESTEMUNHAS: NÃO FIQUEM AI PARADOS!"

 

Neste domingo celebramos a Ascensão de Jesus. Esta festa nos lembra que Jesus depois de ter percorrido um caminho de amor e doação, entra em comunhão definitiva com Deus. Jesus nos deixou o exemplo, e nós que cremos, seremos não apenas seus seguidores, mas testemunhas. Devemos continuar a realizar o projeto libertador de Deus.

 

No Evangelho, encontramos as palavras de despedida de Jesus que orientam e definem a missão dos discípulos no mundo. Revela a alegria dos discípulos. Alegria que nasce da consciência de que cada um dos discípulos é responsável para manifestar a presença de Jesus na história, construindo o projeto salvador de Deus (cf. Lc 24,46-53).

 

Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projeto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus. Não podemos ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante, mas ir para o meio dos homens, sermos uma "Igreja em Saída" (cf. At 1,1-11). Na medida que fazemos a experiência do ressuscitado nos tornamos mais aptos para sermos uma "Igreja em Saída".

 

A segunda leitura, Paulo, falando a comunidade de Efésios, exorta e suplica ao Senhor para que abra o coração de todos os que acolheram o evangelho para aguardarem com esperança a herança que foram chamados, a comunhão plena com Deus. Estando em comunhão com Deus podemos caminhar unidos com os irmãos, fazendo parte do mesmo “corpo”, e em comunhão com Cristo, a “Cabeça” (cf. Ef 1,17-23). Por fim diremos que "o ser testemunha de Jesus Ressuscitado nos conduz a uma Igreja em Saída".

 

Pe. Mário Pizetta

 

A PROVA DO AMOR: GUARDAR A PALAVRA

 

Na mensagem do sexto domingo da Páscoa deparamo-nos com o convite de jesus: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra"(cf. Jo 15,23).

A primeira leitura nos deixa uma lição de como podemos superar os problemas que surgem na comunidade, sejam eles de ordem teológica ou Pastorais: deixar-se guiar pela ação do Espirito Santo e pela escuta de nossos Pastores: o papa, bispos, sacerdotes, leigos comprometidos com o evangelho, sempre através do diálogo (cf. At 15, 1-2.19-29).

Na segunda leitura João relata que um anjo, em espirito o conduziu ao alto de uma montanha e viu a nova Jerusalém. As muralhas da cidade tinham fundamentos sólidos. A nova Jerusalém descia do céu cheia de brilho. Na cidade não havia templo, pois, o templo era o próprio Senhor (cf. Ap 21,10-14.22-23)

No evangelho Jesus recomenda aos discípulos para não ficarem perturbados e nem se intimidarem diante dos novos acontecimentos. Procurem observar os mandamentos. Nesta observância manifestarão o amor a Deus e sentirão o amor do Pai (cf. Jo 14,23-29).

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


O NOVO DA MENSAGEM DE JESUS

 

A liturgia do 5º domingo da Páscoa nos deixa a mensagem do novo mandamento de Jesus: "Eis que eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros"(cf. Jo 13,34).

A primeira leitura mostrará que quem compreende este amor partilha com o irmão os ensinamentos de Jesus (cf. At 14,21-27). Lucas, o evangelista, que escreve o livro dos Atos, alerta sobre as dificuldades que vão encontrar pelo caminho os que seguem jesus: "é preciso passar por muitas dificuldades" (cf. At 14,22), por isso que os apóstolos designam presbíteros para serem as lideranças nas comunidades (At 14,23).

Na segunda leitura, João descreve sua visão afirmando que viu a morada de Deus descendo no meio dos homens, viu mais: "um novo céu e uma nova terra", pois" o primeiro céu, a primeira terra não existem mais, tudo será novo, "eis que faço novas todas as coisas" (Ap 21, 1-5).

