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A vóz do Pároco - Agosto de 2014

 

VIDA E MISSÃO: ASPECTOS DE UMA MESMA ESTRADA!

 

O mês de agosto, na perspectiva eclesial, busca levar as pessoas a compreender que cada ser humano tem uma missão.

 

Alguns definem que a vida é uma vocação. Outros afirmam que viver uma vocação é viver uma missão. Outros dizem, ainda, que muitas vezes a escolha de uma determinada profissão é uma expressão vocacional.

 

Vocação não é profissão. Também não é um querer pessoal, mas tem o toque de Deus. A vocação é graça de Deus! Na vocação, a iniciativa é sempre de Deus, enquanto na profissão geralmente são as necessidades de sobrevivência ou interesses pessoais que determinam a sua escolha. Vocação e Missão se completam, pois todas as pessoas chamadas por Deus (vocação) recebem dele uma missão.

 

Vejamos como a Bíblia nos ajuda a entender a realidade vocacional. O livro do Gênesis, no capítulo 12,1ss., relata a experiência de Abrão. O Senhor diz a ele: “Saia da sua terra, do meio de seus parentes, e da casa de seu pai e vá para a terra que eu indicar. Você será pai de um grande povo, e o abençoarei”. Aqui vemos claramente que a vocação é uma solicitação de Deus feita diretamente a uma pessoa. Trata-se de uma exigência: sair da terra. Acontece um abandono. Existe uma promessa no pedido, e o interpelado, no caso Abrão, não hesita e parte. Vemos ainda que ocorre uma ruptura do momento atual diante de uma perspectiva futura. Outro exemplo é o episódio do profeta Jeremias: “Antes de formar você no ventre de sua mãe, eu o conheci; antes que você fosse dado à luz, eu o consagrei para ser meu profeta” (Jr 1,4ss.). Jeremias é escolhido antes de nascer. A vocação seria predestinação?

 

Deus tem um plano especial para cada um de nós. No exemplo acima, Jeremias recebe do próprio Deus a inspiração. Trata-se mais de uma vocação distinta, um chamado para uma missão especial. No comum da vida não vemos esse privilégio de recebermos diretamente de Deus essa luz. No nosso caso, Deus se manifesta nas situações do mundo. Os vocacionados são interpelados, provocados por apelos, mas a vocação não se reduz a uma opção sociológica. Se assim for, ela não se sustentará.

A vocação, portanto, é sempre uma resposta de um apelo de Deus em favor da vida. Por isso é que, no discernimento vocacional, muito favorece o contato com experiências diversas. No confronto com as realidades da sociedade, Deus vai inspirando pessoas para as mais variadas e nobres missões.

 

Então, como entender a missão? A missão é uma resposta ao apelo feito por Deus ou pela realidade em favor da vida. Refletir sobre a vocação é uma forma de dar sentido à existência. Ao assumirmos uma vocação, contribuímos para que o projeto de Deus se concretize em nosso meio.

 

Pe. Mário Pizetta, ssp 
(pároco)


 

 

A voz do Pároco - Junho e Julho de 2014
 

SERVIDORES DO EVANGELHO E DA COMUNIDADE

 

No dia 28 de maio de 2014, na Igreja do Santíssimo Sacramento, na Vila Mariana, realizou-se a missa do Mandato dos novos Ministros Extraordinários da Eucaristia. Na celebração, presidida por Dom Tarcísio e concelebrada pelos párocos e diáconos do Setor Paraíso, mais de 150 novos candidatos receberam do Bispo Auxiliar de São Paulo o mandato por três anos para distribuir a comunhão na missa e visitar enfermos e idosos.
 

Na homilia, Dom Tarcísio disse aos novos ministros que eles seriam "servidores do evangelho e da comunidade", convidando cada um a levar com alegria a comunhão e, mesmo, alguma palavra do evangelho. Ele citou o Manual dos Ministros da Arquidiocese, que diz: "O ministro deve testemunhar a pessoa de Jesus através de sua conduta humana e cristã" (cf. Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, região Episcopal Sé, p. 08). "Vós sois o sal da terra e a luz do mundo" (cf. Mt 5,13-16).


Para a paróquia Santo Inácio foi o começo de uma nova história. Em breve teremos 47 novos ministros atuando conosco, verdadeiramente uma bênção de Deus. Com este número de voluntários poderemos não apenas servir melhor a comunidade, como também ir ao encontro das pessoas enfermas, dos idosos, enfim, dar uma atenção maior a quem precisar. 


