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Mensagens das Semanas Anteriores
Mensagem da semana Agosto 2017

RECONHECER JESUS PARA FAZER NASCER A IGREJA

A liturgia do 21º Domingo do Tempo Comum, Ano A, nos propõe, dois temas, onde se estrutura toda a existência cristã: Cristo e a Igreja.

O Evangelho convida os discípulos a aderirem a Jesus reconhecendo-o como “o Messias, Filho de Deus Vivo”(cf. Mt 16,16). Dessa adesão, nasce a Igreja, a comunidade dos discípulos e discipulas de Jesus, convocada e organizada ao redor de Pedro. A missão da Igreja é dar testemunho da proposta salvadora de Jesus. Para a Igreja e Pedro é confiado o poder das chaves, isto é, de interpretar as palavras de Jesus, adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece (cf. Mt 16,13-20).

A primeira leitura refere-se ao comportamento daquele que tem o poder “das chaves”. Aqueles que carregam “as chaves” não podem usar a sua autoridade para buscar interesses pessoais e para impedir aos seus irmãos o acesso aos bens eternos, mas deve exercer o seu serviço como um pai que procura o bem dos seus filhos, com solicitude, com amor e com justiça (cf. Is 22,19-23).

Na segunda leitura o apóstolo faz um hino de louvor ao projeto de Deus, um convite a contemplar a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus que, de forma misteriosa e às vezes desconcertante, realiza os seus projetos de salvação do homem. Ao homem resta entregar-se confiante nas mãos de Deus e deixar que o seu espanto, reconhecimento e adoração se transformem num hino de amor e de louvor ao Deus salvador e libertado (cf. Rm 11,33-36).

Neste domingo destacamos a confissão de Pedro. Ele é o exemplo de fidelidade, de serviço, modelo para todo discipulado de Jesus.

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


UM GRANDE SINAL FOI VISTO NO CÉU

 

Neste domingo celebramos a festa da Assunção de Nossa Senhora. O prefácio da missa desse dia afirma: “A Virgem Maria Mãe de Deus, foi elevada a glória do céu. Aurora e esplendor da Igreja Triunfante, ela é consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho”.

A primeira leitura nos leva a identificar a “mulher” como sendo Nossa Senhora por isso ela se torna este grande sinal (cf. Ap. 11,19a,12,1.3-6a,10ab).

O evangelho, apresenta o relato da visitação de Maria a sua prima Isabel, nele escutamos as palavras: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”. Maria é sinal de consolo e esperança (cf. Lc 1,39-56).

Na segunda leitura vem a afirmação: “Cristo ressuscitou dos mortos como

primicias dos que morreram.” Cristo vence a morte e abre o caminho para todos nós, seus filhos e filhas (cf.1 Cor. 15,20-27a).

A Igreja é o grande sinal da presença de Deus no mundo. Ela esta sempre pronta a defender a vida. Toda vez que ela se coloca em favor da vida ela é luz para a humanidade

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 

 

Mensagem da semana Julho de 2017

 

A BUSCA DO ESSENCIAL


O 17º domingo do Tempo Comum, ano A, continua a sua mensagem apresentando as últimas Parábolas.

Na 1ª leitura vemos o Senhor que fala a Salomão. O Senhor lhe dá a liberdade de pedir o que ele deseja.

Salomão se reconhece pequeno e pede apenas ao Senhor ”capacidade de governar o seu povo e distinguir o bem e o mal”.

A súplica agrada ao Senhor, e este lhe diz: ”dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti, nem haverá depois de tí” (Cf.2Rs 3, 3-7-12). Deus é imensamente pródigo quando pedimos as graças em vista do  bem comum.

O evangelho continua o discurso do Reino dos Céus. Inicialmente apresenta  a parábola do tesouro escondido, depois, o das  pérolas preciosas, e finalmente, o da pesca, onde é feita a escolha. As duas primeiras ilustram a vida do ser humano, estamos sempre na busca de algo melhor. Volta-se para os nossos valores. A escolha dos peixes, a terceira, nos indica que devemos sempre buscar o que é mais agradável a Deus. Também podemos fazer uma alusão ao  juízo final, onde Deus separará os bons e maus. Cristo é o valor maior. Ele é a pérola, o tesouro escondido. Quando o encontramos deixamos tudo para trás (cf. (Mt 13,44-52).

