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A voz do pároco fevereiro de 2017

FRATERNIDADE: BIOMAS BRASILEIROS E DEFESA DA VIDA CULTIVAR E GUARDAR A CRIAÇÃO (GN 2,5) 

A CF de 2017 expõe um dos mais importantes temas voltados ao meio ambiente: e suas implicações. Ao propor esta os biomas brasileiros reflexão, a Igreja quer nos ajudar a compreender que a vida humana está profundamente relacionada ao meio ambiente, pois é dele que virão os subsídios para a alimentação e a sobrevivência humana. Preservar os biomas é dar caráter de sustentabilidade ao planeta. 

Um bioma pode ser definido como "Conjunto de vida vegetal e animal, constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e que podem ser identificados [sic] regional, com condições de geologia a nível e clima semelhantes e que, historicamente, sofreram os mesmos processos de formação da paisagem, resultando em uma diversidade de flora e fauna própria" (cf. IBGE, http/7a12.ibge.gov.br). 

Olhando para o histórico das Campanhas, identificamos que o tema do Meio Ambiente volta sempre. Vejamos: 

1979: Por um mundo mais humano, preserve o que é de todos; 

1986: Fraternidade e a terra - Terra de Deus, terra de irmãos; 

2004: Fraternidade e a Água, fonte de vida; 

2007: Fraternidade e Amazônia - Vida e Missão neste chão; 

2011: Fraternidade e a vida no Planeta - A criação geme em dores de parto; 

2016: Casa Comum, nossa responsabilidade (cf. Texto Básico CF 2017 n. 24-25, CNBB). 


São seis os biomas no Brasil, de acordo com especialistas e o livro texto da CF 2017: A Floresta Amazônica, Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica e Pampas. Cada Bioma é um conjunto de riquezas da flora e da fauna brasileira. A Amazônia é o maior bioma do Brasil, com mais de 2.500 espécies de árvores e 30 mil de plantas. A caatinga ocupa dez estados brasileiros; abriga 1.487 espécies de fauna e 27 milhões de pessoas. O cerrado detém 5% da biodiversidade do Planeta e é conhecido como a savana mais rica do mundo. .

Na Mata Atlântica, 15% do território é coberto pelo bioma reconhecido com Patrimônio Nacional. O Pampa contempla paisagens naturais variadas, de serras a planícies, de morros rupestres e coxilhas; e, por último, o Pantanal é considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta. (cf. Paulo Araújo/MMA). 

Temos uma diversidade de riquezas inimagináveis em relação à fauna e à flora brasileira. A destruição dos biomas é o estabelecimento do desequilíbrio do planeta

Uma grande vantagem do estudo dos biomas diz respeito ao cultivo das plantações, não só em relação à espécie em si, mas à produtividade. 

Natureza e trabalho humano precisam viver harmoniosamente. Quando o homem destrói o bioma pela ganância do dinheiro, dos grandes empreendimentos, está acelerando seu próprio caminho até a morte. Pela preservação dos biomas está a continuidade da espécie humana.

Então, qual o caminho? O caminho é trabalhar a terra de forma sempre sustentável a partir de políticas públicas ambientais que respeitem a biodiversidade dos biomas. Deus nos deu o planeta Terra gratuitamente para servir a todos. Não faz sentido alguém ser possuidor de grandes áreas. A natureza está a serviço do homem, não a serviço do lucro. Cabe ao homem saber usar corretamente o planeta, ou seja, cultivar e guardar a criação (Gn 2,5).

Pe. Mário Pizetta, ssp (Pároco)

 

A voz do Pároco dezembro 2016

UM ANO DE MUITAS REALIZAÇÕES: OBRIGADO, SENHOR!

Depois de um ano de caminhada, acredito que a palavra mais justa nesta hora seja OBRIGADO! 

É preciso agradecer a Deus, que caminhou conosco, e às pessoas que buscaram ser mais Igreja com sua participação. 

Neste ano de 2016 buscamos realizar um caminho de integração e Comunhão em diferentes níveis: Igreja Universal, Arquidiocesana, Regional, Setorial e Paroquial. 

Com a Igreja Universal: estivemos em sintonia com a grande proposta do Ano Jubilar: Ano Extraordinário da Misericórdia. Nesta experiência, sentimos Deus mais próximo dos homens. 

Sob a perspectiva Arquidiocesana: vivemos a Campanha da Fraternidade, a releitura do 11º Plano Pastoral e o lançamento do 12º Plano. 

Olhando para nossa Região Sé: duas Pastorais estiveram mais presentes: a Pastoral Litúrgica e a Pastoral da Saúde. 

No universo Setorial: tivemos participação ativa da paróquia na Campanha da Fraternidade, nos diversos estudos, entre eles, o do documento Dei Verbum, no Mutirão Bíblico e nas celebrações da Missa da Paz. 

No âmbito Paroquial: registramos mudanças significativas: passagem da Catequese do sábado para o domingo; preparação do Batismo para a primeira e terceira quarta-feira de cada mês; e antecipação da missa das 10h para as 9h30. 

Também observamos uma presença significativa da paróquia junto a Casas de Repouso e maior envolvimento de paroquianos na Pastoral da Saúde. Na área de comunicação, tivemos a edição de vários números de nosso Boletim Informativo, a manutenção do site (www.santoinaciosp.com.br) e maior presença em nosso Facebook; algumas mudanças também enriqueceram o trabalho de nossa paróquia: apresentação de um quadro, na porta da igreja, fazendo luz aos acontecimentos eclesiais do mês; aprofundamento de estudos para a realização de uma reforma da paróquia visando otimizar os espaços; troca dos microfones do altar, do leitor e do comentarista. Além disso, nossas celebrações passaram a ser mais bem preparadas; a Pastoral da Música teve melhor organização e demos início à formação de novos Ministros. 

Por tudo isso, podemos repetir o salmo: "em tudo dai graças ao Senhor".

A ação Pastoral é dinâmica e contínua. Uma eficiente Pastoral pede a participação de todos. Quanto mais comunhão, menos erros cometemos e mais eficaz se torna a evangelização.

A paróquia é a casa da fé, é onde escutamos a Palavra e realizamos a Ceia do Senhor.

Convido todos a trabalharmos, a não termos medo de exercer o papel de missionários e missionárias, a tudo fazermos pelo evangelho. Não vamos nos acomodar! Juntos podemos dar continuidade à construção de uma paróquia portadora de vida nesta cidade, um cidade tão contraditória, que, às vezes, dá sinais de individualismo misturado com gestos de compaixão.

FELIZ NATAL E UM ANO NOVO CHEIO DE BÊNÇÃOS DE DEUS!

Pe. Mário Pizetta, ssp Pároco

 

A Voz do Pároco Outubro e Novembro 2016

A IGREJA TEM A MISSÃO DE ANUNCIAR A MISERICÓRDIA DE DEUS
 

O Papa Francisco, em sua mensagem para o Dia Mundial das Missões de 2016, associa o Jubileu Extraordinário da Misericórdia ao Dia Mundial das Missões. Afirma que a missão é uma “grande, imensa obra de misericórdia, quer espiritual, quer material”. Ele diz: “a misericórdia gera alegria no coração do Pai”, que se volta aos pequenos, aos descartados, aos oprimidos(cf. Dt 4,31; Sal 86,15;103;111,4). “...encontra a sua manifestação mais alta e perfeita no Verbo encarnado. Ela revela o rosto do Pai”. 

Ele nos dirá, ainda, que quando aceitamos Jesus no Evangelho e nos Sacramentos, podemos nos tornar misericordiosos como nosso Pai celeste. A Igreja torna-se a primeira comunidade, no meio da humanidade, a viver a misericórdia. Em sua missão, a Igreja é missionária e misericordiosa. O amor de Deus é para todos os povos, e a sua ternura estende-se sobre todas as criaturas (cf. Sal 144,8-9).

Em sua exortação, Papa Francisco reconhece que, desde os primeiros tempos, homens e mulheres de todas as idades e condições deram testemunho deste amor de misericórdia. Identifica, ainda, que um dos sinais da presença constante do amor de Deus é o crescente número de pessoas do sexo feminino no mundo missionário. Ele insiste que quando os discípulos de Jesus percorrem as estradas da vida lhes é pedido um amor sem medida.

O mandato de Jesus: “Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado (Mt 28,19-20) não terminou (cf. Papa Francisco, Mensagem do Dia Mundial das Missões, 15 de maio 2016).

Hoje, o grande desafio de nossas comunidades é fazer despertar o sentido missionário de nossa ação evangelizadora, buscar ações que levem a Igreja em meio às atividades do mundo. Na medida em que crescermos nesta consciência, nos abriremos para o serviço comunitário, por meio de nossas Pastorais. As Pastorais constituem-se sinais no caminho da evangelização.

