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Mensagens das Semanas Anteriores

 

JESUS: “O CRISTO DE DEUS”

No evangelho deste domingo, Jesus quer ouvir aparentemente dos discípulos o que o povo diz dele. Mas o fim mesmo é saber como os discípulos o reconhecem: “E vós quem dizeis que eu sou?” Na primeira leitura, o profeta Zacarias preanuncia que sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém será derramado um espirito de graça, Diante dos que morrerem muitos irão chorar e os caminhos de Jerusalém serão purificados (cf. Zc 12,10-11;13.1). Jesus, no evangelho, quer ouvir de seus discípulos o que o povo pensa dele, mas Jesus quer ir mais longe: quer ouvir dos discípulos como eles o reconhecem? Estes dizem que “Ele, é o Cristo de Deus”. De fato, no reconhecimento de Cristo está a nossa fé. Jesus aproveita o momento e anuncia de que ele sofrerá, morrera e depois no terceiro dia vai ressuscitar. Depois comunica que quem quer segui-lo precisa assumir o caminho da cruz (cf. Lc9,18-24). Na segunda leitura, Paulo nos dirá que somos filhos de Deus se cremos em Jesus Cristo. Por isso somos todos irmãos. Entre nós não haverá mais diferenças. Nele seremos apenas um (cf. Gl 3,26-29). Que nossa fé cresça em Jesus, e que sejamos capazes de nosreconhecer como irmãos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


SANTISSIMA TRINDADE: UNIDADE, COMUNHÃO, FIDELIDADE

Neste domingo celebramos a festa da Santíssima Trindade. A festa da unidade, a comunhão e fidelidade.

As leituras irão nos ajudar a compreender este grande mistério: três pessoas, Pai, Filho e Espirito Santo, mas um só Deus.

Na primeira leitura, na personificação da sabedoria está toda a obra de Deus Pai: “O Senhor me criou, como primicia de suas obras”. Antes que fossem assentados os montes, feitos os luzeiros, quando tudo estava sendo preparado, aí eu estava” (cf. Pr 8,22-31).

O evangelho, com a promessa da vinda do Espirito Santo, a humanidade não ficará órfã. Mas ele ajudará a iluminar a mente humana para compreender tudo o que Jesus ao longo dos seus dias nos ensinou.

O homem não estará desamparado. No caminho da comunhão e fidelidade iremos compreender o grande mistério da Trindade (cf. Jo 16,12-15)

A segunda leitura Paulo nos dirá que justificados pela fé temos a paz. Mediados por Cristo, pela sua graça, podemos caminhar na esperança de que um dia conheceremos a gloria de Deus Pai. Em Jesus Cristo, somos capazes de superar todas as tribulações e nos mantermos vivos na esperança, que não decepciona (cf. Rm 5,1-5).

Todos os dias pela prática da caridade, alimentamos nossa esperança e participamos da glória da Trindade. Somos comunidade enquanto caminhamos como irmãos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


O SOPRO DA CORAGEM QUE IMPULSIONA PARA UMA IGREJA MISSIONÁRIA

Neste domingo celebramos o momento da confirmação da promessa de Jesus: “irei mas não vos deixareis órfãos”. Jesus, em comunhão com o Pai nos envia o Espirito Santo que vem agraciar com seus dons, iluminar nossa mente, dar ânimo às nossas forças, superar nossos medos e criar coragem em cada um de nós para sairmos em missão.

A primeira leitura relata que durante a festa de Pentecostes, no Antigo Testamento conhecida como a festa das Colheitas, o Espirito desceu, em forma de línguas de fogo, sobre os apóstolos impulsionando-os a ir para o mundo e evangelizar adaptando-se as diversas culturas. (cf. At 2,1-11)

O evangelho, de João nos relata que os discípulos estão escondidos numa sala por medo dos judeus. Mesmo tendo as portas fechadas, Jesus entra e sauda-os: “A paz esteja convosco, assim como o Pai me enviou eu envio vocês, e soprou sobre eles”, este é o sopro da coragem, da superação dos medos, da força da unidade, da compreensão que o evangelho não tem limites (cf. Jo 20,19-23).

