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Mensagens da semanas Fevereiro de 2018

DEUS NÃO QUER COMÉRCIO NA SUA CASA.

Jesus, neste 3º domingo da quaresma, nos vai advertir sobre a instrumentalização do templo, sua casa não é um espaço de negociação, de lucros e muito menos lugar de exploração.

A primeira leitura nos fala da Aliança de Deus com os homens. A aliança é um conjunto de orientações, que chamamos de mandamentos. Na verdade é proposto ao homem um código comportamental. São indicações que irão favorecer a vida, as relações sociais. A primeira exigência afirma a soberania Senhor: “Eu sou o Senhor teu Deus..., não terás outros deuses além de mim”(cf. Ex 20,1-17).

No evangelho, João, João descreverá a irritação, indignação de Jesus no templo: “ tirai isto daqui, não façais da minha casa um comércio”. Aquele Jesus manso e pacífico desaparece e apresenta Jesus enérgico. Jesus tem um zelo pelo templo. “O zelo pela tua casa me consumirá”. Os judeus revoltados perguntam: que sinal nos mostras para agir assim? Numa linguagem simbólica Jesus diz “ Destruí este templo e em três dias o reconstruirei. No entanto Jesus falava do templo do seu corpo, mas mesmo assim não lhes davam crédito”(cf. Jo 2,13-25).

Na segunda leitura Paulo dirá que a morte de Cristo na cruz é o novo cordeiro, o novo sinal da aliança. O que era escândalo para os judeus e sabedoria para os gregos, para os que creem a cruz tornou-se sabedoria de Deus.

Na vida veremos que os mandamentos são caminhos seguros e justos e constroem a vida. Jesus pede também que cuidemos bem de nosso corpo, que é templo do Espirito Santo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“MESTRE, É BOM FICARMOS AQUI”

No primeiro domingo da quaresma fomos com Jesus para o deserto. Neste segundo domingo Jesus nos convida a ir com Pedro, Tiago e João, ao alto do monte Tabor. O monte é o lugar do encontro com Deus.

É o lugar da contemplação. Ali, Jesus se manifestará como o Filho amado.

Na 1ª leitura encontraremos a grande prova do Senhor a Abraão: oferecer em sacrifício o seu único filho, Isaac. Abraão obedece e vai ao monte. Quando está para imolar o filho, o Senhor o impede de assim proceder, reconhece o quanto Abraão é fiel, lhe recompensa dizendo que ele será o pai de um numeroso povo. (cf. Gn 22,1-2.9-13.15-18).

No evangelho, Jesus leva Pedro, Tiago e João para o Monte Tabor. Neste local Jesus se transfigura, os discípulos vislumbram a ressureição, Pedro não quer mais ir embora “é bom ficarmos aqui”, quer viver este momento extraordinário. Também Jesus mostra aos discípulos sua relação com Moisés e Elias. Jesus se apresenta como o Filho amado. Para os apóstolos a transfiguração é um encorajamento para poderem enfrentar as dificuldades da cruz (9,2-10).

Na segunda leitura, Paulo nos dirá que nada nos separará do amor de Cristo. Para compreender este grande amor de Cristo precisamos nos livrar dos obstáculos que nos impedem de fazer este encontro (cf. Rm 8,31-34). Muitos são os montes onde Jesus se transfigura. Para vê-los precisamos pedir que Jesus nos liberte da nossas cegueiras.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


O DESERTO: O LUGAR DA COMPREENSÃO

No primeiro domingo da Quaresma vemos Jesus sendo levado pelo Espirito ao deserto e depois inicia sua missão pela Galileia (Mc 1,12s). O deserto é o lugar do silêncio, da escuta. longe do mundo, Jesus vai compreender a sua missão.

A 1ª leitura mostra a aliança do Senhor com Noé: “Eis que vou estabelecer convosco a minha aliança”.

