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Mensagem da semana Janeiro 2017 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Sáb, 07 de Janeiro de 2017 17:06

Mensagem da semana Janeiro 2017

AS BEM-AVENTURANÇAS: O CAMINHO DA FELICIDADE

 

Assim como Moisés ia até o monte para falar com Deus. Jesus também nos convida para o monte, para escutar uma de suas mais belas mensagens: As Bem-aventuranças, a grande proposta para percorrer o caminho da felicidade. A liturgia da palavra deste domingo nos indica o caminho desta estrada.

 

A primeira leitura convida os humildes da terra a buscar o Senhor e praticar a justiça. O caminho da humildade e a prática da justiça permite a abertura para Deus. Conduz a paz, descanso e repouso para aqueles que crêem (cf. Sof. 2,3;3,12-13).

 

Na segunda leitura escutaremos de Paulo esta exortação: "Deus escolheu os fracos para confundir os fortes". O apóstolo Paulo dirá que Deus escolhe os não entendidos para confundir os sábios, os sem importância para mostrar a inutilidade, e por fim dirá: se alguém deseja gloriar-se, gloria-se no Senhor (cf. 1Cor 1,26-31).


O evangelho apresenta o texto das Bem-aventuranças: o caminho da felicidade. Este caminho começa quando priorizamos Deus. Para isto não podemos estar apegados à riqueza. Jesus indicará que o caminho da pobreza de espirito, a mansidão, a pureza, os misericordiosos, os que promovem a paz, os que buscam a justiça serão todos bem-aventurados. No caminho do seguimento, a perseguição traz alegria e grande será a recompensa (cf. Mt 5,1-12). O caminho das bem-aventuranças é o caminho da conquista da felicidade. Somos felizes quando servimos a Deus.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


PARA SEREM CONTINUADORES DA MISSÃO DE JESUS

 

As leituras deste domingo nos levam a dois aspectos: Jesus é a luz que vem resgatar a vida do povo, por isso anuncia o Reino de Deus. Jesus é aquele que vem tirar a carga pesada que cai sobre nossos ombros, é esperança. Jesus não fará isto sozinho, vai escolher homens para ajudá-lo na missão: "Segui-me, e eu farei de vocês pescadores de homens" (Mt 4,19).

Na primeira leitura, com Isaias veremos que a luz voltará a iluminar e resgatar a alegria: "o povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu" (Is 9,1).

No evangelho, Mateus vai nos relatar que jesus vai morar em Cafarnaum, situado às margens do mar da Galiléia, no território de Zabulon e Neftali. Jesus é a luz que está chegando e seu apelo é forte: "Convertei-vos porque o reino de Deus está próximo"(cf. 4,17). Luz que vem para iluminar as trevas. Para colaborar com Jesus na missão ele chama discípulos. Todo o discípulo será luz e pescador. Todo o agente pastoral, como discípulo de Jesus, é uma luz na comunidade e pescador.

Na segunda leitura, Paulo exortará a comunidade para que viver na unidade e evitar divisões: "não admitais divisões entre vós, sede bem unidos e concordes no pensar e no falar"(cf. 1Cor 1,10-13.17).

Como colaboradores de Jesus façamos nosso trabalho pastoral com alegria, gerando unidade. O reino se manifesta com mais autenticidade quando estamos unidos.


Pe. Mário Pizetta
Pároco


TESTEMUNHAR É RECONHECER: EIS O CORDEIRO DE DEUS

O Tempo Comum é o tempo onde os evangelhos nos mostram Jesus na sua Vida pública. Neste domingo teremos o encontro de Jesus com João Batista.

Veremos a vocação de João Batista: não apenas indicando, mas testemunhando: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo"(Jo 1,29-34). Esta imagem nos leva ao livro do Exodo. Nele recordamos o cordeiro imolado na libertação do povo (cf. Ex. 12,1-14). Este encontro é uma confirmação de tudo o que João Batista tinha anunciado. João também testemunha: ao ver o Espírito descer sobre Jesus afirma: "Este é o Filho de Deus"

O profeta Isaias, na primeira leitura faz referência ao tema vocacional: "Tu és o meu servo, Israel, em quem serei glorificado"(cf. Is 49,3). Este servo é escolhido desde o nascimento, vindo ao mundo não apenas para restaurar as tribos de Israel, mas também para ser luz: " eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até os confins da terra" (cf. Is 49,6).