A segunda leitura, Paulo afirma que reconhecemos Jesus pela presença do Espirito. Ele quem distribui os seus dons. A cada um é dado o seu dom, para que possamos formar a grande unidade( 1Cor 12.3-7.12-23).

Peçamos a Deus que nos cumule de dons para podermos construir um mundo novo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.

 

Mensagem da Semana

QUEM GUARDA OS MEUS MANDAMENTOS MOSTRA QUE ME AMA

O sexto domingo da Páscoa continua a apresentação da temática do Amor e Jesus promete aos discípulos a vinda do Espirito Santo.

Na primeira leitura, Lucas nos mostra que o entusiasmo pelo anúncio do evangelho pode ocasionar situações conflituosas. Aprendemos dos apóstolos a forma como superar estes momentos: o caminho da reflexão, do diálogo. Quando nos deixamos guiar pelo Espirito Santo nossas decisões são sempre as mais acertadas (cf. At 15,1.22.-29).

O evangelho de João continua a insistência de Jesus sobre o mandamento do amor. O senhor nos dirá que manifestaremos este amor, se guardarmos os seus mandamentos. Ao guardarmos os seus mandamentos estaremos vivendo no seu amor. Assim como um ramo somente produz frutos se tiver ligado ao tronco, da mesma forma iremos produzir muitos frutos quando estamos ligados a Cristo. Tudo o que não for compreendido agora o Espirito Santo vos fará compreender (cf. Jo 14,23-29).

A segunda leitura, também João, nos apresenta a Jerusalém celeste, com muitas portas, que significam que a eternidade está aberta a todos que vivem o projeto de Jesus. A imagem da morada que “desce do céu”, nos mostra que o amor de Deus vem ao encontro do homem (Ap 21,10-14.22-23).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


NA PRÁTICA DO AMOR SOMOS RECONHECIDOS COMO DISCÍPULOS DE JESUS

No quinto domingo da Páscoa Jesus indicará para os seus discípulos e todos os que nele creem a forma de sermos reconhecidos: viver no amor. Vejamos as leituras:

A primeira leitura, o autor dos Atos, relata a volta de Paulo às comunidades onde ele tinha anunciado o evangelho, deixa anciões encarregados para animar as comunidades. Constatamos a propagação do cristianismo através de Paulo e Barnabé ( At 14,21-27), todos os que seguem Jesus são anunciadores do Reino de Deus.

O evangelho nos dirá como seremos reconhecidos no mundo: ”amai-vos uns aos outros, nisto sereis reconhecidos como meus discípulos” (cf. Jo 15, 35). Toda atitude carregada de amor, de justiça, da busca do bem comum revelam Deus. Jesus nos ensina que viver no amor não é criar ao nosso redor uma guerra. A falta de amor mata as esperanças. Jesus nos deixou o amor como caminho para construir um mundo melhor. Não construiremos um novo mundo pelo caminho da violência e da instrumentalização humana. Amor e vida caminham juntos.

A segunda leitura, o texto do Apocalipse nos mostrará a nova morada de Deus. Para lá irão todos aqueles que viveram o amor, que souberam vencer as tribulações. Nesta nova vivência, não teremos uma reprodução do que já vivemos, ali não existirá mais o sofrimento, a morte, tudo será novo ”eis que faço novas todas as coisas” (cf. Ap 21,1-5). O novo depende de todos nós. Cada um pode fazer a diferença.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


SOMOS OVELHAS CONDUZIDAS PELO GRANDE MESTRE: JESUS BOM PASTOR

Este 4º domingo nos mostra mais um rosto de Jesus: Pastor. Pastor é aquele que conhece suas ovelhas, elas o escutam e Ele dá sua vida por elas.

A primeira leitura, tirada dos Atos, nos informa que Paulo e Barnabé se encontram em Antioquia da Pisídia. Ali, uma grande multidão se reúne para escutá-los. A pregação, revolta os judeus, mas eles continuam firmes na pregação: “É necessário anunciar a Palavra de Deus” (cf. At 13, 14.43-52).

