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Mensagens das Semanas Anteriores

O DOMINGO DOS CONTRASTES DO NOSSO DIA A DIA

Neste 6º domingo do Tempo Comum, temos como ponto central a apresentação das Bem-aventuranças por parte de Lucas onde Jesus adverte-nos sobre dois caminhos: o da Bênção e o da Maldição.

Na leitura de Jeremias vemos a contraposição entre aqueles que confiam no Senhor e aqueles que confiam nas próprias forças, aqueles que querem ser autossuficientes, uma vida que dispensa Deus (cf. Jer 17,5-8).

No evangelho, Lucas mostra que os benditos: pobres, famintos, aqueles que choram, os perseguidos, os odiados devem alegrar-se, mas “os ricos”, não terão a mesma sorte: ”aí de vós”(cf. Lc 6,17.20-26).

Na segunda leitura continuamos na reflexão de Paulo. Este nos dirá que se não acreditarmos na ressureição de nada adiantaria a nossa fé. Com isto o apóstolo está nos dizendo que nossa crença na ressureição é o ponto central de todo nosso viver. A Ressureição é base de nossa fé (cf. 15,12.16-20).

A bem-aventurança é o caminho da bênção enquanto que o caminho da autossuficiência é o caminho do individualismo, consequentemente da maldição.

Busquemos sempre o caminho da bênção que vem de nossa confiança no senhor.


AVANÇAR PARA AGUAS MAIS PROFUNDAS PARA SER PESCADOR DE HOMENS

Jesus, neste 5º domingo do tempo comum, nos faz um grande apelo: ”avançar para águas mais profundas”, para sermos evangelizadores. Vejamos o quadro das leituras:

Isaias, na 1º leitura, apresenta a visão que teve do Senhor. Sente-se confuso no que escuta e vê. Um serafim coloca em sua boca uma brasa que o purifica. A partir disso, Isaias responde ao Senhor: “Aqui estou! Envia-me”. (cf. Is 6,1-6). Cada um de nós recebe de Deus uma missão. Cada batizado é convidado a ser um enviado.

No evangelho, Lucas nos mostra uma grande multidão que queria ouvir Jesus. Jesus vê duas barcas, sobe em uma que era de Pedro, e pede a este: ”avança para aguas mais profundas”. Pedro compreenderá que avançar para águas mais profundas é condição básica para colher frutos na evangelização. Pedro queixa-se que havia trabalhado a noite toda e nada tinha pescado, mas em atenção à sua palavra lançaria as redes”. Avançar para aguas mais profundas quer dizer sair do comodismo, da zona de conforto. Para compreender o projeto de Jesus precisamos abandonar o que fazemos, trocar de mundos, no caso de Pedro o mundo do mar para o mundo dos homens (cf. Lc 5,1-11).

Na segunda leitura, Paulo testemunha a origem de sua pregação, que tudo o que fez foi pela graça de Deus (“ sua graça não foi estéril”). Paulo reconhece ser o menor de todos os apóstolos, confessa aos habitantes de Corinto a fé na ressureição, é nela que coloca toda a força do seu anúncio (cf. 1Co 15,1-11).

Pe. Mário Pizetta - Pároco


O CAMINHO DO PROFETA

A liturgia do 4º domingo do tempo comum, ano C, nos convida a refletir o “caminho do profeta”: caminho de desafios, sofrimento, solidão, risco, mas também caminho de paz e de esperança, porque é um caminho onde Deus está. O profeta nunca será abandonado: “não temas, porque Eu estou contigo para te salvar”.

Na primeira leitura encontramos a figura do profeta Jeremias. Escolhido, consagrado e constituído profeta por Javé. Jeremias, vai passar por todo o tipo de dificuldades, mas não desistirá de concretizar a sua missão e de tornar viva a Palavra de Deus no meio dos homens (cf. Jr 1,4-5.17-19).

O Evangelho apresenta-nos Jesus, como profeta, em Nazaré. Jesus não é reconhecido, sofre o desprezado pelos habitantes de sua terra. Eles esperavam um Messias extraordinário, forte, poderoso, dominador. Não entenderam a proposta profética de Jesus (cf. Lc 4,21-30).