Atuar numa Pastoral é assumir uma atitude de compaixão, assim como fez Jesus na sua atividade. Não faltam serviços. Faltam operários para a messe.

Pe. Mário Pizetta, ssp - Pároco

 

A Voz do Pároco Setembro 2016

O mês de setembro, no Brasil, é dedicado a uma compreensão maior da Sagrada Escritura. Neste ano de 2016 é proposto o estudo do livro de Miquéias. O tema central: " O lema: Para que n'Ele nossos povos tenham vida." "Praticar a justiça, amar a misericórdia, e caminhar com Deus" Mq 6,8). 

Conhecer mais profundamente a Sagrada Escritura é colocar-se mais próximo do projeto do Pai. A Palavra de Deus é uma luz no caminho dos homens. Ela é sabedoria na vida das pessoas. Escutar o que ela diz é ter a certeza de estar percorrendo um caminho sempre seguro. 

O profeta Miquéias denuncia as injustiças praticadas pelos grandes do tempo: “Escutem bem, chefes de Jacó, governantes da casa de Israel! Por acaso, não é obrigação de vocês conhecerem o direito? Inimigos do bem e amantes do mal, vocês arrancam a pele das pessoas e a carne de seus ossos. Vocês são gente que devora a carne do meu povo e arranca suas peles; quebra seus ossos e os faz em pedaços, como um cozido no caldeirão” (Mq 3,1-3). O estudo deste profeta nos leva também a identificar, nos tempos de hoje, as grandes diferenças em nossa organização social. Vai nos ajudar a abrir os olhos e a compreender melhor porque temos a necessidade de tantas “bolsas”. Questionará nossas estruturas e nossos direitos, que foram tirados do mundo dos mais pobres. 

O livro de Miquéias pode ser dividido em cinco partes: 

a) 1º parte: Miquéias parte do tema da injustiça e corrupção social e mostra como estas atingem a vida do povo(Mq 3,9-12) 

b) 2º parte: Terra, Casa, Família são elementos essenciais para a sobrevivência da população camponesa(Mq 2,1-3.6-11) 

c) 3º parte: O falso profeta desinforma e manipula as pessoas(Mq 3,5-8) 

d) 4º parte: Caminhar com Deus (Mq 6,1-8) 

e) 5º parte: A esperança anima a caminhada do povo(Mq 4,1-5). (cf. livro DEFESA DA FAMÍLIA: CASA e TERRA - Entendendo o livro de Miquéias, Centro Bíblico Verbo, Paulus, 2016) 

A Palavra de Deus tem a força de gerar nova vida (Is 40,8). Ela é como a chuva e a neve que caem do céu; para lá não voltam sem antes molhar a terra, tornando-a fecunda e fazendo-a germinar, a fim de produzir semente para o semeador e alimento para quem come. Assim acontece com a minha palavra, que sai de minha boca. Ela não volta para mim sem efeito, sem ter realizado o que eu quero, e sem ter cumprido com sucesso a missão para a qua

Pe. Mário Pizetta, ssp - Pároco

l eu a enviei (Is 55,10-11). 

 

 
MÃE: UM CORAÇÃO MAIOR DE TODOS


Uma das expressões mais belas que encontrei ao longo de minhas observações, escutas e leituras até estes dias foi: . “o coração de uma mãe é o maior de todos” 

Quando reconhecemos algo superior em nossos confrontos, precisamos identificar as características de tal superioridade: Humanidade, Sensibilidade, Acolhida, Perdão, Compreensão, Atenção, Solidariedade, Escuta, Discernimento, Zelo, Doação, Renúncia, Presença, Instinto de proteção e Amor. 

Ao longo da vida, também observei outra riqueza: “as mães não são todas iguais”; possuem formação e experiências diferenciadas. A mãe é também resultado de uma cultura. Aprendi, ainda, que nem todas as mulheres nasceram para serem mães, embora pudessem; da mesma forma, nem todos os homens nasceram para serem pais, embora biologicamente possam ter tal capacidade. 

É a partir dessas muitas observações que concluo: o coração de uma mãe tem particularidades e é maior que os outros. Vejo nas mães um grande dom: o olhar. É mais profundo, dispensa palavras para se comunicar e sua mensagem chega rapidamente. 