A segunda leitura, de Paulo aos Romanos, nos dirá que tudo concorre para o bem com aqueles que amam a Deus (cf. Rm 8,28-30). Paulo nos exorta afirmando que quando  amamos recebemos de Deus o seu amor, seremos justificados por ele e estaremos sempre no bom caminho.

A liturgia nos convida neste domingo a fazermos sempre um bom discernimento e buscarmos Cristo, como o tesouro e a pérola preciosa.


Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DEUS É PACIENTE

O 16º domingo do Tempo Comum, ano A, nos mostra como Deus é paciente e misericordioso.

A primeira leitura nos mostra como Deus, Senhor de todas as coisas mostra-se indulgente. Dominando a sua própria força, julga-nos com clemência, e nos governa com grande consideração, ensinando desta forma que precisamos viver na justiça e nos confortarmos na esperança (cf. Sb 12,13.16-19).

O evangelho ilustrará esta paciência de Deus na parábola do joio e o trigo. O semeador semeou o trigo, mas nasceu também o joio.

Os empregados pediram ao patrão para arrancar o joio, o patrão não permitiu pois o trigo também podia ser arrancado junto. Orientou os seus empregados para fazer a separação no tempo da colheita (cf. Mt 13,24-30). O bem convive com mal. Deus oferece a todos a oportunidade de mudar de vida. As parábolas nos ajudam a compreender a força de Deus na construção do seu Reino (cf. Mt 13,31-43).

A segunda leitura nos mostra a ação do espirito Santo que vem em socorro de nossas aflições. Ele é quem entra no íntimo de cada ser humano e nos fortalece.

O Espirito é que nos dá força diante das nossas dificuldades e nos anima na esperança (cf. Rm 8,26-27).

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A SEMENTE E O TERRENO

O 15º domingo de Tempo Comum apresenta a parábola do Semeador. Jesus se utiliza da imagem do camponês que sai a semear nas terras da Palestina.

A semente é a palavra que encontra uma diversidade de terrenos, que é o coração humano.

A primeira leitura compara a ação da chuva e da neve sobre a terra com a Palavra que chega ao ser humano. Assim como chuva faz germinar a semente, a Palavra vem para transformar o ser humano, torná-lo mais próximo de Deus (cf. Is 55,10-11).

O evangelho apresenta a parábola do semeador. Em cada terreno que a semente cai tem uma forma de reagir. O evangelista identifica quatro diferentes tipos de situações: a primeira, que cai ao longo do caminho são comidas pelos pássaros, a segunda, que cai entre os pedregulhos nasce mas não tem raízes, a terceira, entre os espinheiros, cresce rápido mas não tem consistência, a quarta, caiu em terra boa, esta produziu muitos frutos(cf. Mt 13,1-23). A terra boa é quando o coração humano está aberto para acolher a palavra, permite a força da Palavra agir, gerando a transformação para o bem.

Na segunda leitura, na carta aos Romanos, Paulo, utilizando-se da imagem das dores de parto, explica que o processo transformador é de certa forma um caminho de sofrimento.

Existencialmente também é assim: as alegrias chegam somente quando passamos por um grande processo de transformação.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


"SÁBIOS E ENTENDIDOS X PEQUENOS"

 "VINDE A MIM TODOS OS QUE SE ENCONTRAM CANSADOS  E ABATIDOS"(cf. Mt 11,28)

 

Jesus neste domingo Jesus nos convida a vivermos na condição de pequenos do Reino e buscarmos nele o alivio do peso de nossos fardos.

Na primeira leitura o profeta Zacarias abre o horizonte para uma nova perspectiva: convida a cidade de Jerusalém a alegrar-se porque o verdadeiro libertador está chegando, ele é humilde, vem montado num jumento, quebrará os arcos dos guerreiros e eliminará os carros de Efraim (Zac 9,9-10).

No evangelho Jesus agradece ao Pai o fato de esconder dos sábios e entendidos os grandes segredos do Pai e os revelar aos pequeninos. Os sábios e entendidos são os que vivem sob os critérios do mundo, enquanto que os pequenos são aqueles que estão abertos ao Reino, acolhem, aceitam e constroem sua vida a luz de Cristo.

Jesus também nos convida a estar com ele, pois ele é manso e humilde (cf. Mt 11,25-30).