O evangelho, identifica as verdadeiras qualidades do Pastor: conhece as ovelhas, elas escutam sua voz e dá sua vida por elas (cf. Jo 10, 27-30). Cabe a cada um de nós perguntarmo-nos: quais são os pastores que escutamos hoje?

Na segunda leitura, João descreve que junto ao Cordeiro encontra-se um grande número de pessoas, todas vestidas de veste branca, elas são as ovelhas que seguiram o Pastor. Elas chegam, porque passaram pela grande tribulação (cf. Ap 7,27-30).

Hoje somos convidados a rezarmos pelo nosso Papa Francisco, para que continue sendo este grande exemplo de vida, indo ao encontro dos mais humildes, rompendo barreiras. Rezamos também para o nosso cardeal Dom Odilo e seus bispos auxiliares, para que continuem ajudando nosso povo de Deus. Rezemos também pelo nosso Pároco, Pe. Mário Pizetta, e nosso Vigário Pe. José Carlos.

Rezemos por todas as nossas lideranças, ser líder é exercer uma das missões do Pastor.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


AMAR E OBEDECER CAMINHAM JUNTOS

O terceiro domingo da Páscoa nos leva a dois momentos: Relato da aparição de Jesus e o diálogo de Jesus com Pedro. Os dois aspectos estão coligados, e carregam entre si uma comunhão. Amar será a condição para Pedro seguir Jesus e ao mesmo tempo obedecer, comportamento, que na sociedade atual, encontramos dificuldade para exercer.

Na 1ª leitura, vemos os apóstolos que respondem às autoridades que “antes devemos a obedecer a Deus, depois aos homens”. O projeto de Jesus é mais importante que uma simples submissão de poder (cf. At 5, 27-32.40-41).

O evangelho tem dois momentos: O primeiro momento onde o evangelista nos mostra os discípulos, depois da Ressureição, retornando às suas atividades da pesca, mas,  Jesus aparece diante deles, depois de pedir se eles possuíam algo para comer, e visto que nada tinham apanhado, disse: “ lançai as redes à direita da barca”. Por estar mais avançado no caminho da fé, João, reconhece ser o ressuscitado. Obedecem e voltam com uma quantidade enorme: 153 grandes peixes. Jesus come com eles. Para João evangelista esta é a terceira vez que Jesus aparece. O segundo momento é depois da refeição, quando Jesus pede a Pedro, por três vezes, se o amava, e Pedro chega a ficar triste. Jesus cobra de Pedro as três vezes que ele o nega. Depois disso Jesus  delega a Pedro: “Apascente o rebanho”. Apascentar é um ato de amor e obediência, exige abandono de si mesmo, para ir ao encontro do outro (cf. Jo 21,1-14).

Na segunda leitura, João descreve que ao redor do Cordeiro Imolado, estão milhares de criaturas: anjos, seres vivos, anciãos e todos cantavam e reconheciam que o Cordeiro é o Ressuscitado (cf. Ap, 5,11-14). Vemos portanto: quem ama, obedece. Quem obedece conquista muitos frutos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


 

 

O PODER DE PERDOAR

Este 1º domingo, depois da Pascoa, foi estabelecido por São João Paulo II, como o domingo da Misericórdia.“Recebei o Espirito Santo. A quem perdoar-des os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoar-des eles lhes serão retidos” (Jo20,22-23). Vejamos as leituras:

A primeira, relata que muitos eram os sinais realizados pelos apóstolos: doentes curados, espíritos maus espantados... Todos estes sinais serviam como testemunhas da fé no ressuscitado. Os apóstolos multiplicam os gestos de Jesus (cf.At5,12-16).