Neste domingo vemos que Jesus deixa aos seus discípulos e a todos os que nele crêem o seu grande ensinamento: o amor. É por meio do amor que os discípulos serão reconhecidos. Onde existe o amor nasce o Novo. É o amor que gera o novo. Aqueles que amam são capazes de criar o novo. O amor é a expressão da manifestação de Deus e de seu Reino.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


JESUS É O MODELO DE PASTOR

 

Na semana que antecedeu o 4º domingo da Páscoa, escutamos os relatos bíblicos continuando as manifestações do Ressuscitado, e Jesus identificando-se como "Eu sou o pão da vida"(cf. Jo 6,35). Neste quarto domingo celebramos a festa de Jesus Bom Pastor. O texto do evangelista João nos deixa as características deste modelo de Pastor: As ovelhas escutam sua voz, as ovelhas o seguem, Ele doa a vida.  (cf. Jo 10,27-30). A festa de Jesus Pastor nos leva a pedir ao Pai, o Senhor da Messe, que nos envie bons Pastores para guiar o seu povo.


Na primeira leitura encontramos o testemunho de Paulo e Barnabé que com alegria anunciam o ressuscitado. " Eu vos coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins do mundo (cf. At 13,47). Em Antioquia muitos aderem aos apóstolos, mas encontram resistência na pregação, são perseguidos expulsos. Com isto, Paulo e Barnabé vão pregar para a região dos pagãos. 


Na segunda leitura vemos João que contempla diante do Cordeiro uma multidão de pessoas que passaram pela grande tribulação e alvejaram suas vestes. (cf. Ap 7,9.14-17).


Neste domingo, diante de um momento conturbado de insegurança, incerteza que passa nosso país, mais do que nunca precisamos voltar o nosso olhar para o Bom Pastor, que celebramos neste domingo. O mundo sente   falta de novas lideranças. Hoje, nossos poderes se corrompem, os interesses particulares estão em primeiro lugar. A imagem de Jesus Bom Pastor nos faz olhar para a nossa realidade de Brasil, onde vemos apenas pessoas que buscam desesperadamente o poder, olham para si próprios, seus interesses, gostam de receber votos, de serem aplaudidos em praças públicas, viver em mordomias, mas que pouco fazem pelo seu povo. Encontramos poucas autoridades dispostas a resolver os problemas de seus eleitores. Que Jesus Bom Pastor olhe para este povo e não permita que sofra mais do que já sofreu. Que possamos encontrar uma saída pacífica para nossa situação.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


LANÇAR A REDE É UM GESTO DE AMOR.

 

A liturgia da palavra do 3º domingo da Páscoa, através da aparição de Jesus na pesca milagrosa, e da confissão de Pedro de que ama verdadeiramente Jesus, nos coloca diante da missão da Igreja.

Envolve nesta perspectiva diversas realidades: Pessoas, barco, rede, mar, peixes. Jesus, o Cordeiro imolado é o centro e o personagem mais importante deste episódio. Depois de uma noite de trabalho sem nada a pescar, Jesus convida os apóstolos a lançar a rede de novo. Lançar a rede é preciso. Não se pode desanimar. A fé nos permite avançar. O impossível torna-se verdadeiro e possível. Depois do encontro, Jesus pergunta a Pedro se ele o amava. Jesus pergunta três vezes a Pedro. Pedro não imagina que Jesus está fazendo uma chamada para o discípulo. Pedro é a imagem de todo o Agente Evangelizador. O Barco, Rede referem-se aos instrumentos que dão suporte ao pescador.  O peixe, o grande resultado da missão: conquistar almas para Cristo. Para lançar a rede e nunca desanimar é preciso amar. (cf. Jo 21,1-19).

A primeira leitura relata que os discípulos são conduzidos diante do Sinédrio e advertidos sobre a pregação que fazem. Estes afirmam: "É preciso obedecer antes a Deus que os homens"(cf. At 5.27-32.42-41).