Na segunda leitura, Paulo, depois de ter nos mostrado que formamos um corpo, que recebemos dons diferentes. Paulo vai nos dizer que o amor é a base de toda nossa relação, essência da vida cristã. O Papa Francisco, na meditação na vigília com a juventude, afirma: “só o que se ama pode ser salvo”. O caminho do profeta é um caminho de assunção de fragilidades e de esperanças, precisamos sempre caminhar, não importando as dificuldades (1Cor 12,31-13,13).

Pe. Mário Pizetta - Pároco

 

A MISSÃO JESUS: ANUNCIAR A PALAVRA AOS POBRES

O 3º domingo nos mostra a missão de Jesus: anunciar a boa nova aos pobres...

A 1ª leitura relata a experiência em que o sacerdote Esdras promulga ao povo a Lei, este se põe a ouvir e todos buscam estabelecer um compromisso. A Palavra de Deus é vida, é luz para todos. (cf. Ne 8,2-6.8-10)

No evangelho, lemos o início dos evangelho de Lucas, este, quer dar maior solidez ao que escreve. Usa o nome de Teófilo, que quer dizer amigo de Deus. Jesus, em Nazaré, dirige-se a sinagoga. Recebe o livro, abre-o e lê: “O espirito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos, recuperar a vista aos cegos, libertar os oprimidos e proclamar o ano da Graça” e depois disse: “Hoje se cumpriu esta passagem que vocês acabam de ler” (cf. Lc 1,1-4; 4,14-21).

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo continuará falando sobre a organização da comunidade cristã, usando o exemplo dos membros do corpo, onde todos os membros são importantes, um precisa do outro para sobreviver e construir a unidade (cf.1Cor 12,12-30). Saibamos colocar nossos dons a serviço da comunidade. Sozinhos não fazemos nada.

Pe. Mário Pizetta - Pároco


 JESUS SURPREENDE OS NOIVOS E MANIFESTA SUA GLÓRIA

O segundo domingo do tempo comum, ano C, nos traz o milagre das Bodas de Cana. Revela o grande amor que Deus pelo seu povo trazendo alegria a todos. Jesus também manifesta a sua glória solidarizando-se com os noivos.

Na primeira leitura o profeta Isaias, fala ao povo que volta do exílio da Babilônia. Mostra o grande amor de Deus: “Não será mais chamada de Abandonada, Deserta, mas dirá Minha Predileta”. Bem casada, a nova Jerusalém, será como a noiva, alegria do noivo (cf. Is 62,1-5).

O evangelho, apresenta Jesus num casamento, Maria, está presente, e como mãe, sente as necessidades e avisa os serventes para que façam tudo o que Jesus pedir. Vindo a faltar vinho, o que seria uma humilhação aos noivos, Jesus transforma a água em vinho. O mestre sala prova o vinho e leva ao noivo e lhe diz: “Tu reservastes o melhor vinho até agora”(cf. Jo 2,1-11). Ao realizar este milagre, o primeiro, Jesus manifesta a sua glória e trás alegria a sua festa. Jesus sempre nos surpreende, de modo especial quando nos abrimos para ele.

A segunda leitura, Paulo nos apresenta os carismas, como verdadeiros sinais do amor de Deus. Deus nos enriquece na vivência social com seus dons. Somos pessoas com modos de ser diferentes,  cada um enriquece o grupo com seu jeito de ser. Cada dom manifestado torna a comunidade mais sólida. Dons que se integram e complementa-se. O importante é cada um colocar-se a serviço do outro criando a unidade.


BATISMO DE JESUS: “TU ÉS O MEU FILHO AMADO”

Neste domingo, com o Batismo de Jesus, estamos encerrando o tempo do Natal. A liturgia da palavra, nos ajuda a compreender este grande momento.


Na 1ª leitura, dos Atos, Isaias nos apresenta a grande missão do Messias: “Eu, o Senhor, te chamei para justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí, como centro de aliança do povo, luz das nações, para abrir os olhos aos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”(Is 42,1-4.6-7).

