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A voz do Pároco Março / Abril 2017
 
PÁSCOA: A GRANDE PASSAGEM PARA A VIDA
 
 
Daqui a alguns dias, celebraremos a Páscoa do Senhor. Jesus que vence o pecado e a morte. Jesus que não permanece no reino das sepulturas. Com a ressurreição, Jesus abre o caminho ao Pai:
 
“na casa de meu pai tem muitas moradas...” (Jo 14,2).
 
A Celebração da Páscoa é sempre um retorno às raízes de nossa fé, uma revitalização espiritual, de modo que voltados para a vida sejamos construtores de um mundo melhor. A Quaresma nos pediu para deixar para trás tudo o que pertence ao mundo das trevas, ficando apenas com os caminhos da luze que promovem a vida.
 
A Semana Santa, que partilhamos juntos, é uma profunda experiência de fé, quando buscamos nos aproximar mais de Deus Misericordioso. No Tríduo Pascal, revivemos com Jesus todos os seus momentos de partilha, de sofrimento e vida. A partilha aconteceu no repartir o pão na Ceia com os discípulos e com Maria, deixando-nos a Eucaristia. O sofrimento foi sentido na condenação, na flagelação, na coroação de espinhos, no carregar a cruz, e sobre o calvário, a morte na cruz. Com a morte, nossos sentimentos foram tocados, mas não veio o desespero e, sim, a certeza de que Deus não deixaria seu Filho no mundo dos mortos, como o trariapara a vida.
 
A Vigília, o canto do “Exulte” acompanhado pelas velas acesas, a leitura de textos sagrados, o canto de aleluia, a renovação das promessas batismais e a partilha da Ceia Pascal são o pré-anúncio de que Cristo está vivo. Com a chegada da manhã de domingo, o grande anúnciovindo das mulheres:“tiraram o corpo de Jesus do túmulo”.
 
Algo de novo tinha acontecido. Surgem dúvidas, fazem-se interrogações: por acaso roubaram o corpo para confundir a mente dos que acreditavam em Jesus? Nada disso era verdade! Vimos os discípulos correrem para o túmulo. Acabam as dúvidas: Jesus havia ressuscitado. A vida havia sido vencedora.
 
A partir daquela manhã de domingo, a humanidade se abriu para um novo tempo: o tempo do Cristo Ressuscitado, uma nova  realidade para o caminho da Fé.
 
Os discípulos recebiam uma grande missão: anunciar ao mundo que Jesus tinha vencido a morte e estava vivo.
 
Cada um de nós, a partir de agora, somos testemunha viva desta história do amor de Deus que se manifesta em Jesus.
 
Logo, estaremos em maio, quando comemoraremos os 100anos de Fátima e os 300 anos de Aparecida!
 
Pe. Mário Pizetta, ssp (Pároco)
 

A voz do pároco fevereiro de 2017

FRATERNIDADE: BIOMAS BRASILEIROS E DEFESA DA VIDA CULTIVAR E GUARDAR A CRIAÇÃO (GN 2,5) 

A CF de 2017 expõe um dos mais importantes temas voltados ao meio ambiente: e suas implicações. Ao propor esta os biomas brasileiros reflexão, a Igreja quer nos ajudar a compreender que a vida humana está profundamente relacionada ao meio ambiente, pois é dele que virão os subsídios para a alimentação e a sobrevivência humana. Preservar os biomas é dar caráter de sustentabilidade ao planeta. 

Um bioma pode ser definido como "Conjunto de vida vegetal e animal, constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e que podem ser identificados [sic] regional, com condições de geologia a nível e clima semelhantes e que, historicamente, sofreram os mesmos processos de formação da paisagem, resultando em uma diversidade de flora e fauna própria" (cf. IBGE, http/7a12.ibge.gov.br). 

Olhando para o histórico das Campanhas, identificamos que o tema do Meio Ambiente volta sempre. Vejamos: 

1979: Por um mundo mais humano, preserve o que é de todos; 

1986: Fraternidade e a terra - Terra de Deus, terra de irmãos; 

2004: Fraternidade e a Água, fonte de vida; 

2007: Fraternidade e Amazônia - Vida e Missão neste chão; 

2011: Fraternidade e a vida no Planeta - A criação geme em dores de parto; 

2016: Casa Comum, nossa responsabilidade (cf. Texto Básico CF 2017 n. 24-25, CNBB). 


São seis os biomas no Brasil, de acordo com especialistas e o livro texto da CF 2017: A Floresta Amazônica, Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica e Pampas. Cada Bioma é um conjunto de riquezas da flora e da fauna brasileira. A Amazônia é o maior bioma do Brasil, com mais de 2.500 espécies de árvores e 30 mil de plantas. A caatinga ocupa dez estados brasileiros; abriga 1.487 espécies de fauna e 27 milhões de pessoas. O cerrado detém 5% da biodiversidade do Planeta e é conhecido como a savana mais rica do mundo. .