Na segunda leitura, Paulo dirá que nossa vida não se sustenta na carne, mas enquanto vivemos no Espirito de Jesus, pois é no Espirito que está a vida. Viver é conquistar o Espirito de Jesus(cf. Rm 8,9.11-13).

Jesus na liturgia deste domingo nos convida a sermos mansos e humildes. A mansidão nas relações com as pessoas e humildade para acolher seus ensinamentos.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


 

 

 

A BUSCA DO ESSENCIAL


O 17º domingo do Tempo Comum, ano A, continua a sua mensagem apresentando as últimas Parábolas.

Na 1ª leitura vemos o Senhor que fala a Salomão. O Senhor lhe dá a liberdade de pedir o que ele deseja.

Salomão se reconhece pequeno e pede apenas ao Senhor ”capacidade de governar o seu povo e distinguir o bem e o mal”.

A súplica agrada ao Senhor, e este lhe diz: ”dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti, nem haverá depois de tí” (Cf.2Rs 3, 3-7-12). Deus é imensamente pródigo quando pedimos as graças em vista do  bem comum.

O evangelho continua o discurso do Reino dos Céus. Inicialmente apresenta  a parábola do tesouro escondido, depois, o das  pérolas preciosas, e finalmente, o da pesca, onde é feita a escolha. As duas primeiras ilustram a vida do ser humano, estamos sempre na busca de algo melhor. Volta-se para os nossos valores. A escolha dos peixes, a terceira, nos indica que devemos sempre buscar o que é mais agradável a Deus. Também podemos fazer uma alusão ao  juízo final, onde Deus separará os bons e maus. Cristo é o valor maior. Ele é a pérola, o tesouro escondido. Quando o encontramos deixamos tudo para trás (cf. (Mt 13,44-52).

A segunda leitura, de Paulo aos Romanos, nos dirá que tudo concorre para o bem com aqueles que amam a Deus (cf. Rm 8,28-30). Paulo nos exorta  afirmando que quando  amamos recebemos de Deus o seu amor, seremos justificados por ele e estaremos sempre no bom caminho.

A liturgia nos convida neste domingo a fazermos sempre um bom discernimento e buscarmos Cristo, como o tesouro e a pérola preciosa.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 

DUAS GRANDES COLUNAS DE NOSSA IGREJA

 

Neste domingo a Igreja, no Brasil, celebra a festa de dois grandes colaboradores de Jesus na propagação do cristianismo.

Um discípulo e outro um apóstolo. Falamos de São Pedro e São Paulo. As leituras testemunham e exaltam a pessoa desses fiéis seguidores de Jesus. Cada um de seu modo serviu a Cristo.

Os dois morreram em Roma martirizados.

A primeira leitura mostra como a Igreja no primeiro século foi perseguida. Revela as grandes dificuldades encontradas para o anúncio do evangelho. Pedro está preso, e é libertado da prisão e afirma: "Agora sei, de fato que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar das mãos de Horodes" (At 12,1-12).

O evangelho mostra o momento em que Pedro confessa a Jesus: "Tu és o Cristo o Filho de Deus vivo". Jesus confia a Pedro a sua grande missão:

"Tu és Pedro, sobre esta pedra construirei a minha Igreja". Jesus entrega as chaves a Pedro as chaves do reino dos céus (cf. Mt 16,13-19).

A segunda leitura apresenta o testemunho de Paulo a Timóteo, seu fiel discípulo: "Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé" (2Tm 4,6-8.17-18).

O prefácio da missa desta solenidade  nos ajuda a compreender o significado da presença dessas duas grandes colunas: "Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel.

Paulo, mestre e doutor  das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação" (prefácio). Pedro e Paulo se completam. Estas figuras nos mostram a ação da Igreja hoje. Pedro nos lembra o Papa Francisco.

Cada um de nós tem um pouco de Pedro e de Paulo, assim como eles, somos chamados a testemunhar a ação de Jesus hoje na história.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco 


A MESSE É GRANDE MAS OS OPERÁRIOS SÃO POUCOS

 

O 11º domingo do Tempo Comum nos apresenta o momento em que Jesus escolhe os seus discípulos e apresenta a eles algumas tarefas que eles irão desenvolver ao longo da missão para servir o povo, rebanho do Senhor.