Na segunda leitura, vemos a saudação de Paulo a comunidade de Corinto, onde reconhece ter sido chamado para ser apóstolo. Fala que todos os que receberam o batismo são chamados a santidade (cf. 1Cor 1,1-3). Paulo deseja que a graça de Deus esteja na vida desta comunidade.

Neste domingo também celebramos o dia do Migrante e do Refugiado. Em sua mensagem o Papa Francisco exorta:" Entre os migrantes, as crianças constituem o grupo mais vulnerável"


Pe. Mário Pizetta
Pároco

 

UMA LUZ PARA A HUMANIDADE

 

Neste domingo, o segundo depois do Natal, celebramos a festa da Epifania: a manifestação de Jesus como luz para o mundo.

O profeta Isaias convida o povo de Jerusalém a levantar-se, acender as luzes, porque chegou para todos a luz do mundo (cf. Is 60,1-10).

No evangelho vemos alguns magos que procuram saber: "onde está o rei dos judeus que acaba de nascer?, pois vimos a sua estrela".

No texto de hoje conhecemos as reações: Herodes fica perturbado, os sacerdotes indiferentes, os magos seguem a estrela.

Os magos, seguindo a estrela encontram o menino com Maria, ajoelharam-se e o adoraram, ofertando ouro, incenso e mira.

Para retornarem, os magos seguem outro caminho (cf. Mt 2,1-12).Na segunda leitura Paulo fala aos Efésios que a salvação é ofertada a todos (cf. Ef 3,2-3.5-6).

Jesus é a verdadeira estrela a guiar os homens em seu caminho. Os que se deixam conduzir por esta estrela terão sempre vida.

Outro aspecto muito interessante é avaliar como as diferentes personagens do texto apresentado em Mateus reagem diante do anuncio do nascimento de Jesus.

Deixemos Jesus nascer e nos conduzir.

 

Pe. Mário Pizetta

Pároco

Última atualização em Sáb, 28 de Janeiro de 2017 08:51
 

UMA PERGUNTA E UMA RESPOSTA

 

Neste 3º domingo do Advento mais uma vez nos encontramos com a figura de João Batista, que envia seus discípulos para fazerem uma pergunta a Jesus: "ÉS TU AQUELE QUE HÁ DE VIR OU DEVEMOS ESPERAR OUTRO?" e Jesus respondeu a João por meio dos seus discípulos: "IDE DIZER A JOÃO O QUE VISTES E OUVISTES"(cf. Mt 11,2-11). Depois que eles partem, Jesus explica ao povo quem é João. Jesus o chama de profeta, aliás, mais do que profeta, afirmando que de todas as pessoas que já nasceram ninguém é maior que João Batista. João é o enviado por Deus para preparar os caminhos de Jesus. A comunidade cristã é o lugar onde descobrimos Jesus. Para leva-lo nas estradas da vida.

 

O profeta Isaias, na primeira leitura, pede que sejamos alegres pois existem sinais novos. Estimula o povo para que crie animo, não tenham medo, Deus vem para salvar e todos que acolherão o Senhor. Estes, não mais passarão pela experiência da dor e do pranto (cf. Is 35,1-6.10).

 

Na segunda leitura São Tiago utilizando-se da imagem do homem do campo que espera o desabrochar da semente, assim também precisamos ficar firmes na espera do Senhor (cf. Tg 5,7-10). Na medida que vamos nos aproximando do Natal somos levados a conduzir a vida com mais alegria e otimismo. Caminharmos com perseverança, com isto estaremos construindo o Reino que Jesus quer. O evangelho nos leva a identificar os sinais que Jesus vai operando no mundo e em cada um de nós na escuta de sua palavra. PASCOM

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


 

 

Mensagens da semana novembro 2016

CONVERTEI-VOS PORQUE O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO


No segundo domingo do Advento encontramos na liturgia a figura de João Batista, a voz que clama no deserto. Suas palavras são muito fortes: "raça de cobras venenosas...o machado já está na raiz das árvores...de todas as partes da Judéia, de Jerusalém vinham pessoas ao encontro de João... ele afirmava: Eu batizo com água para a conversão mas virá aquele que vos batizará no Espírito...(cf. Mt 3,1-12).