Na Mata Atlântica, 15% do território é coberto pelo bioma reconhecido com Patrimônio Nacional. O Pampa contempla paisagens naturais variadas, de serras a planícies, de morros rupestres e coxilhas; e, por último, o Pantanal é considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta. (cf. Paulo Araújo/MMA). 

Temos uma diversidade de riquezas inimagináveis em relação à fauna e à flora brasileira. A destruição dos biomas é o estabelecimento do desequilíbrio do planeta

Uma grande vantagem do estudo dos biomas diz respeito ao cultivo das plantações, não só em relação à espécie em si, mas à produtividade. 

Natureza e trabalho humano precisam viver harmoniosamente. Quando o homem destrói o bioma pela ganância do dinheiro, dos grandes empreendimentos, está acelerando seu próprio caminho até a morte. Pela preservação dos biomas está a continuidade da espécie humana.

Então, qual o caminho? O caminho é trabalhar a terra de forma sempre sustentável a partir de políticas públicas ambientais que respeitem a biodiversidade dos biomas. Deus nos deu o planeta Terra gratuitamente para servir a todos. Não faz sentido alguém ser possuidor de grandes áreas. A natureza está a serviço do homem, não a serviço do lucro. Cabe ao homem saber usar corretamente o planeta, ou seja, cultivar e guardar a criação (Gn 2,5).

Pe. Mário Pizetta, ssp (Pároco)

 

A voz do Pároco dezembro 2016

UM ANO DE MUITAS REALIZAÇÕES: OBRIGADO, SENHOR!

Depois de um ano de caminhada, acredito que a palavra mais justa nesta hora seja OBRIGADO! 

É preciso agradecer a Deus, que caminhou conosco, e às pessoas que buscaram ser mais Igreja com sua participação. 

Neste ano de 2016 buscamos realizar um caminho de integração e Comunhão em diferentes níveis: Igreja Universal, Arquidiocesana, Regional, Setorial e Paroquial. 

Com a Igreja Universal: estivemos em sintonia com a grande proposta do Ano Jubilar: Ano Extraordinário da Misericórdia. Nesta experiência, sentimos Deus mais próximo dos homens. 

Sob a perspectiva Arquidiocesana: vivemos a Campanha da Fraternidade, a releitura do 11º Plano Pastoral e o lançamento do 12º Plano. 

Olhando para nossa Região Sé: duas Pastorais estiveram mais presentes: a Pastoral Litúrgica e a Pastoral da Saúde. 

No universo Setorial: tivemos participação ativa da paróquia na Campanha da Fraternidade, nos diversos estudos, entre eles, o do documento Dei Verbum, no Mutirão Bíblico e nas celebrações da Missa da Paz. 

No âmbito Paroquial: registramos mudanças significativas: passagem da Catequese do sábado para o domingo; preparação do Batismo para a primeira e terceira quarta-feira de cada mês; e antecipação da missa das 10h para as 9h30. 

Também observamos uma presença significativa da paróquia junto a Casas de Repouso e maior envolvimento de paroquianos na Pastoral da Saúde. Na área de comunicação, tivemos a edição de vários números de nosso Boletim Informativo, a manutenção do site (www.santoinaciosp.com.br) e maior presença em nosso Facebook; algumas mudanças também enriqueceram o trabalho de nossa paróquia: apresentação de um quadro, na porta da igreja, fazendo luz aos acontecimentos eclesiais do mês; aprofundamento de estudos para a realização de uma reforma da paróquia visando otimizar os espaços; troca dos microfones do altar, do leitor e do comentarista. Além disso, nossas celebrações passaram a ser mais bem preparadas; a Pastoral da Música teve melhor organização e demos início à formação de novos Ministros. 

Por tudo isso, podemos repetir o salmo: "em tudo dai graças ao Senhor".

A ação Pastoral é dinâmica e contínua. Uma eficiente Pastoral pede a participação de todos. Quanto mais comunhão, menos erros cometemos e mais eficaz se torna a evangelização.

A paróquia é a casa da fé, é onde escutamos a Palavra e realizamos a Ceia do Senhor.

Convido todos a trabalharmos, a não termos medo de exercer o papel de missionários e missionárias, a tudo fazermos pelo evangelho. Não vamos nos acomodar! Juntos podemos dar continuidade à construção de uma paróquia portadora de vida nesta cidade, um cidade tão contraditória, que, às vezes, dá sinais de individualismo misturado com gestos de compaixão.

FELIZ NATAL E UM ANO NOVO CHEIO DE BÊNÇÃOS DE DEUS!