O evangelho apresenta dois momentos: No primeiro Jesus aparece e saúda a todos: “A paz esteja convosco” e derrama o Espirito Santo sobre os apóstolos: “Recebei o Espirito Santo.. ”Tomé não está com os apóstolos. Na segunda vez aparece novamente e saúda a todos e adverte Tomé, que não estava presente e manifestava dúvidas: “Não sejas incrédulo mas fiel”. A ressureição é um ato de fé, centro de nossa vida. Quando cremos nela somos novas criaturas (cf.Jo20,19-31).

Na segunda leitura, João, numa visão, recebe da parte de Deus a missão de escrever tudo o que viu, vê e verá” (cf.Ap1,9-13.17-19). A ressureição é um fato novo e é lenta a compreensão dos discípulos. Na medida em que ela é absorvida nos tornamos portadores de vida para nós e de modo especial para os outros.

Saibamos valorizar sempre a confissão como um momento de graça em nossa vida.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


“TIRARAM O CORPO DE JESUS! ”

FELIZ PÁSCOA é o que desejamos a todos vocês que que nos acompanham pelo site, Facebook, Rede Vila Mariana. Chegamos ao grande dia, a Ressureição do Senhor. Nos últimos três dias renovamos nossa adesão a Cristo revivendo momentos extraordinários: a caminhada quaresmal, a Ceia, onde Jesus instituiu a Eucaristia e nos ensinou a lavar os pés uns dos outros; acompanhamos Jesus no caminho do Calvário, e lá estivemos com ele junto à cruz, até a morte. Abatidos, não desistimos, aqui estamos para buscar a sua luz. As leituras deste domingo mostram quanto grande foi a alegria dos discípulos e do povo. Assim deve ser também nossa alegria.

Na primeira leitura, vemos Pedro totalmente transformado, testemunhando o relato da Paixão, Morte e Ressureição a todos os que o escutam. Cristo está vivo e caminha com todos nós (cf. At 10, 34-37-43).

O evangelho relata o episódio das mulheres, que de manhã cedo, foram ao túmulo e viram que a pedra havia sido retirada, elas informam a Pedro e João. Os dois correm. João, chega primeiro, mas espera Pedro. João entende o significado, Pedro é mais lento (cf. Jo 20, 1-9).

Na segunda leitura, Paulo, chama a todos que ressuscitaram com Cristo para buscar e alcançar as coisas do alto (cf. Col 3,1-4). A partir deste domingo o foco das nossas celebrações será a assimilação da experiência do ressuscitado.

FELIZ PÁSCOA A TODOS!

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR”

Com o domingo de Ramos iniciamos nossa caminhada rumo a Páscoa. A Páscoa não virá sem o caminho do Horto das Oliveiras, do Calvário e da cruz. As leituras deste domingo relatam a obediência de Jesus ao Pai. A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém marcará o início desta etapa decisiva.

O profeta Isaias, afirma que o “Servo Sofredor” não rejeitou o sofrimento, pelo contrário, “ofereceu as costas para baterem, e a face para arrancarem a barba,  e nem desviou o rosto dos bofetões e cusparadas” (cf. Is 50,6). O Servo tudo suporta porque sabe que Deus é o seu Auxiliador.

O evangelho relata a paixão, segundo o evangelista Lucas. Descreve o julgamento de Jesus e como comportavam-se seus inimigos. Jesus é acusado de subverter a ordem pública (cf. Lc 23,1-49).

A segunda leitura, de Paulo aos Filipenses, vemos que Jesus não se aproveitou da condição divina, mas assumiu o mundo humano, num gesto de rara grandeza(cf. Fl 2,6-11). Vamos lembrar:

QUINTA FEIRA SANTA: Missa da Ceia e lava Pés – 19 horas.

SEXTA FEIRA SANTA: Manhã: Adoração; 15,00: Celebração da Paixão; 19,00: Procissão pelas Ruas.

SABADO: Vigília Pascal às 19 horas.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


TIRAR DO PASSADO AS LIÇÕES E OLHAR PARA FRENTE

Neste último domingo da quaresma, somos interpelados a deixar para trás o que já passou e ter o olhar para frente. Jesus dirá a suposta mulher pecadora: “Vai e não peques mais”.