Este número representa um crescimento da consciência pastoral e um sinal de que estamos renascendo espiritualmente. A descoberta do sentido comunitário da vivência religiosa é um sinal autêntico do Ressuscitado. O grande “mandato” instituído por Jesus: "Ide e fazei discípulos meus todos os povos" (cf. Mt 28,19). Também em suas pregações, o papa Francisco vem incentivando a Igreja a abrir-se mais para o mundo, a ir ao encontro de todos, resgatando os que estão distantes. 

A presença de novos ministros transforma a paróquia em "um instrumento importante para a construção da identidade cristã, assim como torna visível o cristianismo na cultura e na história" e "ainda crescer na consciência de vocacionados de ser Igreja" (cf. Documentos da CNBB, Nº 100, Comunidades das comunidades, uma nova paróquia, n. 106, 214, ano 2014). O papa nos alerta ainda: "o leigo não é um novo clérigo" (cf. Papa Francisco, Mensagens e homilias - JMJ, Rio 2013, p. 94). 

Acolhemos a todos e desejamos que esta experiência de estar mais próximo e a serviço da vida da comunidade vos faça crescer na fé e no amor a Deus. Sejam muito BEM-VINDOS. 

Pe. Mário Pizetta, ssp 
(pároco)


 

 

A Voz do Pároco Maio 2014

O INDEFINÍVEL CORAÇÃO DE MÃE

O mês de maio nos remete a dois temas fortes e próximos: o Dia das Mães e o mês de Maria, mãe de Jesus.

Mãe é geralmente a primeira palavra que aprendemos. Sempre que a pronunciamos ela desperta em nosso mundo interior respeito, consideração, sentimentos de gratidão, pois é a pessoa que devotamos a maior consideração.

Maria, a mãe de Jesus, é o grande exemplo de mãe. A humanidade recebeu Maria por Mãe na Cruz: "Mulher, este é teu filho" (Jo 19,26). Depois, Jesus disse ao discípulo: "Esta é sua mãe" (Jo 19,27).

Lamentavelmente nem todo ser humano descobriu esse tesouro divino que é Maria. Ser mãe é uma vocação, não é apenas uma consequência da natureza. Quando uma mulher aceita ser mãe, ela aceita ser colaboradora de Deus na manifestação do amor Divino. O amor de mãe é o prolongamento do amor de Deus. Deus se revela naqueles que são capazes de se doar.

Uma pergunta sempre ronda a mente humana: O que faz um filho a ter dentro de si sentimentos tão profundos pela mãe?

Para os que reconhecem Maria, ela é a acolhedora de Jesus, o instrumento utilizado por Deus para que o Verbo se fizesse presente no meio de nós. No plano humano, encontramos algumas atitudes que jamais serão esquecidas: vemos que foi ela, nossa mãe, que permitiu o nosso nascimento. Possibilitou que ali nos alojássemos por nove meses, sem pagar aluguel, suportando nossas impaciências. Seu sangue era como a seiva que sustenta a planta. Seu sangue nos dava vida. Este sangue é um sinal de amor que irá nos alimentar para sempre. O ventre serviu de acalento.

Ser mãe é amar, acarinhar, aconselhar, escutar e compreender.,.

Depois do nascimento ela nos amamentou e cuidou de cada um de nós até que pudéssemos caminhar sozinhos. Ela também foi a primeira educadora. Dela aprendemos as primeiras lições dos primeiros passos.

Gradativamente fomos conquistando liberdade para poder caminhar com a "própria cabeça". Apesar da distância, a mãe nunca se esquece de seus filhos.


A relação de mãe e filho deixa sempre marcas. Do colo da mãe fomos aprendendo a encontrar segurança. Ali nos sentíamos segu ros, não tínhamos medo. Este não é apenas um sentimento no mundo do humano, também no mundo animal vemos isto. Vejamos o exemplo do cachorrinho: seus primeiros latidos são sempre próximos da mãe. Perto da mãe sempre somos fortes.

Outra constatação que visualizamos: Cada filho tem algo da sua mãe.

 

Para a Mãe reverenciamos nossa gratidão eterna e ela jamais sairá da mente do filho ou da filha.

Mãe, mesmo que não nos vejamos, você está sempre presente em minha vida!

Pe. Mário Pízetta (ssp) Pároco


 

 

A vóz do Pároco - Abril 2014

UMA VOLTA ÀS NOSSAS ORIGENS CRISTÃS

Neste mês de abril, celebramos o maior acontecimento cristão: A PÁSCOA. Ela nos lembra o grande momento de Deus na história humana: A VIDA VENCE A MORTE.