O evangelho, lido em Lucas, nos mostra as dúvidas que haviam na cabeça do povo com relação a João Batista. Todos pensavam de que ele seria o Messias, mas Jõao declara: “Eu batizo com água, mas virá aquele que é mais forte de que eu, eu não sou digno nem desamarrar as suas sandálias...Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo., enquanto batizava a Jesus uma voz assim falava: “ Tu és o meu Filho amado, em ti eu ponho o meu bem-querer”( cf. Lc 3,15-16.2122)

A segunda leitura, encontramos as palavras de Pedro, onde nos diz: ”que Deus não faz distinção de pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença”(cf. At 10,35-36). Duas fontes da verdadeira sabedoria que nos fazem ser pessoas felizes: Temor a Deus e a prática da justiça.

O Batismo nos integra na vida da comunidade e, junto com todos que vivem o seguimento de jesus, ajudar na construção de um mundo mais justo, abrindo os olhos aos cegos e libertando os que jazem nas trevas.

Um bom começo de Ano para todos os que nos seguem no site

Pe. Mário Pizetta - Pároco

 

“O ENCONTRO DE DUAS MÃES E DUAS CRIANÇAS TRAZEM ESPERANÇA”

O quarto domingo do advento, onde acendemos a vela branca, nos mostra a visita de Maria a sua prima santa Isabel, o encontro de duas mães que trazem esperança, pois trazem em seus ventres sinais vivos de um novo mundo.

Miquéias, anuncia que Belém permanecerá no abandono até o dia em que uma mulher dará à luz. Esta criança apascentará o rebanho, não vai recuar e trará a paz para todos (cf. Mq 5,1-4).

O evangelho nos mostra o encontro de Isabel e Maria. Escutaremos neste domingo, da boca de Isabel, a identificação de Maria: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito  o fruto do teu ventre”. Isabel, afirma não merecer esta visita e proclama afirmando: “Bem-aventurada aquela que acreditou” (cf. Lc1,39-45).

A segunda leitura, a carta aos Hebreus nos diz que Jesus não veio repetir sacrifícios e holocaustos, como no passado, mas veio fazer a vontade de Deus. “Eu vim para fazer tua vontade” (cf. Hb 10,5-10).

Cada pessoa que acredita no Senhor, tem uma nova contribuição para o mundo.

FELIZ NATAL E UM NOVO ANO REPLETO DE MUITAS BÊNÇÃOS

OBRIGADO POR VOCÊ PRESTIGIAR NOSSO SITE

Pe. Mário Pizetta - Pároco


ALEGRAI-VOS: O SENHOR ESTÁ PRÓXIMO

 

O terceiro domingo do Advento, nos apresenta a cor rosa, para manifestar a nossa alegria pela vinda do Salvador. A Palavra proclamada vai nos ajudar na compreensão de toda esta alegria.

SOFONIAS, na primeira leitura, usa palavras fortes: “canta de alegria, rejubila povo de Israel, não te deixes levar pelo desanimo, o Senhor está no meio de tí”. São todas palavras que nos convidam a perceber um novo tempo (cf. Sf 3,14-18).

Lucas, no evangelho, mostra que uma diversidade de pessoas se aproximavam de João Batista, todos ficavam admirados e perguntavam-se diante do que escutavam: “o que devemos fazer?”. João Batista tocava em pontos fortes: a solidariedade, a ética, e o emprego da violência. A pregação de João Batista tocava as pessoas e muitos até interrogavam-se: não seria ele o Messias? O texto ainda nos mostra a grande humildade de João: “Eu batizo com água, mas depois de mim virá aquele que eu não sou digno de desamarrar as suas sandálias, ele vos batizará no Espírito” (cf. Lc 3,10-18).

A segunda leitura, de Paulo aos Filipenses, o apóstolo convida a comunidade a: “alegrai-vos no Senhor”, pois o Senhor está próximo (cf. Fl 4,4-7).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


PREPARAI O CAMINHO DO SENHOR

Neste segundo domingo do Advento, quando acendemos a vela vermelha, dirigimos nosso olhar a João Batista, filho de Zacarias, que convoca a todos para um batismo de conversão, preparar os caminhos para receber o Senhor que vem.