Na 1ª leitura, o Senhor dirá por meio do profeta Isaias, anuncia um novo tempo, não sendo mais necessário lembrar a ação do Senhor ao sufocar cavalos e cavaleiros que perseguiam os hebreus que fugiam do Egito, mas perceber que o Senhor abrirá novos caminhos, superará todas as dificuldades e dirá que este é o povo criado e ele cantará os meus louvores (cf. Is 43,16-21).

O evangelho, vemos mais um sinal de provocação dos judeus a Jesus: uma suposta mulher pecadora é apresentada. Ao ser interrogado pelos judeus, Jesus, escreve no chão e afirma: “Quem não tiver nenhum pecado que atire a 1ª pedra”, e todos foram embora, a começar pelos mais velhos. Depois voltando-se para a mulher disse: Alguém te condenou, ela disse não, eu também não te condeno, vai e não peques mais (cf. Jo 8, 1-11).

A segunda leitura, Paulo, dá um testemunho de sua descoberta de Cristo: “Tudo eu considerei um lixo, depois de conhecer a Cristo, esquecendo-me do que fica para trás, lanço-me para frente”(cf. Fl 3,8-14).

A quaresma nos convida a abandonar o que já passou, olharmos para frente com esperança, o Senhor caminhará com a gente.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 

 

“ESTE MEU FILHO ESTAVA MORTO E RETORNOU A VIDA”

 

O quarto domingo da Quaresma, Ano C, através da narrativa do Filho Pródigo, nos traz o lado misericordioso de Deus: Nos dá a liberdade para agirmos, e mesmo quando erramos nos acolhe.

A primeira leitura, por meio do livro de Josué, lembra que após o povo de Israel ter chegado a Terra prometida celebra a Páscoa, servindo-se dos primeiros produtos da terra, substituindo o Maná (cf. Js 5,9-12).

O evangelho, apresenta a parábola do Filho Pródigo, elucidando vários particulares: Inicialmente o pai concede ao filho o que ele pediu: a parte da herança que lhe cabia; depois, relata a experiência vivida pelo filho e seu arrependimento. Na sequência, a decisão de voltar a casa do Pai, e confessar o seu pecado, a grande atitude do pai: acolher o filho que volta. No entanto, o filho mais velho protesta diante do que acontece. O pai o adverte: “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu.. ele estava morto e tornou a viver”. De cada uma dessas partes podemos tirar lições para a vida: Deus não interfere nas nossas opções que fazemos ao longo da vida, mas nos acompanha. Quando estamos na fartura, temos um grande número de amigos, no entanto a fartura um dia termina, e caímos na real. Não existe outro caminho senão voltar para a casa do Pai. Vem o arrependimento, a consciência do pecado. O filho mais velho não entende o sentido da misericórdia, acha um absurdo o comportamento do pai (cf. Lc 15,1-3.11-32).

A segunda leitura, da 2ª carta aos Corínthios, Paulo dirá que “em Cristo somos novas criaturas”, por isso seu grande apelo: “reconciliai-vos com Deus”. Com a presença de Deus podemos nos engajar mais facilmente nas políticas públicas para dar vida nova aos outros (2Cor 5,17-21)

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DEUS É PACIENTE EM NOSSO CAMINHO DE CONVERSÃO

Neste 3º domingo da Quaresma, ano C, vamos encontrar um forte apelo de conversão, de mudança de vida. No evangelho, após uma advertência de conversão, encontramos a parábola da figueira, o lado paciente de Deus. O Senhor nos dá tempo para nossa conversão.

A primeira leitura nos mostra o encontro do Senhor com Moisés, onde escuta: “Eu, vi a aflição do meu povo, vi o clamor devido a dureza dos seus opressores, e resolvi descer e libertá-los”. Encontramos da parte de Deus a sensibilidade diante do sofrimento. Nosso Deus é um Deus libertador (cf. Ex 3,1-8.13-15).