Na segunda leitura veremos que Jesus, identificado como o Cordeiro, é o centro da comunidade, e todos podem sentar-se ao seu redor, pois a Ele foi dado todo poder, a riqueza, a sabedoria, e a força, a honra, a glória e o louvor (cf. Ap 5,12). A assimilação do sentido do ressuscitado nos impele para a missão. Lançar a rede é uma atitude de todo o discípulo que segue jesus.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A PAZ ESTEJA CONVOSCO

 

A morte de Jesus, num primeiro momento, provocou na vida dos discípulos e dos seguidores uma certa decepção, por isso estavam amedrontados diante dos fatos. No entanto, a ressurreição, na medida que estava sendo compreendida, recuperava a alegria dos discípulos. Havia neles um misto de alegria e temor.

O evangelho, deste segundo domingo da Páscoa, mostra esta realidade, os discípulos estão reunidos, Jesus os encontra juntos, os saúda: "A paz esteja convosco". Pede aos discípulos para olharem para suas mãos, o lado. Jesus afirma não ser um fantasma, sopra sobre eles o Espírito Santo, e os envia em missão. No confronto com Tomé, Jesus alertará a necessidade de crer sem ver (cf. Jo 20,19ss). Jesus vivo e ressuscitado é o centro da vida da comunidade. A comunidade é o espaço onde melhor reconhecemos o ressuscitado, nos tornamos mais fortes pois aprendemos a partilhar e superar os obstáculos que o testemunho exige.

A segunda leitura vemos a experiência de João, que no dia do Senhor, descreve que foi arrebatado e deverá escrever o que viu (Ap 1,9-13.17-19).

Na primeira leitura vemos crescer o número das pessoas que seguem os apóstolos. De todos os lugares vinham pessoas doentes trazidas aos discípulos e todos eram curados. (cf. At 5, 12-16).  Os discípulos aprendem que repartir o pão é partilhar tudo o que receberam de Jesus.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco 


 

 

Mensagens da semanas Março de 2016

FELIZ PÁSCOA

Chegamos ao momento ápice da vida cristã: a Ressurreição. A Páscoa nos lembra que a vida é vencedora. A semana Santa nos deixou lições maravilhosas: Na quinta feira fomos convidados à Ceia e recebemos a lição da partilha e do serviço. Neste dia vimos ainda a grande lição do EXEMPLO de Jesus. O exemplo não só cativa mas como cria vínculo.
 

Na sexta feira atestamos até onde o amor pode chegar: " Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus". No Sábado Santo recordamos todos os momentos da caminhada de nossa história cristã, aprendemos que seguindo os ensinamentos do Senhor nos tornamos exemplo e somos geradores de Luz, como Jesus é para o mundo.


O domingo de Páscoa nos lembra que a vida não está nos túmulos, Jesus vence a morte. A morte é apenas um momento de nossa transformação. " à vida não é tirada mas transformada".


As leituras do domingo de Páscoa nos levam ao testemunho de Pedro sobre Jesus ressuscitado (cf. At 10,34.37-43). Ouviremos a palavra de Paulo:" Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos para buscar as coisas do alto"(cf. Col 3,1-4). No evangelho uma alerta: Não vamos buscar a vida nos túmulos! (cf. Jo 20,1-9). Um grande abraço a todos. UMA FELIZ PÁSCOA!


Pe. Mário Pizetta
Pároco


JESUS É ACLAMADO REI X OBEDIENTE ATÉ A MORTE DE CRUZ

Iniciamos neste domingo a última e decisiva etapa do caminho de Jesus, a entrada triunfal em Jerusalém, e o seu caminho da cruz. Neste percurso veremos Jesus sendo aclamado: "Bendito o rei, que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas" (Lc 19,39).

Na 1ª leitura, o profeta Isaias, nos apresenta a imagem de Jesus, o Servo sofredor, que tem palavras de conforto, que despertam interesse e abrem os ouvidos. 

Um Servo que não foge do sofrimento oferecendo as costas para ser batido, o rosto para as cusparadas, é o caminho do calvário. Ele não tem medo porque sabe que Ele está com seu Auxiliador. O Servo não faz por si, faz pelo Pai (cf. Is 50,4-7).