Na primeira leitura, do Livro do Êxodo, vemos Moises, que escuta do Senhor a grande proposta: " se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis para mim a porção escolhida dentre todos os povos, e vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa" (cf. Ex 19,2-6).

A segunda leitura, de Paulo, escrevendo aos Romanos dirá que a maior prova de amor que recebemos de Cristo é sua morte na cruz.

Por isso que agora podemos viver esta nova condição que Ele nos oferece. Buscarmos a sua reconciliação (cf. Rm 5,6-11).

No evangelho, depois de sensibilizar-se com a multidão, e afirmar que eram ovelhas cansadas e  sem Pastor, Jesus escolhe seus discípulos e os orienta para a missão: "expulsar os espíritos maus", "ir as ovelhas perdidas", "curar os doentes" e "purificar os leprosos". Através dessas ações mostrar o rosto misericordioso do Pai (cf. Mt 9,36-10,8).

Vemos portanto que Deus nos convida a fazermos parte do seu rebanho, a alguns Ele pede um sacrifício maior, uma doação mais consistente.

Nossa Igreja hoje, convidada a ser uma Igreja em saída, nos pede um maior empenho nas comunidades para anunciar que o Reino do Senhor está próximo.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


FESTA DA SANTÍSSIMA TRINDADE: UNIDADE E COMUNHÃO

 

Depois de termos celebrado a Páscoa, a vitória de Cristo sobre a morte. A Ascensão, subida de Jesus ao céu e a vinda do Espirito Santo sobre os Apóstolos e na caminhada da Igreja.

Celebramos a festividade da Trindade, a manifestação plena de Deus Pai, do Filho e do Espirito, a unidade perfeita. Ao contemplarmos a Santíssima Trindade compreendemos o quanto grande é o amor do Pai.

Amor este manifestado no Filho, que esteve no meio de nós e prossegue sua manifestação com a presença do Espirito Santo. As leituras elucidam estas realidades:

A primeira leitura, do livro do Exodo nos revela o encontro de Moises com o Senhor. O Senhor se mostra um Deus misericordioso e clemente, compassivo, paciente, rico em bondade e Moises mesmo reconhecendo a sua fragilidade pede ao Senhor  que caminhe com seu povo (cf. Ex 34,4-6.8-9).

O evangelista João revela o quanto é grande o amor do Senhor, envia seu Filho ao mundo não para condenar mas para salvar. E todo aquele que crer nele viverá eternamente (cf. Jo 3,16-18).

Na segunda leitura Paulo vai nos dizer que este amor trinitário manifesta-se na nossa convivência humana, onde cada um de nós é chamado a viver na paz, na harmonia, encorajando-nos uns aos outros. Na medida que vivemos este amor testemunhamos a trindade. A trindade é portanto o modelo de comunidade perfeita (cf. 13,11-13). 

Convidamos a todos nesta semana a celebrarmos juntos a festa de Santo Antônio, na terça feira, e celebração do Corpo e Sangue de Cristo.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 

 

POR QUE ESTAIS AÍ OLHANDO PARA O ALTO

Neste domingo celebramos a festa da Ascensão: Jesus aparece na Galiléia e volta ao Pai, porém  deixa aos discípulos a missão de evangelizar e sua promessa de estar sempre com os eles.

Na primeira leitura, Lucas nos Atos, relata os últimos acontecimentos de Jesus, depois de ter aparecido aos discípulos, recomenda a eles para que não se afastem de Jerusalém. Depois de ter estado com os discípulos, recomenda a eles que sejam testemunhas até aos confins da terra.

Depois Jesus foi levado ao céu. Os discípulos ficaram surpresos e lhes aparece dois homens de vestes brancas que advertem os discípulos: "porque estais aí a olhar para o alto" ( cf. At 1,1-11).

No evangelho, escutaremos o grande mandado de Jesus aos discípulos: "Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo". Jesus promete também que acompanhará a todos na missão (cf. Mt 28,16-20). Esta é a grande missão de todo aquele que crê.

Somos evangelizadores na medida que testemunhamos, com nossas ações que Jesus vive e está presente no meio de nós.

A segunda leitura é uma exaltação da presença de Cristo. Ele é a cabeça da Igreja e constitui-se o Senhor da humanidade e da história.

Nele toda criatura está ligada e produzirá muitos frutos (cf. Ef 1,17-23).