O evangelho, apresenta dois momentos: a primeira parte possui as referências históricas (o sangue derramado por Pilatos e a torre derrubada) contém uma ameaça. E Jesus ainda diz: “se não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo” (Lc 13,5). A segunda parte relata a parábola da figueira, onde o dono por três anos procurava figo, e não encontrava. O dono queria cortar o pé, mas o vinhateiro pediu mais um tempo para que pudesse trabalhar a terra ao redor da figueira. Vemos, portanto, uma bela lição de vida. Transformações podem sempre acontecer na vida das pessoas. Precisamos ir ao encontro dos outros oferecendo novas oportunidades (cf. Lc 13,1-9).

A segunda leitura, Paulo relembra a comunidade, a experiência vivida pelo povo de Israel, muitos receberam o batismo de Moises, mas depois esqueceram, se distanciaram. Paulo, afirma que temos necessidade de estarmos sempre vigilantes e firmes no caminho (cf. 1 Cor 10,1-6.10.12).

O caminho do seguimento de Jesus é contínuo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 


JESUS CHAMA DISCIPULOS PARA A GRANDE EXPERIÊNCIA.

Neste segundo domingo da Quaresma, somos chamados a ir para o monte Tabor e contemplar a grande transformação. Diante do que vê Pedro não quer mais retornar a planície.

Na 1ª leitura, Deus chama Abrão para um encontro. Desse diálogo nasce aliança com seus descendentes, Deus promete a Abrão, já idoso, que sua descendência será numerosa como as estrelas do céu. Um grande desafio para Abrão (cf. Gn 15,5-12.17-18).

No evangelho, Lucas apresenta a narrativa da Transfiguração: Jesus leva Pedro, Tiago e João para o alto da montanha para rezar e transfigura-se. Pedro não quer mais vir embora, quer permanecer ali. Com Jesus aparecem Moises e Elias, para significar que Jesus continua a história de amor de Deus com as criaturas. Para que isto aconteça, é necessário reconhecer, escutar e praticar o que ele tem a dizer. Na oração acontecem as grandes revelações de Deus (cf. Lc 9,28-36).

Na segunda leitura, Paulo, chorando, convida a comunidade de Filipo a imitá-lo, como ele é Cristo. Paulo denuncia que alguns não estão vivendo como ele tinha ensinado, são “inimigos da cruz de Cristo”. Paulo recomenda, que como cidadãos do céu, aguardamos a vinda definitiva de Cristo, que realizará a grande transformação (cf. Fl 3,17-4,1).

Entre as muitas conclusões deste 2º domingo da Quaresma, uma delas pode ser: “O caminho da oração é o grande segredo para vislumbrar os caminhos de Deus”.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


QUARESMA: TEMPO DE APRENDER A VENCER AS TENTAÇÕES

Na última quarta-feira, com as cinzas, iniciamos o tempo quaresmal. A palavra de Deus, neste dia, nos chamava para a conversão: “ rasquem o coração não as vestes”(Jl 2,13); “deixai-vos reconciliar com Deus”(2Cor 5,20b) e “caridade, oração e Jejum,”(Mt 6, 6.16-16), como os exercícios à conversão. Neste domingo, 1º da Quaresma, vemos:

A primeira leitura, Moises recorda as diversas etapas do caminho percorrido pelo povo de Israel até chegar a terra prometida: a formação deste grupo, a libertação da escravidão do Egito, a passagem pelo deserto, e a chegada da terra prometida. Recordar faz sempre bem, voltar às origens melhor ainda (Dt 26, 4-10).

O evangelho nos apresenta Jesus no deserto ensinando-nos a superar as tentações do ter, poder e ser. “Não só de pão vive o homem; Adorarás apenas o Senhor teu Deus; Não tentarás o Senhor”. São as três grandes linhas condutoras escutadas neste domingo. O deserto gera medo, sensação de impotência e o momento onde aprecem as maiores tentações. Fazem parte das tentações tudo o que nos desvia do caminho de Deus. As tentações de Jesus são também as nossas tentações (cf. Lc 4,1-13).