O ápice da Páscoa é a Ressurreição de Jesus, morto pelas autoridades da época que não aceitavam sua proposta de vida nova. Este acontecimento de fé ocorre no ano 33 da era cristã.

A morte de Jesus havia deixado os discípulos confusos, perplexos e certamente decepcionados. No entanto, a notícia dada pelas mulheres: "Tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o colocaram" (cf. Jo 20,2) provocou uma nova reação. Era preciso verificar os fatos.

Assim que recebem a notícia, Pedro e João correm para ó lugar onde o corpo havia sido colocado. Estavam diante de grandes interrogações: quem poderia ter tirado a pedra? Onde o corpo teria sido colocado? Teriam as autoridades do tempo escondido o corpo de Jesus?
Na verdade, as trapaças dos homens não afugentaram a fé dos que seguiam Jesus, como também não sufocam a fé, cada vez mais profunda, dos homens e mulheres de hoje. Jesus Ressuscitou! Ele está vivo! Esta é a grande alegria para os discípulos, os seguidores, e também para nós. O pecado e a morte haviam sido vencidos.

O Homem Jesus de Nazaré verdadeiramente era o Ungido de Deus, o Filho predileto, o Filho de Deus, o Enviado do Pai para nos salvar. As trevas estavam sendo substituídas pela luz.

A Páscoa é um convite para darmos saltos de qualidade de vida: passarmos de uma realidade de pecado e morte para sermos promotores da vida. Cada um de nós tem coisas dentro de si que precisam ser superadas. Em nossas famílias há situações que precisam de novo ar para respirar, ida para um novo mundo.

Há muitas realidades do nosso mundo social que ainda clamam pela vida. A Campanha da Fraternidade faz, neste ano, uma grande denúncia: o tráfico humano. Toda pessoa traficada é uma mancha de sangue para a história humana. Jesus veio no meio de nós para dizer a todos que é favoravel ávida: "Eu vim para que todos tenham vida e atenham em abundância" (Jo 10,10).

Feliz PÁSCOA, MINHA IRMÃ E MEU IRMÃO.


Pé. Mário Pizetta (ssp) - Pároco


 

 

A voz do Pároco Março 2014

Um Grito de Alerta
 
A Campanha da Fraternidade de 2014, criada pela CNBB com outras lgrejas cristãs unidas ao CONIC, traz um tema por demais interessante: o Tráfico Humano, Trata-se de um verdadeiro atentado contra a dignidade humana, e ocorre no mundo da construção, confecção, entretenimento, sexo, serviços agrícolas e domésticos, adoções ilegais, remoção de orgãos e outros (cf. Texto Base, nº2).
 
A organização das Nações Unidas estima que o tráfico humano renda por ano aproximadamente 32 biIhões de dolares(n°11). O texto ainda identifica que o grupo mais explorado é o das mulheres e jovens, que representam 11,5 milhões de pessoas; enquanto o de homens e jovens alcança 9.5 milhões(n°13). 
 
O Texto Base enumera ainda que somente na década de 80 quase 80 mil crianças brasileiras foram enviadas ao exterior para adoção e que 866 mil crianças de 7 a 14 anos estão listadas como trabalhadoras no Brasil (nº18). As vítimas desta prática são aqueles que vivem em situação de vulnerabilidade social (ng 250). A causa desse tráfico Humano esta fortemente ligada a mobilidade social, ao processo de migração, que em 2010, chegou a 210 miIhões de pessoas (nº27ss).
 
Essas denúncias por parte da lgreja são feitas agora não apenas por vivermos um acontecimento de âmbito internacional, que é a Copa do Mundo, mas porque a cada dia vai se fortalecendo o comércio sobre a pessoa. Este tema é um grito vindo da Pastoral do Migrante, da Pastoral da Terra, da Mobilidade Humana e agora é assumido como grito da lgreja no Brasil.
 
“A lgreja faz isto não por questões sociológicas e políticas, mas por uma atitude de fé", afirma Dom Esmeraldo, bispo de Porto Velho, em Entrevista da Semana ao site tudorondonia.com. Pelos seus cálculos, "no Brasil existem 240 redes de tráfico, e pelo menos 80 delas estão na região Norte".
 
A lgreja faz este grito de alerta à luz bíblica: "Façamos 0 homem a nossa imagern e semelhança" (Gn 1,26) (nº92ss). O grito é, sobretudo, pela ação de Cristo, que tão bem o apóstolo Paulo destacou: “É para a Liberdade que Cristo nos Libertou"(GI 5,1).
 
Pe, Mério Pizetta (ssp) - Pároco
 

 

 
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