Hoje também lembramos o dia dos meios de comunicação social. Na mensagem para este ano o Papa Francisco nos convida a sermos comunicadores do bem, superarmos esta marca de comunicação de coisas negativas. Também somos convidados a rezar pela unidade dos cristãos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


VOCÊS NÃO FICARÃO SOZINHOS

Este domingo nos mostra um ambiente de preocupação de Jesus. Jesus olha para seus discípulos e sente que eles não poderão sozinhos enfrentar os desafios.

Os apóstolos tinham crescido com Jesus, mas o Mestre, como um bom Pastor, sente  que todo caminho a ser feito daqui para frente os discípulos vão precisar da sua presença.

Jesus, portanto, começa a preparar e orientar os discípulos para a sua partida dizendo a eles que eles não ficarão sozinhos.

A primeira leitura, o livro dos Atos dos Apóstolos  testemunham a ação de Felipe na Samaria. Descreve como era a grande a alegria naquela cidade.

Felipe é o instrumento de Deus que vai realizando esta obra de evangelização. Com isso, a Igreja testemunha a expansão do evangelho. Conhecedores desta realidade, Pedro e João vão conferir o Batismo nas comunidades da Samaria, onde estava Felipe (cf. At 8,5-8.14-17). Esta atitude nos lembra hoje nossos Bispos quando comparecem na comunidade para conferir o sacramento da Crisma.

No evangelho, Jesus dirá aos discípulos: "se me amais, guardareis os meus mandamentos". Jesus invocará ao Pai para que os discípulos sejam agraciados pelo Espirito Santo, que o evangelista chama de Paráclito. Jesus afirmará eles não ficarão órfãos (cf. Jo 14,15-21).

Na segunda leitura, Pedro convida a santificação do coração para suportamos como Cristo os sofrimentos de nossa vida (cf. 1 Pd 3,15-18). 

Contemplamos neste domingo, a alegria do evangelho sendo levada aos povos, o apelo para a santificação feito por Pedro, e a promessa de Jesus para vinda do Espirito Santo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


"EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA"(Jo 14,6).

 

O quinto domingo da Páscoa, já começa a mostrar a despedida de Jesus, "na casa de meu Pai tem muitas moradas"(cf. Jo 14,2).

A primeira leitura nos mostra como a comunidade vai encontrando formas de ação diante das novas situações que surgem na comunidade nascente.

A vida da comunidade é dinâmica, na medida que ela cresce surgem novos desafios e o Espirito vai agindo iluminando os seus caminhos (cf. At 6,1-7).

O evangelho está situado no contexto da ceia. Jesus vai explicar a seus discípulos que sua morte não deve preocupá-los. Jesus explica que na casa do Pai, para onde Ele vai, existem muitas moradas, vai abrir as portas. Tomé, não entendendo o que Jesus afirma pergunta: "Como podemos conhecer para onde vais se não conhecemos o caminho?".

Jesus adverte Tomé dizendo: "Você está há tanto tempo e ainda não sabe?" (cf. Jo 14,1-12).

Na segunda leitura, encontraremos Pedro que nos convidando: "aproximai-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens mas escolhida e honrosa por Deus", " a pedra angular que foi rejeitada pelos homens"(cf. 1Pd.2,4-9)

Neste domingo celebramos o dia das mães. Vamos elevar nossa prece de gratidão às nossas mães e pedirmos a bênção de Deus sobre elas.

 

Pe. Mário Pizetta
Pároco 


JESUS CRISTO É A  PORTA  E AS ATITUDES DO BOM PASTOR

O quarto domingo da Páscoa todos os anos nos leva para o ambiente do campo onde Jesus identifica-se  como o Bom Pastor (Jo 10,14).

A primeira leitura, segue no discurso de Pedro, sua profissão de fé sobre Jesus. A multidão impactada com as palavras do apóstolo pergunta-se: "O que devemos fazer?"(cf. At 2,37b). Pedro responde que é necessário arrepender-se, converter-se e ser batizado.

E milhares de pessoas aderem aos ensinamentos de Pedro (cf. At 2,14.36-41). Vemos que a escuta da pregação nos leva a uma metanóia ou seja uma transformação.

O evangelho nos apresenta o inicio do capítulo dez, a porta onde as ovelhas são guardadas, o redil, onde todas entram e saem.