Na primeira leitura o profeta Baruc pede a Jerusalém que afaste a veste do luto e da aflição, e revista-se da glória que vem de Deus, olhe para o oriente, onde o Senhor abaixará todos os altos montes. Que não perca a esperança de dias melhores de onde virá a misericórdia e a justiça (cf. Bar 5,1-9).

O evangelho de Lucas, num primeiro momento nos mostra a organização do poder Romano na Palestina no decimo quinto ano do império de Tibério Cesar, depois, nos mostra que a palavra de Deus foi enviada a João, filho de Zacarias, que convocava o povo para a conversão, lembrando as palavras de Isaias: esta é a voz que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor (cf. Lc 3-6).

Na segunda leitura escutamos como Paulo se alegra com a comunidade que acolhe a palavra do Senhor. O apóstolo pede ao Senhor que faça crescer sempre mais o amor, o conhecimento e experiência para discernir o que é melhor fazer para produzir os frutos da justiça (cf. Fl 1,4-6.8-12). A liturgia, por meio do precursor, nos pede uma mudança de mentalidade.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


ADVENTO: UM TEMPO DE CRIAR ESPERANÇAS

Iniciamos neste domingo um novo Ano Litúrgico, o  Advento, um tempo de reviver o mistério da Encarnação e renovar nossas esperanças. Jesus vem habitar em nosso meio.

A primeira leitura, do profeta Jeremias, nos diz que do rebento de Davi Deus fará surgir aquele que virá para estabelecer a justiça, trazer a paz, à vida às pessoas (cf. Jr, 33,14-16).

O evangelho proclamado tem  duas partes: a primeira Jesus anuncia a destruição de Jerusalém pelo poder romano. A segunda Jesus nos convida a manter-nos numa atitude de oração e vigilância. Este comportamento nos ajudará a permanecer firmes e de cabeça erguida. Não perderemos a sensibilidade das coisas de Deus (cf. Lc 21,25-28.34-36).

A segunda leitura Paulo apresenta o amor como base de  todas as relações a serem vividas na comunidade, pois quando praticamos o amor construímos uma santidade perfeita  e agradamos a Deus (cf. 1Ts 3,12-4,2).

Neste tempo do Advento vamos buscar dar a nossa vida mais esperança assumindo uma atitude de oração e vigilância constante.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 

O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO 

Neste domingo estamos concluindo o tempo litúrgico do Tempo Comum, Ano B, e com ele celebramos a festa do Cristo Rei. As leituras nos ajudam a compreender esta realidade. 

No livro de Daniel, em suas visões noturnas, descreve a chegada de um homem que se aproxima diante do ancião e a ele foram “dados o poder, glória e realeza e todos os povos o serviam” e um poder eterno que não será tirado e que não se dissolverá (cf. Dn 7,13-14). 

O evangelho nos apresenta o encontro de Jesus com Pilatos. Vemos Jesus dizendo a Pilatos que seu reino não é deste mundo. Jesus explicará as razões de sua vinda: “Eu vim para dar testemunho da verdade”. O reino que Jesus apresenta é um reino de Paz, de Serviço e Justiça. O reino de Jesus não é feito pela força, pelos poderes deste mundo, mas ele se constrói no caminho que promove a vida (cf. Jo 18,33-37). 

Na segunda leitura, João nos dirá que Jesus “é o alfa e o ômega, ou seja o princípio e fim, aquele que era e que vem, o todo poderoso” (cf. Ap 1,5-8). 

No próximo domingo iniciaremos o ADVENTO, caminho de preparação ao Natal. 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A IMPORTÂNCIA DE COMPREENDER OS SINAIS DOS TEMPOS  

A liturgia deste 33º domingo do tempo comum nos apresenta uma linguagem em tom apocalíptico, bastante forte que pode nos causar medo. Tudo isto porque estamos concluindo o Tempo Comum e nos preparando para um novo ano litúrgico. 