 

Paulo escrevendo aos Romanos exorta para que a comunidade tenha um só coração e uma só alma. Paulo justifica seu apelo: "Acolheu-vos uns aos outros, assim como Cristo vos acolheu"(cf. Rm 15,4-9). Trata-se de mudar nossos hábitos, e trazermos para nossa vida os valores que o Reino é portador.

 

Na primeira leitura Isaias dirá que surgirá da raiz de Jessé um ramo e sobre ele repousará o Espírito. (cf. Is 11,1-10). Esta leitura anuncia um novo tempo. A superação da violência nos é apresentada na imagem do cordeiro e o lobo que viverão juntos.

 

A liturgia do Advento nos convida a endireitar os nossos caminhos, isto é, nos recolocarmos na estrada de Deus mediante um caminho de conversão. A mudança é possível quando mudamos nosso modo de pensar e agir. Uma das grandes mudanças é a superação da mentalidade consumista.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


ADVENTO: TEMPO DE ESPERA, JESUS VAI CHEGAR

 

Iniciamos neste domingo o tempo do Advento, período de quatro semanas, onde vamos nos preparar para receber o Menino Jesus.

 

A primeira leitura nos convida a subir os montes para que o Senhor nos mostre os seus caminhos assimilando os seus preceitos. Irmos até a casa de Jacó para sermos guiados pela luz do Senhor (cf. Is 2,1-5). Ir para os montes não é uma realização de um passeio pelas montanhas, mas fazer um encontro com o Senhor. Da alegria do encontro com o Senhor nascem os compromissos com o irmão.

 

A segunda leitura nos fala que é tempo de despertar pois o Menino Deus está próximo, é necessário despojar-se das armas das trevas e deixar-se guiar pela luz (Rm 13,11-14). Transformar as armas que produzem a morte em vida. Vamos lembrar que, como cristãos, somos geradores de vida.

 

No evangelho somos convidados a estarmos sempre vigilantes pois não sabemos o dia nem a hora que o Senhor virá. Vigiar é assumir o caminho de Jesus, pois quem vive em seus caminhos pode perceber sua presença e não se preocupar com o fim. (cf. Mt 24,37-44). "Nós não somos das trevas nem da noite, nós somos do dia e da luz". Que cada um de nós seja gerador de luz e ajude o seu irmão a esperar sempre o dia.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco 


A REALEZA DO SERVIÇO


Hoje celebramos a festa de Cristo Rei. Para entender esta festa somos levados a ir até o calvário e junto a cruz, olharmos para o alto. Fixar nossos olhos naquele que está ali colocado na cruz. Escutar o que dizem os chefes do povo, os soldados, os condenados. Em meio a tantas gozações reconheceremos nas palavras de alguém que está ao seu lado, o rosto de um verdadeiro Rei: do Amor, misericórdia, da não violência.

Ele não se defende, não tem soldados, pois o seu reinado não é deste mundo das competições, da violência, do consumismo, das glórias, da ganância. A aceitação da morte pela cruz é a manifestação de que Jesus não é deste mundo. Jesus não veio competir com os poderes do mundo, estes passam, e depressa. O reinado de Jesus atende os pobres, cura os cegos, os coxos, vai ao encontro dos marginalizados, acolhe os pecadores. Ele não quer a glória e poder do mundo. Jesus quebra os paradigmas dos reinados no tempo e se coloca ao serviço da vida.

O texto, da primeira leitura, segundo livro de Samuel, apresenta a entronização de Davi como rei dos filhos de Israel: "Tu apascentarás o meu povo Israel e serás o seu chefe"(cf. 2 Sam 5,1-3). Em seu reinado haverá prosperidade, paz.

No evangelho vemos Jesus pregado na cruz e como se comportam as pessoas próximas a ele (cf. Lc 23,35-43).

Na segunda leitura encontraremos na carta aos Colossenses o hino Cristológico de Paulo: Cristo é a imagem, a cabeça e tudo foi criado por meio dele e para ele (cf. Col 1,12-20). Convido a todos a entrarmos em comunhão com o Papa Francisco que neste dia encerra o Ano da Misericórdia em Roma.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


NÃO FICARÁ PEDRA SOBRE PEDRA

 

Na medida que vamos chegando ao final do ano Litúrgico, as leituras nos deixam algumas alertas sobre uma realidade que nem sempre é agradável, a questão do FIM. O que podemos dizer. Vamos observar:

Tudo o que possui vida neste mundo possui o seu fim, isto ocorre no mundo dos animais, das plantas. Cada uma tem um tempo específico de vida.