Pe. Mário Pizetta, ssp Pároco

 

A Voz do Pároco Outubro e Novembro 2016

A IGREJA TEM A MISSÃO DE ANUNCIAR A MISERICÓRDIA DE DEUS
 

O Papa Francisco, em sua mensagem para o Dia Mundial das Missões de 2016, associa o Jubileu Extraordinário da Misericórdia ao Dia Mundial das Missões. Afirma que a missão é uma “grande, imensa obra de misericórdia, quer espiritual, quer material”. Ele diz: “a misericórdia gera alegria no coração do Pai”, que se volta aos pequenos, aos descartados, aos oprimidos(cf. Dt 4,31; Sal 86,15;103;111,4). “...encontra a sua manifestação mais alta e perfeita no Verbo encarnado. Ela revela o rosto do Pai”. 

Ele nos dirá, ainda, que quando aceitamos Jesus no Evangelho e nos Sacramentos, podemos nos tornar misericordiosos como nosso Pai celeste. A Igreja torna-se a primeira comunidade, no meio da humanidade, a viver a misericórdia. Em sua missão, a Igreja é missionária e misericordiosa. O amor de Deus é para todos os povos, e a sua ternura estende-se sobre todas as criaturas (cf. Sal 144,8-9).

Em sua exortação, Papa Francisco reconhece que, desde os primeiros tempos, homens e mulheres de todas as idades e condições deram testemunho deste amor de misericórdia. Identifica, ainda, que um dos sinais da presença constante do amor de Deus é o crescente número de pessoas do sexo feminino no mundo missionário. Ele insiste que quando os discípulos de Jesus percorrem as estradas da vida lhes é pedido um amor sem medida.

O mandato de Jesus: “Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado (Mt 28,19-20) não terminou (cf. Papa Francisco, Mensagem do Dia Mundial das Missões, 15 de maio 2016).

Hoje, o grande desafio de nossas comunidades é fazer despertar o sentido missionário de nossa ação evangelizadora, buscar ações que levem a Igreja em meio às atividades do mundo. Na medida em que crescermos nesta consciência, nos abriremos para o serviço comunitário, por meio de nossas Pastorais. As Pastorais constituem-se sinais no caminho da evangelização.

Atuar numa Pastoral é assumir uma atitude de compaixão, assim como fez Jesus na sua atividade. Não faltam serviços. Faltam operários para a messe.

Pe. Mário Pizetta, ssp - Pároco

 

A Voz do Pároco Setembro 2016

O mês de setembro, no Brasil, é dedicado a uma compreensão maior da Sagrada Escritura. Neste ano de 2016 é proposto o estudo do livro de Miquéias. O tema central: " O lema: Para que n'Ele nossos povos tenham vida." "Praticar a justiça, amar a misericórdia, e caminhar com Deus" Mq 6,8). 

Conhecer mais profundamente a Sagrada Escritura é colocar-se mais próximo do projeto do Pai. A Palavra de Deus é uma luz no caminho dos homens. Ela é sabedoria na vida das pessoas. Escutar o que ela diz é ter a certeza de estar percorrendo um caminho sempre seguro. 

O profeta Miquéias denuncia as injustiças praticadas pelos grandes do tempo: “Escutem bem, chefes de Jacó, governantes da casa de Israel! Por acaso, não é obrigação de vocês conhecerem o direito? Inimigos do bem e amantes do mal, vocês arrancam a pele das pessoas e a carne de seus ossos. Vocês são gente que devora a carne do meu povo e arranca suas peles; quebra seus ossos e os faz em pedaços, como um cozido no caldeirão” (Mq 3,1-3). O estudo deste profeta nos leva também a identificar, nos tempos de hoje, as grandes diferenças em nossa organização social. Vai nos ajudar a abrir os olhos e a compreender melhor porque temos a necessidade de tantas “bolsas”. Questionará nossas estruturas e nossos direitos, que foram tirados do mundo dos mais pobres. 

O livro de Miquéias pode ser dividido em cinco partes: 

a) 1º parte: Miquéias parte do tema da injustiça e corrupção social e mostra como estas atingem a vida do povo(Mq 3,9-12) 

b) 2º parte: Terra, Casa, Família são elementos essenciais para a sobrevivência da população camponesa(Mq 2,1-3.6-11) 

c) 3º parte: O falso profeta desinforma e manipula as pessoas(Mq 3,5-8) 

d) 4º parte: Caminhar com Deus (Mq 6,1-8) 

e) 5º parte: A esperança anima a caminhada do povo(Mq 4,1-5). (cf. livro DEFESA DA FAMÍLIA: CASA e TERRA - Entendendo o livro de Miquéias, Centro Bíblico Verbo, Paulus, 2016) 

A Palavra de Deus tem a força de gerar nova vida (Is 40,8). Ela é como a chuva e a neve que caem do céu; para lá não voltam sem antes molhar a terra, tornando-a fecunda e fazendo-a germinar, a fim de produzir semente para o semeador e alimento para quem come. Assim acontece com a minha palavra, que sai de minha boca. Ela não volta para mim sem efeito, sem ter realizado o que eu quero, e sem ter cumprido com sucesso a missão para a qua

Pe. Mário Pizetta, ssp - Pároco

l eu a enviei (Is 55,10-11). 

 

 
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