Na 1ª leitura, o profeta Daniel, lembra o dia do julgamento: Miguel se levantará e causará espanto, angustia, “muitos dos que dormem no pó da terra despertarão, o povo será salvo, os que tiverem sido sábios brilharão” (cf. Dn 12,1-3). 

O evangelho, numa linguagem apocalíptica afirma que o sol vai escurecer-se, a lua deixará de brilhar, as estrelas despencarão é o anuncio da chegada do Filho do homem. Jesus alerta que somos capazes de perceber os sinais do pé de figueira, também precisamos estar prontos para este grande momento. (cf. Mc 13,24-32). 

A segunda leitura nos lembra que a diferença entre o sacrifício oferecido pelo sacerdote no AT e o sacrifício de Cristo, sacerdote eterno. O sacerdote entra no templo para oferecer sacrifício pelos pecados do povo. Cristo faz um único sacrifício, oferece a si mesmo, nos salvando eternamente (cf. Hb 10,11-14). 

Rezemos todos pelas conclusões do Sínodo paroquial. 

Pe. Mário Pizetta, 
Pároco


DOAR: UM ATO DE QUEM É LIVRE

O 32º domingo do tempo comum ano B, nos coloca diante de duas viúvas: uma se encontra com o profeta Elias, que lhe pede água e depois pão, a outra, a viúva que faz sua oferta no templo.

A primeira leitura relata o encontro de Elias que pede a uma viúva água e pão. A viúva alerta o profeta de que o que possui é tão pouco, ou quase nada. O profeta lhe diz para que proceda desta forma que jamais lhe faltará. Ela acredita e confia. De fato, a farinha não baixou na vasilha e a água jamais faltou (cf. 1Rs 17,10-16). Quem aprende a partilhar jamais falta.

O evangelho relata Jesus advertindo o povo para que fiquem atentos às pregações dos doutores da lei, e depois indo sentar-se diante do cofre das ofertas. Observava como alguns depositavam grandes quantias, e viu também uma pobre viúva que deu duas moedas, que não valiam nada. Depois, Jesus chama os discípulos e diz a eles que esta viúva deu tudo o que tinha, e os outros deram do sobraram (cf. Mc 12,38-44). Nosso gesto de doar não pode ter limites.

A segunda leitura, nos relembra que o sumo-sacerdote no Antigo Testamento entrava no templo uma vez por ano, para oferecer sacrifícios de reparação, Cristo entra uma só vez e sua oferta é para sempre (cf. Hb 9,24-28)

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

 

AS BEM-AVENTURANÇAS: O CAMINHO DA SANTIDADE

A Igreja celebra neste domingo, a festa de todos os Santos e apresenta as Bem-aventuranças como o caminho da santidade.

Na primeira leitura, o livro do Apocalipse, apresenta o grande dia, o da salvação. O Senhor assinalará na fronte todos os que a ele pertence, e de todos os povos virão pessoas e formarão uma grande multidão. Estes são todos aqueles que passaram pela tribulação e foram vencedores (cf. Ap 7,2-4.9-14).

O evangelho apresenta as bem-aventuranças. São elas: os que se abrem para Deus, os aflitos, os mansos, os que tem fome e sede de justiça, os misericordiosos, os promotores da paz. Felizes quando vos perseguirem. Na vivencia desses apelos está a certeza de que estamos passando pela porta estreita e conseguindo a santidade (cf. Mt 5, 1-12).

Na segunda leitura, João nos mostra o amor que Deus tem por cada um de nós, tratando-nos como seus filhos. A vida é um aguardar permanente até o dia da revelação plena (cf. 1Jo 3,1-3).

Ontem celebramos nossos antepassados. Foi um momento de nos confrontar com o grande mistério da morte. Nesse dia também rezamos por todos os falecidos da paróquia. Recordamos também com carinho de todos os sacerdotes que trabalharam aqui conosco.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


MISSÃO: UM CHAMADO A SERVIR

Celebramos neste domingo o dia mundial das missões. Um desafio cada vez maior para o universo da cidade, diante de um mundo que vai se distanciando de Deus. Há poucos anos, missão era partir. O outro, distante, tinha necessidade de Deus. Hoje, o grande anúncio de Deus é dentro de nossas famílias, condomínios, vilas em nossas cidades. Afastamos Deus de nossa caminhada.

A primeira leitura, vem do profeta Isaias e nos mostra que todo missionário, como o verdadeiro Servo Sofredor, carrega o peso do sofrimento. Através dele alcançará a luz e uma ciência perfeita e tornará muitos homens justos (Cf. Is 53,10-11).

O evangelho, afirma Jesus aos discípulos, e também a nós hoje, que a grande tarefa do missionário é servir, não querer sentar-se à direita ou a esquerda. Servir é assumir riscos e não reproduzir esquemas deste mundo. O que serve evangeliza. Damos testemunho na medida que servimos. (Mc 10,35-45).

A segunda leitura, o autor da carta aos Hebreus, dirá ao missionário hoje que precisamos ter confiança em Cristo, Ele nos protege. Cada pessoa que abraça a missão precisa se aproximar, com toda a confiança ao Sumo e eterno sacerdote, para obter o auxílio necessário (Hb 4,14-16).

A missão não é uma iniciativa pessoal, mas um envio do Senhor.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A SABEDORIA NOS CONDUZ PARA A VIDA ETERNA

A liturgia deste domingo nos faz uma pergunta: ”o que devo fazer para conquistar a vida eterna?”(Mc 10,17-30)

O sábio nos dirá na primeira leitura que ele não encontrou nada igual a sabedoria, ela é superior as mais belas pedras preciosas(cf. Sb 7,7-11).

O evangelho nos dirá que a vida eterna é conquistada não apenas pela observância dos mandamentos, mas quando abandonamos tudo o que nos prende deste mundo: riquezas, cargos, e também das recompensas. Somos verdadeiramente livres quando damos às coisas deste mundo o seu devido valor e nos doamos totalmente as coisas de Deus. Ali veremos o quanto receberemos em troca(cf. Mc 10,17-30).

A segunda leitura, nos dirá que conquistamos a sabedoria quando penetramos no significado da Palavra, porque ela penetra o mais íntimo do coração, pois ela nos desnuda totalmente(cf. Hb 12-13).

Neste domingo, vamos nos unir aos dois novos santos na Igreja: São Paulo VI e o Bispo Oscar Romero. Paulo VI, aquele que levou em frente o Concílio Vat. II. Don Oscar Romero, morto em 24 de março 1980, enquanto celebrava a missa. Dizia: “A missão da Igreja é identificar-se com os pobres. Assim encontrará a sua salvação”.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“SERÃO OS DOIS NUMA SÓ CARNE” X “POR CAUSA DA DUREZA DO SEU CORAÇÃO”

O 27º domingo do tempo comum, ano B, nos leva a refletir sobre um dos problemas da Família: a separação.

Na 1ª leitura, o texto nos mostra a criação da mulher. Deus havia criado o homem e este ao olhar sobre todos os seres criados não encontrou algum semelhante a ele, por isso Deus o fez entrar num sono profundo e de sua costela fez a mulher (cf. Gn 2,18-24).

No evangelho, os fariseus interrogam Jesus sobre a separação do homem e da mulher. Jesus, não responderá aos fariseus, mas retorna a obra criadora do Pai e dirá que tudo isto acontece por causa da dureza do seu coração, não compreendendo que os dois são uma só carne (cf. Mc 10, 2-16).

Na segunda leitura, o autor da carta dos hebreus, reconhece a grandeza de Jesus sobre todas as coisas criadas, e o estabelece como centro de toda a criação (Hb 2,9-11).

Nos dias de hoje, vivemos um tempo de dificuldades na realidade da família. Grande parte das pessoas fazem experiência de união antes de assumir o matrimônio, os filhos não são mais a principal preocupação. Muitos daqueles que abraçam o casamento, separam-se antes mesmo de completar cinco, dez anos. E quando possuem filhos, estes ficam de um lado para outro, provocando desestruturações da vida da criança.

Estamos no mês missionário, rezemos para que sejamos cada mais uma Igreja Missionária.

Pe. Mário Pizetta
Pároco

 
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