No mundo humano também isto acontece, mas a compreensão do fim apresenta uma perspectiva diferente: para os que crêem, a morte não é o fim, mas o começo de uma nova vida, com a segunda vinda de Cristo.

Na liturgia da Palavra somos convidados a estarmos sempre preparados. Que não aconteça que quando o Senhor vier, estejamos com o coração distante, preso em nossas ocupações deste mundo.

A 1ª leitura mostra que o fim será diferente para o ímpio e o justo: "Os soberbos e os ímpios serão como palha, enquanto que os que temem ao Senhor, nascerá a sol da justiça" (cf. Mal 3,19-20).

O evangelho nos apresenta a advertência de Jesus para não admirar as belezas do templo, porque tudo será destruído, não ficará pedra sobre pedra. Nos alerta ainda para estarmos atentos e não nos deixarmos levar por falsos profetas (cf. Lc 21,5-19).

Na segunda leitura o apóstolo Paulo nos alertará sobre a importância de cada um ganhar o seu pão com o seu próprio trabalho (cf. 2Ts3,7-12). Lembramos que neste domingo se encerra o Ano da Misericórdia na região episcopal Sé e no próximo domingo dia 20 a nível mundial.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


SANTIDADE: UMA META QUE TODOS PODEM CHEGAR

 

Neste domingo, a Igreja no Brasil, celebra a vida de todos os que passaram neste mundo fazendo o bem: os Santos e Santas.

 

Na 1ª leitura veremos que João afirma que "via uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas que não se podia contar"(Ap 7,9). A santidade não é privilégio de algum grupo, mas um caminho aberto e proposto a cada ser humano. A santidade é a manifestação do amor de Deus em cada um de nós.

 

O evangelho apresentará a estrada da santidade: pobreza de espirito, os aflitos do Reino, os misericordiosos, os mansos, os que promovem a paz, aqueles que tem sede de justiça, os puros, os perseguidos por causa do evangelho, e Jesus concluirá: "alegrai-vos e exultai por que será grande a recompensa"(cf. Mt 5,1-12), como nos diz o Papa Francisco: "Santidade é entregar-se ao outro".

 

Na segunda leitura vemos que João, em sua carta nos afirma: " vede que grande presente Deus nos deu, sermos chamados seus filhos" (1Jo 3,1-3). Celebrar os santos é recordar de todos os que ao longo de sua vida se esforçaram para testemunhar as Bem-aventuranças.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco.


 

 

Mensagens da semana outubro 2016
 

"ZAQUEU, DESCE DEPRESSA, VOU ATÉ SUA CASA" (cf. Lc 19,5)


Na liturgia deste 31º domingo do Tempo Comum, Ano C, encontramos a famosa passagem de Lucas do encontro de Jesus com Zaqueu, onde Jesus avisa Zaqueu, sobre uma árvore, que Ele vai até sua casa. Zaqueu, era um homem rico e ao mesmo tempo explorador, servia o poder romano, sem compaixão dos mais pobres. No entanto, Zaqueu queria conhecer Jesus. Lucas nos mostra que existe duas realidades presentes: a crítica dos legalistas que condenam Jesus porque vai à casa de um suposto pecador, e a manifestação da opção de Jesus: ir ao encontro dos marginalizados e pecadores. O amor de Jesus conquista o coração de Zaqueu (cf. Lc 19,1-10).


O livro da Sabedoria, na 1ª leitura, revela a proximidade de Deus na obra criadora e sua sensibilidade a tudo o que existe (cf. Sab 11,22-12,2).


Na segunda leitura Paulo reza e exorta sobre a fidelidade dos tessalonicenses a vocação a que cada um foi chamado, para que o nome de Jesus possa ser sempre glorificado e não se deixem contaminar por doutrinas contrárias a Cristo (cf. 2Ts 1,11-2,2).


Estamos chegando ao final do Ano Litúrgico e com ele o encerramento do Ano da Misericórdia. Convidamos ainda aqueles que não passaram pela Porta. Santa que procurem fazer este exercício espiritual, para obter o perdão do Senhor para suas próprias fragilidades.