Jesus dirá que Ele é a porta e o verdadeiro pastor entra por esta porta, as ovelhas o reconhecem e escutam a sua voz. Aquele que não é pastor, mas ladrão, escolhe outros caminhos.

Jesus alerta sobre a diferença entre o que é Pastor e ladrão. O Pastor vem trazer a vida enquanto que o ladrão vem para roubar, matar e destruir (cf. Jo 10,1-10). Este trecho nos leva a identificar nossos pastores, nossas lideranças públicas. Aqueles que agem como Pastores e aqueles que se aproveitam da inocência do rebanho para explorar.

A segunda leitura, de Pedro, nos mostra o testemunho de Cristo como verdadeiro Pastor, aquele que dá vida pelas suas ovelhas (cf. 1 Pd 2,20-25).

Neste domingo vamos rezar pelas vocações para que em meio a este grande rebanho não falta bons Pastores.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 

 

 

"RECEBEI O ESPIRITO SANTO"(cf. Jo 20,22b)

Passados cinquenta dias da Páscoa, a Igreja celebra a festa de Pentecostes, a vinda Espirito Santo.

A primeira leitura deste domingo apresenta o relato de Lucas que mostra os discípulos reunidos em oração, surge um barulho e um forte vento, línguas de fogo que se repartiam sobre os discípulos  (cf. At 2,1-11).

O vento e o fogo são imagens muito comuns nas visões do Antigo Testamento, as línguas de fogo representam o amor e os dons distribuídos pelo Espirito. 

O evangelho de Joao apresenta Jesus que aparece aos discípulos e os saúda: "A paz esteja convosco" e afirma: "Assim como o Pai me enviou eu também envio vocês". "Recebei o Espirito Santo. A quem perdoardes os pecados eles serão perdoados, a quem não os perdoardes, eles serão retidos" (cf. Jo 20,19-23). Não caminharemos sozinhos, estaremos unidos e protegidos pelo Espirito.

A vinda do Espirito Santo é a revelação plena dos mistérios Pascais.

A segunda leitura, Paulo afirma que existem diversidades de dons, mas quem os move é o mesmo Espirito. Os dons são graças que o Espirito distribui  aos seus filhos e filhas em vista do bem comum. Os dons são talentos, capacidades que enriquecem a pessoa."(cf. 1Cor 12,3-7.12-13).

Os dons quando colocados ao serviço dos irmãos são geradores de comunhão, fraternidade, paz e alegria.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


CAMINHO DE EMAUS: O CAMINHO DA SUPERAÇÃO DA DESILUSÃO E DA FRUSTRAÇÃO

O terceiro domingo da Páscoa nos apresenta o encontro de Jesus Ressuscitado com os discípulos que se dirigem para Emaús.

Este texto pode ser lido a partir de uma ótica de superação da frustração dos discípulos com a morte de Jesus na cruz, como também, encontrarmos uma luz para entendermos como se realiza o projeto de evangelização: Presença, Escuta e Ação. Vejamos as leituras:

A primeira leitura apresenta discurso de Pedro a partir da assimilação do Ressuscitado. Pedro relembra quem foi Jesus. Identificamos o texto como a 1ª manifestação ao povo por parte dos discípulos.

Pedro afirma que Jesus não foi abandonado na região dos mortos, mas elevado a direita de Deus (cf. At 2,14.22-33).

No evangelho vamos encontrar a aparição de Jesus aos discípulos de Emaús. Neste episódio  podemos identificar três momentos:

a. Jesus caminha junto aos discípulos.
b. Os discípulos escutam o Ressuscitado.
c. Jesus deixa um sinal: a partilha do pão, e os discípulos reconhecem Jesus.

Estas três dimensões podem ser uma luz para o caminho de uma comunidade evangelizadora. Jesus sempre está presente na caminhada de povo. A comunidade que escuta a Palavra encontra luz para o seu caminho, faz crescer o entusiasmo pela missão e seus frutos são os sinais que produz. Uma comunidade para tornar-se evangelizadora necessita produzir sinais (Lc 24 13-35).

A segunda leitura nos convida a viver, em nossa peregrinação neste mundo, sempre no respeito a Deus. Pedro nos lembra fomos resgatados pelo sangue de Cristo Jesus (cf. 1Pd 1,17-21).