Na segunda leitura, Paulo, dirá que “todo aquele que crer, não será confundido”. A confusão que às vezes formamos é resultante de nossas dúvidas e fraquezas (Rm 10,8-13).

Em todos os momentos do caminhar humano estamos sujeitos às tentações. Elas convivem com a gente. Um dia, alguém mais perto de Deus do que eu, fez o seguinte comentário: “o demônio não gosta de tentar os fracos”.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 


ATENÇÃO: UM CEGO NÃO PODE GUIAR OUTRO CEGO

Neste domingo a liturgia nos convida a fazer um olhar todo especial sobre nós mesmos e nos avaliar como estamos vivendo o nosso caminho de fé.

Na 1ª leitura utilizando uma linguagem do mundo, a peneira, que separa as sujeiras e salva as sementes, o autor sapiencial nos alerta para não fazermos juízos precipitados ao vivenciarmos situações existenciais, necessário ouvir as pessoas primeiro. Nos alerta o texto sagrado: “o fruto revela como a árvore foi tratada”, portanto, nossa fala é reveladora de quem somos. (cf. Ecl 27,5-8).

No evangelho, Jesus adverte os discípulos através de três fortes afirmações: “um cego não pode guiar outro cego”, “um discípulo não pode ser superior ao mestre”, “antes de tirar o cisco do olho do teu irmão, tira primeiro o que existe em teu olho”. Jesus pede um olhar profundo para dentro de si mesmo. Jesus também nos diz: “não existe árvore boa que produza frutos maus” (cf. Lc 6,39-45).

Na segunda leitura, Paulo afirma que a ressureição de Jesus é a grande vitória sobre a morte. ”Ó morte, onde está a tua vitória? ”, “a morte foi tragada pela vitória”, por isso Paulo nos diz: “permaneceu firmes emprenhando-se na obra do Senhor” (cf. 1Cor 15,54-58).

A correção fraterna primeiro exige que a pessoa olhe primeiro para dentro de si mesmo, veja os frutos que está produzindo, depois pode ir ajudar o seu irmão.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 

Verdadeira Misericórdia: Amar os Inimigos!

 

O 7º domingo do tempo Comum, ano C, nos apresenta o verdadeiro sentido da misericórdia de Deus: que nossos comportamentos não sejam vingativos e que sejamos verdadeiramente irmãos. 

A primeira leitura, de 1Sm, relata o episódio que Davi podia ter eliminado a vida de Saul, mas não permitiu que assim fosse feito, pois “ele era um Ungido”. Assim também nós humanos não podemos sair matando pessoas (cf. 1Sm 26, 2-9.12-13.22-23). 

No evangelho, encontramos a continuidade do discurso de Jesus na planície, onde Jesus através de uma série de afirmações, mostra o verdadeiro sentido daqueles que o seguem: viver a misericórdia divina: amar os inimigos (Lc 6,27-38). 

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo, nos explicará a questão do homem terrestre e do homem celeste. O homem terrestre é o homem do mundo, o Adão, feito da terra, enquanto que o homem celeste é o homem espiritual, o que busca identificar-se a Cristo ressuscitado, uma nova criatura (1Cor 15,27-38). 

Vemos então que o reino de Deus não pertence aos violentos, mas daqueles que vivem a misericórdia, o perdão, aqueles que se esforçam para construir a fraternidade humana, um caminho de paz. 

Pe. Mário Pizetta - Pároco


O DOMINGO DOS CONTRASTES DO NOSSO DIA A DIA

Neste 6º domingo do Tempo Comum, temos como ponto central a apresentação das Bem-aventuranças por parte de Lucas onde Jesus adverte-nos sobre dois caminhos: o da Bênção e o da Maldição.

Na leitura de Jeremias vemos a contraposição entre aqueles que confiam no Senhor e aqueles que confiam nas próprias forças, aqueles que querem ser autossuficientes, uma vida que dispensa Deus (cf. Jer 17,5-8).