Pe. Mário Pizetta
Pároco


IGREJA MISSIONÁRIA: TESTEMUNHA DA MISERICÓRDIA


Neste domingo a Igreja celebra o Dia Mundial das Missões. O Papa em sua mensagem nos convida, como discípulos missionários para "sair" e sermos portadores da grande compaixão de Jesus. A Igreja: "tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho"(Bula Misecordiae Vultus, 12).

 

Neste ano a Campanha Missionária teve como tema: "Cuidar da Casa Comum é nossa Missão".


Com relação as leituras proclamadas neste domingo encontramos:

Na 1ª leitura, do livro do Eclesiástico, aprendemos que Deus não faz acepção de pessoas e acolhe a prece de todo aquele que serve ao Senhor, sobretudo do humilde: "A prece do humilde ultrapassa as nuvens" (Ecl 35,15-17-30-22). Paulo escrevendo a Timóteo, fará um balanço de sua caminhada afirmando que "combateu o bom combate, terminou sua corrida e guardou a fé"(2Tm 4,6-8.16-18).

 

Jesus no evangelho vai narrar a história dos dois homens que foram ao templo para rezar: o fariseu e o cobrador de impostos. Lucas relata a prece de cada um. O fariseu, todo presunçoso, o cobrador de impostos, todo humilde. E Jesus concluiu que o cobrador de impostos voltou para casa justificado. Este domingo, mais uma vez, volta-se para o tema da oração. Aprendemos que para a oração ser eficaz, precisa da humildade, simplicidade e sinceridade de quem a faz (cf. Lc 18,9-14). Da verdadeira oração nasce o espirito missionário.


Pe. Mário Pizetta
Pároco


A PERSEVERANÇA DA ORAÇÃO


A liturgia deste domingo novamente traz a catequese do evangelista Lucas sobre a Oração. Aprenderemos que não bastará apenas rezar uma vez ou outra, mas é preciso ser perseverante na oração. Veremos neste domingo o sentido da súplica na oração. Esta dinâmica de ser perseverante é uma demonstração de fé.

Esta mensagem nós vamos encontrar na 1ª leitura, livro do Exodo, no episódio das mãos levantadas de Moises. A oração e fé caminham juntas. Quando estas realidades se associam conquistam a vida. A oração encontra sempre receptividade do Senhor (cf. Ex 17,8-13).

No evangelho, chama a atenção a persistência da viúva diante do Juiz. Esta atitude vem nos mostrar que também nós precisamos ser perseverantes na oração. Precisamos ser insistentes junto ao Pai, a quem elevamos nossa prece (cf. Lc 18,1-8).

Na segunda leitura encontraremos a exortação de Paulo a Timóteo sobre a Palavra: "Toda a Escritura é inspirada por Deus é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para educar na justiça", continuará Paulo: "proclama a palavra, insiste oportuna ou importunamente, argumenta, repreende, aconselha com toda paciência e doutrina"(cf. 2Tm 3,16.4,2). Rezar é um diálogo com Deus. Por meio da oração entramos em nosso mundo interior, em nosso mundo espiritual, espaços onde podemos melhor compreender os caminhos de Deus. A virtude é conquistada pela disciplina na oração e na vida.
 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


''SOMOS SIMPLES SERVOS: ESTAMOS TODOS A SERVIÇO”

 

A reflexão deste domingo coloca diante de nossos olhos um binômio: Fé e Fidelidade. A interação dessas realidades nos colocam a serviço do projeto de Jesus.

Na 1ª leitura escutaremos um diálogo entre o profeta Habacuc e o Senhor. O profeta compreenderá que mesmo nos momentos difíceis devemos ter fé e fidelidade ao Senhor, pois "o justo viverá por sua fé" (cf. Hab 1,2-3; 2,2-4).

Na primeira parte do evangelho veremos os discípulos pedindo a Jesus que aumente a sua fé. Depois aprenderemos a lição da disponibilidade diante de Deus. "Somos simples servos"(cf. Lc 17,5-10). Os discípulos começam a perceber a importância da fé. É por meio dela que encontrarão profundidade, fidelidade na missão.

Na segunda leitura Paulo dirá a Timóteo a necessidade que temos de reavivar o caminho de nossa fé para termos fidelidade no seguimento de jesus. O aumento da fé permite dar testemunho, compreender as exigências do reino. A fé não permite que tenhamos vergonha de testemunhar o que cremos, como dirá o apostolo Paulo. (cf.1Tm 1,6-8.13-14).