Hoje, muitas mulheres buscam mais o caminho profissional do que a maternidade. Algumas até se casam, mas não se abrem para o dom da maternidade. Outras, ainda, em parceria com o esposo, tentam conciliar essas realidades e procuram ousar: desejam filhos, mas aspiram também uma carreira profissional. 

Outra particularidade que encontrei é a dimensão religiosa: muitas expressam a maternidade na vida religiosa da comunidade. Estas parecem sentir mais as necessidades do outro e a busca de Deus. Conheci muitas que, além dos cuidados pela vida de família, eram verdadeiras evangelizadoras e testemunhas do amor de Deus. 

O amor de mãe é “impagável”. Por mais que o filho insista em retribuí-lo, tem consciência de que ficará sempre em débito. Às vezes, o amor de mãe não é compreendido pelos filhos. Muitos acreditam que suas interferências são intromissões, mas essas percepções advêm de uma visão imatura. 

No coração de todas as mães existe um pouco do coração da Grande Mãe, Maria. Ela se alegrava com os feitos do Filho e era sempre solidária nos seus momentos menos alegres e preocupantes. Assim são muitas mães que conheço. 

 

Pe. Mário Pizetta, ssp - Pároco


A VIDA É VENCEDORA
 

Durante quarenta dias nos preparamos para celebrar a Páscoa. Tempo de reflexão, oração, encontros e reconciliação. Ao celebrarmos esse que é o maior momento de nossa fé,revivemos o grande gesto de Jesus: depois de ter passado no meio de nós fazendo o bem, ele foi levado à morte para, então, ressuscitar.

O apóstolo Paulo nos explica o sentido desse ato de coragem: “Cristo morreu por  nossos pecados e,no terceiro dia, ressuscitou” (cf.1Cor15,3-5). Vimos, portanto, que o amor vivido em plenitude resgata a vida para a eternidade. A ressurreição é o grande acontecimento cristão, o ápice de nossa fé. Sem a ressurreição, a morte seria uma tragédia para todos. O prefácio dos falecidos nos diz:“A vida não é tirada, mas transformada [...] se a certeza da morte nos entristece, a promessa da imortalidade consola”(cf.prefácio 75 do Missal Romano).

Se não acreditássemos na ressurreição, tudo terminaria com nossa descida entre os mortos. A ida para o mundo dos mortos é um caminho natural para o mundo dos vivos. Não somos eternos.

Ao ressuscitar, Jesus afirma a supremacia da vida para todos nós: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo11,25). A fé na ressurreição nos enche de esperança e nos torna imortais. A vida é vencedora. Com a ressurreição veremos “a morada do Pai”. “Eu vi a nova Jerusalém descer do céu” (cf.Ap21,2).  

Não poderíamos contemplar a beleza de sua casa se não passássemos pela morte, o grande momento de purificação. Com a morte, encerra-se a vida corruptível; a ressurreição nos possibilita o ingresso na incorruptibilidade dos filhos e filhas de Deus.

A Páscoa nos estimula a abandonar o caminho das injustiças,das indiferenças e das desigualdades, para buscar construir um caminho que conduza à vida. A vida floresce quando semeamos a justiça, a fraternidade, a paz, a solidariedade, quando criamos uma nova consciência do uso do nosso planeta.

Todos podem ter atitudes construtivas. O novo vem de nossa conversão, de nossa mudança de mentalidade, de nossa adesão a Cristo Ressuscitado. Celebra a Páscoa quem vive a vontade do Pai, quem abandona o mundo da morte. Vive a Páscoa aquele que vive a misericórdia, que vai vai ao encontro do outro, como fez Jesus. Cada ação que fazemos em favor da vida é uma resposta de que estamos celebrando a ressurreição.

Por fim, vale lembrar os apelos da Campanha da Fraternidade: Casa Comum, Nossa Responsabilidade. Podemos todos mudar os nossos hábitos, atentando para  o consumo consciente, o descarte de lixo,o trabalho de reciclagem, o uso racional da água.

Empenhemo-nos, ainda, junto ao poder público por políticas públicas de saneamento, limpeza de córregos, tratamento do esgoto. Estas são demandas objetivas e urgentes de grande parte da população brasileira. A Ressurreição nos chama à vida!

FELIZ PÁSCOA, MINHA IRMÃ E MEU IRMÃO!

Pe. Mário Pizetta, ssp - Pároco


 

 
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