Na segunda leitura, Paulo, dirá que Jesus de condição divina, humilhou-se e se fez obediente até a morte e morte de cruz (Fl 2,7 e 8). Não é uma obediência cega, mas humilde, aliás, somente os humildes são capazes de obedecer. Jesus obedece quem o enviou: o Pai.

No evangelho, ouviremos a narrativa da paixão apresentada pelo evangelista Lucas. Serão passos de sofrimento, de encontro com as piedosas mulheres. Jesus vai chorar sobre elas. Jesus também encontra um Cirineu que ajudará Jesus a carregar a cruz. Desprezado pelos soldados é pregado numa cruz.  Ao seu lado, dois ladrões, um que insulta a Jesus, outro, que reconhece a sua fraqueza e recebe o consolo de Jesus (cf. Lc 23,1-49).

A morte de Jesus é uma aparente vitória das autoridades do tempo que não quiseram entender Jesus. Para os sem fé a morte foi uma decepção, mas para os que crêem a morte é o começo de um novo tempo, o tempo do Reino entre pós. Assumir a morte de Jesus é viver o caminho da fé cada dia. Assumindo a cruz temos a certeza da Ressureição.

FELIZ SEMANA SANTA A TODOS - QUE O RESSUSCITADO ILUMINE NOSSOS CAMINHOS.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


ATIRAR A 1ª PEDRA”

 

O 5º domingo da Quaresma nos traz o episódio em que os mestres da lei e os fariseus trazem para Jesus uma mulher surpreendida em um adultério e perguntam o que devem fazer, considerando que a lei manda apedrejá-la. Jesus, abaixa-se e começa a escrever no chão e faz uma pergunta: "Quem não tiver nenhum pecado atira a 1ª pedra" (cf. Jo 8,1-8).

 

Na 1ª leitura, o profeta pede para esquecer o passado e buscar o novo: "Não relembreis coisas passadas, o Senhor fará coisas novas" (Is 43,18-19).

 

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo, nos lembra a necessidade de abandonar o passado, e lançar-se sempre para frente. A descoberta de Cristo nos faz considerar tudo um lixo (cf. Fil 3,8-14). Algumas lições das leituras:

a. Nossa vida não pode ficar presa em saudosismos do passado, bem como de possíveis erros, temos necessidade de andar, avançar, nos libertar.

b. Com a descoberta de Cristo o homem passa a desprezar tudo o que é deste mundo, "tudo é lixo", desprezível.

c. Se a força que usamos para condenar fosse usada para o bem, poderíamos ter um mundo melhor. Jesus quer esta força sendo usada na misericórdia.

O 5º domingo nos mostra mais uma vez o quanto grande é o amor de Deus por nós. Deus não quer a morte do pecador, mas a vida.

 

Atenciosamente!
Pe. Mario Pizetta


"ESTAVA MORTO E TORNOU A VIVER" (Lc 15,24)

 

O quarto domingo da Quaresma traz a parábola do Filho Pródigo que mostra o quanto Deus é misericordioso. Vejamos as leituras: Na 1ª leitura vemos que Josué, celebra com o povo a Páscoa, recordando o caminho da libertação, que os leva a alimentar-se com os frutos da Terra Prometida, porque o maná cessou (cf. Js 5,9-12).

 

O evangelho apresenta a parábola do filho pródigo. Nesta, podemos ver a grande obra de liberdade e misericórdia que Deus realiza. Inicialmente nos dá a liberdade de agir, não interfere. Depois, oferece o tempo de consciência, de percepção dos erros, o arrependimento, a volta. Vemos ainda o comportamento resistente do filho mais velho, e a atitude incondicional do pai que acolhe (cf. Lc 15,1ss).

 

Na segunda leitura, na carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo afirma que quando alcançamos Cristo, nos tornamos novas criaturas (cf. 2Cor 5,17-21). Estamos em Cristo quando passamos à praticar as atitudes de Jesus. Chegar a Cristo é um caminho de busca permanente, de conversão. Todos podem chegar a Ele.

 

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 
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