Fé e fidelidade constituem os pilares para viver o espirito missionário. Rezemos todos neste mês de outubro pelas Missões. Vamos construir juntos uma Igreja em saída como nos recomenda o Papa Francisco.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


GRATIDÃO: UM GESTO DE AMOR

A liturgia deste domingo apresenta um dos temas mais caros no evangelho de Lucas: A gratidão.

Na primeira leitura encontramos a cura de Naamã, general sírio, que obedece ao profeta Elizeu para ir lavar-se no Jordão. Como sinal de gratidão ao Deus do profeta pedirá para levar sacos de terra, como gesto de humildade e simbolizando o verdadeiro Deus (2 Rs 5,14-17).

No evangelho escutaremos o texto dos dez leprosos que depois de terem sido acolhidos por Jesus. Enquanto se dirigiam ao sacerdote todos foram curados mas apenas um voltou-se para agradecer, este era samaritano, excluído dos judeus (Lc 17,11-19).

Na segunda leitura vemos a exortação de Paulo a Timóteo para que mantenha-se firme em Cristo Jesus. Vemos o testemunho do apóstolo que afirma que a Palavra de não está algemada (cf. 2Tm 2,8-13).

Um dia lia que a gratidão é uma flor rara. Expressar gratidão é um gesto profundo de amor, um gesto nobre de quem é humilde. Precisamos sempre agradecer a Deus, aos irmãos. Quando agradecemos estamos sendo acumulados de novos benefícios. Vamos nos recordar que a Eucaristia é um grande gesto de agradecimento.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 

Mensagens da semana setembro 2016

 

EXISTE UM GRANDE ABISMO ENTRE NÓS: CRESCEM OS MENDIGOS

 

A liturgia do 26º domingo do Tempo Comum, ano C, novamente vem nos colocar a questão da riqueza, da ganância de alguns e como consequência o crescimento de pessoas mais pobres.

O evangelho vai nos apresentar o episódio entre o rico e o pobre. O rico que suplica ao pai Abraão a possibilidade de molhar a sua língua. No entanto Abraão lhe dirá " Filho, lembra-te que tu recebeste os teus bens durante a vida e o pobre Lázaro não", além do mais existe um grande abismo entre os dois, ele é intransponível (Lc 16, 19-31).

A primeira leitura, tirada de Amós, continuará a alerta sobre aqueles que vivem na mais completa abundância e se tornam insensíveis aos mais pequenos, os mais desfavorecidos.

O profeta critica a falta de sensibilidade dos que possuem muito e alerta que a riqueza desvia as pessoas de Deus (cf. Am 6,1.4-7).

Na segunda leitura Paulo pedirá a Timóteo que procure conservar-se íntegro e fugir das coisas perversas, procurar a justiça, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão (cf. 1 Tm 6,11-16).

Olhando para nossa realidade hoje constatamos que o crescimento dos pobres é inversamente proporcional ao número de ricos. Um ser humano nas calçadas de nossa cidade é um indicativo de algo não está certo. O verdadeiro sentido de justiça nos vem de Deus, não de politicas.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


CRISTO E OS BENS

As leituras do 25º domingo do tempo Comum, Ano C, nos ajudam a compreender os riscos que o dinheiro e os bens causam nas pessoas.

Na primeira leitura o profeta Amós faz uma denúncia sobre a ganância, quando se alteram as balanças com a finalidade de lucrar mais. O lucro vindo da exploração (cf. Am 8,4-7).

No evangelho, ouviremos de Jesus um elogio ao administrador desonesto. Jesus alertará aos discípulos que não podemos servir a Deus e ao dinheiro (cf. Lc 16,1-13).

Na segunda leitura vemos um apelo do autor da 1ª carta a Timóteo sobre a importância da oração que não deve ser uma atitude egoísta, buscando a si próprio, mas dar espaço aos valores duradouros do amor, da partilha e da fraternidade, contrastando com a busca da riqueza da primeira leitura(cf. 1Tim 2,1-8).

Deus nos deu um mundo abundante de riquezas, elas estão ao serviço do homem. Não podemos utilizar desses recursos para a exploração humana, mas para uma vivência fraterna.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


 

 
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