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 BEM-AVENTURADOS OS QUE CRERAM SEM TEREM VISTO (Jo 20,29)

 

No domingo da Páscoa, escutávamos: "Ele viu e acreditou"(Jo 20,8). Neste domingo escutaremos: "Felizes os que creram sem terem visto" 

Continuamos a meditar neste IIº domingo da Páscoa as manifestações do Ressuscitado. Jesus realizando os sinais que testemunham que Ele está vivo.

A primeira leitura, encontraremos o modelo de uma comunidade ideal: Acolhimento a pregação dos apóstolos, perseverança na escuta da Palavra dos apóstolos, comunhão fraterna, unidade, fraternidade, solidariedade no partir o pão e assíduos nas orações. Viviam portanto, um caminho de unidade, comunhão, sentiam as necessidades um do outro e ninguém passava necessidade (cf. At 2,42-47).

O evangelho vai nos apresentar o encontro de Jesus com os apóstolos, uma vez sem Tomé e outra vez com Tomé. Na primeira vez Jesus impõe o Espírito Santo: "Recebei o Espirito Santo, a quem perdoardes os pecados eles serão perdoados, aqueles que não perdoardes serão retidos" (cf. Jo 20,22b-23).

Na segunda vez, após dizer a saudação da Paz. Jesus adverte Tomé, que não estava no primeiro encontro, dizendo:" Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende  a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas fiel" (cf. Jo 20,19-31).

Na segunda leitura vemos Pedro que louva o Pai por nos fazer renascer pela ressureição de Jesus (cf. 1 Pd 1,1-3).

Celebramos neste domingo o Dia da Misericórdia. Recordando-nos que o rosto de Deus é misericórdia, dai a importância da acolhida, da construção de uma comunidade onde todos se sintam bem, vivermos não individualisticamente mas fraternalmente.


Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco  


"ELE VIU E ACREDITOU" (Jo 2,8b)

Este é o grande convite que neste domingo de Páscoa nos é apresentado pelo evangelho de São João.

O corpo de Jesus não foi tirado do túmulo (cf. Jo 2,2), seu corpo não foi escondido. Ele verdadeiramente ressuscitou.

A atitude que todos nós, que vivenciamos a Semana Santa, precisamos ter: O túmulo está vazio, as roupas estão lá. A vida tinha vencido o mundo dos mortos.

Na carta aos Colossenses Paulo nos dirá: " Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos para buscar as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita do Pai"(cf. Col 3,1-4).

Aquele que crê aspira a buscar as realidades celestes e não as terrestres. Paulo nos convida a darmos um salto de qualidade em nossa vida.

Na primeira leitura, dos Atos dos Apóstolos, encontramos o testemunho de Pedro já transformado pela fé afirmando: "Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome o perdão dos pecados" (At 10,43).

Caro paroquiano, você que nos acompanhou na Semana Santa, você que lê nossas mensagens em nosso site, FELIZ PÁSCOA.

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A CAMINHO DE JERUSALÉM

 

Depois de termos passado cinco domingos procurando entender Jesus como a Água Viva, Luz Mundo e Ressurreição e Vida.

Vamos acompanhar Jesus na maior prova de amor já demonstrada. Ele está entrando em Jerusalém para assumir a paixão. Neste domingo identificaremos Jesus Padecente.

A 1ª leitura, de Isaias, nos apresenta o rosto do Servo Sofredor, do servo padecente (cf. Is 50,4-7). Na pedagogia divino ao povo de Israel, exilado, vai entender que o plano de Deus não se realiza pela força, mas pela doação do justo. Entenderemos que o caminho do sofrimento é o caminho da verdadeira libertação.

Na segunda leitura o apóstolo Paulo vai afirmar que Jesus despe-se da condição divina, assume com humildade o caminho da Cruz, e Deus o exaltará acima de toda a criatura (cf. Fl 2,6-11). Jesus é fiel e obediente ao projeto do Pai. Jesus nos ensina que a obediência, a fidelidade ao Pai, até a morte é instrumento de salvação do mundo.

Ouvindo a narrativa da Paixão relatada por Mateus, que proclamamos neste ano, encontraremos a expressão do Pai Nosso: "Seja feita a tua vontade" (Mt 26,42).

Este domingo é o domingo do esvaziamento e da glória.

Não nos esqueçamos da Campanha da Fraternidade onde também vemos os nossos biomas brasileiros sendo destruídos pela ganancia humana.

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 
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