No evangelho, Lucas mostra que os benditos: pobres, famintos, aqueles que choram, os perseguidos, os odiados devem alegrar-se, mas “os ricos”, não terão a mesma sorte: ”aí de vós”(cf. Lc 6,17.20-26).

Na segunda leitura continuamos na reflexão de Paulo. Este nos dirá que se não acreditarmos na ressureição de nada adiantaria a nossa fé. Com isto o apóstolo está nos dizendo que nossa crença na ressureição é o ponto central de todo nosso viver. A Ressureição é base de nossa fé (cf. 15,12.16-20).

A bem-aventurança é o caminho da bênção enquanto que o caminho da autossuficiência é o caminho do individualismo, consequentemente da maldição.

Busquemos sempre o caminho da bênção que vem de nossa confiança no senhor.


AVANÇAR PARA AGUAS MAIS PROFUNDAS PARA SER PESCADOR DE HOMENS

Jesus, neste 5º domingo do tempo comum, nos faz um grande apelo: ”avançar para águas mais profundas”, para sermos evangelizadores. Vejamos o quadro das leituras:

Isaias, na 1º leitura, apresenta a visão que teve do Senhor. Sente-se confuso no que escuta e vê. Um serafim coloca em sua boca uma brasa que o purifica. A partir disso, Isaias responde ao Senhor: “Aqui estou! Envia-me”. (cf. Is 6,1-6). Cada um de nós recebe de Deus uma missão. Cada batizado é convidado a ser um enviado.

No evangelho, Lucas nos mostra uma grande multidão que queria ouvir Jesus. Jesus vê duas barcas, sobe em uma que era de Pedro, e pede a este: ”avança para aguas mais profundas”. Pedro compreenderá que avançar para águas mais profundas é condição básica para colher frutos na evangelização. Pedro queixa-se que havia trabalhado a noite toda e nada tinha pescado, mas em atenção à sua palavra lançaria as redes”. Avançar para aguas mais profundas quer dizer sair do comodismo, da zona de conforto. Para compreender o projeto de Jesus precisamos abandonar o que fazemos, trocar de mundos, no caso de Pedro o mundo do mar para o mundo dos homens (cf. Lc 5,1-11).

Na segunda leitura, Paulo testemunha a origem de sua pregação, que tudo o que fez foi pela graça de Deus (“ sua graça não foi estéril”). Paulo reconhece ser o menor de todos os apóstolos, confessa aos habitantes de Corinto a fé na ressureição, é nela que coloca toda a força do seu anúncio (cf. 1Co 15,1-11).

Pe. Mário Pizetta - Pároco


O CAMINHO DO PROFETA

A liturgia do 4º domingo do tempo comum, ano C, nos convida a refletir o “caminho do profeta”: caminho de desafios, sofrimento, solidão, risco, mas também caminho de paz e de esperança, porque é um caminho onde Deus está. O profeta nunca será abandonado: “não temas, porque Eu estou contigo para te salvar”.

Na primeira leitura encontramos a figura do profeta Jeremias. Escolhido, consagrado e constituído profeta por Javé. Jeremias, vai passar por todo o tipo de dificuldades, mas não desistirá de concretizar a sua missão e de tornar viva a Palavra de Deus no meio dos homens (cf. Jr 1,4-5.17-19).

O Evangelho apresenta-nos Jesus, como profeta, em Nazaré. Jesus não é reconhecido, sofre o desprezado pelos habitantes de sua terra. Eles esperavam um Messias extraordinário, forte, poderoso, dominador. Não entenderam a proposta profética de Jesus (cf. Lc 4,21-30).

Na segunda leitura, Paulo, depois de ter nos mostrado que formamos um corpo, que recebemos dons diferentes. Paulo vai nos dizer que o amor é a base de toda nossa relação, essência da vida cristã. O Papa Francisco, na meditação na vigília com a juventude, afirma: “só o que se ama pode ser salvo”. O caminho do profeta é um caminho de assunção de fragilidades e de esperanças, precisamos sempre caminhar, não importando as dificuldades (1Cor 12,31-13,13).

Pe. Mário Pizetta - Pároco

 
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