O Senhor assim fala: “ponho o meu arco nas nuvens como sinal de aliança entre mim e a terra”. Deus revela a sua fidelidade com o homem (cf. Gn 9,8-15).

No evangelho, vemos Jesus sendo conduzido pelo Espirito ao deserto, passa quarenta dias e depois se dirige a Galileia e anuncia que o tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo”, chamando a todos para a conversão: “convertei-vos e crede no evangelho” (Lc 1,12-15).

Na segunda leitura, Pedro nos lembra que Noé salvou um pequeno número de pessoas, Jesus, com sua ressureição salva o ser humano na vida nova do ressuscitado (cf. 1Pd 3,18-22).

A Quaresma é o tempo da reconciliação, o tempo favorável da mudança de vida. Através da oração, da caridade e do jejum podemos trilhar o caminho de Jesus.

Não vamos nos esquecer da problemática que a Campanha da Fraternidade nos convida: construirmos a cultura da paz, da justiça a luz da Palavra de Deus. A superação da violência virá se diminuirmos as desigualdades sociais e tomarmos consciência da necessidade de participação na defesa dos direitos trabalhistas e da legislação de políticas públicas.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


JESUS SUPERA OS PRECONCEITOS E CURA

O sexto domingo do tempo comum, do ano B, nos apresenta o milagre da cura do leproso.

A primeira leitura, o livro dos Reis, nos enriquece apresentando a cura de Naamã pelo profeta Eliseu.

Deus revela sua força e seu poder na simplicidade. Acreditar é importante para poder alcançar a graça da libertação (cf. 2 Rs 5,9-14).

O evangelho, por meio de Marcos, identificamos a compaixão de Jesus diante de leproso, que de joelhos implora a Jesus para ser curado. Jesus, superando todos os preconceitos da época, cura o leproso. Marcos nos mostra que Jesus atende a todos que com fé se dirigem a ele. Jesus não quer ninguém a margem, todos caminhando juntos (cf. Mc 1,40,45).

A segunda leitura, de Paulo aos Coríntios, encontramos a exortação: tudo o que fizermos, o façamos “para a glória de Deus” (cf. 1 Cor 10,31-11,1).

A Palavra deste domingo nos leva a compreender uma das maiores qualidades de Jesus: a compaixão. Jesus nos ensina que quando desenvolvemos em nós a compaixão somos capazes de nos aproximar do outro. Ao curar o leproso, Jesus reintegra todos os irmãos que se encontram excluídos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS ASSUME O SOFRIMENTO DO OUTRO 

 

O 5º domingo do tempo comum, ano B, nos mostra um lado da vida que nem sempre somos capazes de compreender: o sofrimento. Na 1ª leitura, vemos o comportamento de Jó diante das provações. Seus amigos buscam consolá-lo dizendo que os justos serão recompensados e os ímpios castigados. Jó na sua mais profunda tristeza não reclama para Deus, pelo contrário, vive esta experiência como um mistério (cf. Jó 7,1-4.6-7). 

No evangelho, Marcos mostra Jesus que continua a sua missão de ser solidário com os mais fracos. Cura a sogra de Pedro e realiza muitos outros milagres. Estes, se constituem sinais do poder divino de Jesus. Vemos que Jesus assume o sofrimento do outro, revelando com isso que Deus é próximo de quem sofre. Jesus cura aqueles que com fé se aproximam dele (cf. Mc 1,29-39). 

Na segunda leitura encontramos Paulo, que confessa o seu grande entusiasmo pelo anúncio do evangelho: “Ai de mim se eu não evangelizar”. Paulo ainda nos ensina que anuncia o evangelho na gratuidade, pois foi na gratuidade que ele recebeu. Paulo também nos ensina que no caminho da ação evangelizadora precisamos nos adaptar a todas as condições (1 Cor 9,16-19.22-23). 

Jesus, em sua atividade, não permanecia em casa, ia ao encontro. Evangelizar é aproximar-se de quem precisa, de quem está enfermo. 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco