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  O AMOR É A FORMA CONCRETA DE MANIFESTAR NOSSA FÉ 

O 30º domingo do tempo comum leva-nos  a escutar a pergunta dos fariseus: “Qual é o maior mandamento? Vejamos como as leituras respondem a este questionamento.

No livro do Êxodo o Senhor fala ao povo para que não maltrate e nem explore o seu irmão, não faça mal a viúva. Todo aquele que praticar estes comportamentos sentirá a cólera do Senhor (cf.  Ex 22,20-26).

No evangelho Jesus resume a Lei e os Profetas: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda tua alma e de todo o teu entendimento” e “amarás o teu próximo como a ti mesmo” ( cf. Mt 22,34-40). Recordemos que Judeus tinham 613 mandamentos, 365 proibições e 248 prescrições. Jesus faz uma síntese de todas estas normativas e no resumo que apresenta o jeito de ser cristão. Jesus está  dizendo que na prática do amor a Deus e ao próximo está a nossa expressão máxima da nossa fé. Fé sem a prática do amor não é completa.

Paulo, na carta aos Tessalonicenses, expõe como os primeiros evangelizadores agiam: com simplicidade acolhiam a todos, viviam uma conversão contínua, davam testemunhos e se tornaram modelos para outras comunidades (cf. 1Ts 1,5-10).

Jesus ao pedir amor ao próximo está reconhecendo a criatura humana não apenas como sua imagem, mas o identifica como o ser mais importante de todas as criaturas criadas. 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


SER MISSIONÁRIO: É SER COLABORADOR DE DEUS 

Neste domingo, a Igreja celebra o dia mundial da missões das Missões. O Papa Francisco em sua mensagem para este dia afirma: “a Igreja é missionária por sua natureza”, está fundamentada no poder transformador do evangelho”, nos tornamos seguidores de jesus quando o acolhemos em nossa vida. A ato de crer  e de agir nos torna colaboradores  de Deus. 

Na 1ª leitura, Isaias nos mostra que Ciro, imperador, ao libertar o povo judeu torna-se um instrumento de Deus. Nos alerta de que nenhum poder é eterno neste mundo (cf. Is 45, 1.4-6). 

No evangelho nos é apresentada a questão da autoridade política e religiosa: “É justo pagar tributo a Cesar?”. Jesus não entra na pergunta maldosa dos fariseus e doutores da lei, mas mostra que devemos reconhecer  o que é de Deus e respeitar o que é do poder deste mundo. 

Na segunda leitura, vemos Paulo, incentivando os cristãos da cidade de Tessalônica  a viverem a fé. Fé que não é um mero sentimento, mas um comprometimento com o projeto de Jesus., Quando assumimos um serviço, um trabalho na evangelização estamos nos tornando missionários. 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DEUS NOS CONVIDA PARA O GRANDE BANQUETE

Depois que o evangelista Mateus nos apresentou a parábola da vinha, neste 28º domingo do tempo comum, somos convidados a participar do grande banquete.

O profeta Isaias dirá que o Senhor nos chama para o banquete sobre o monte. A imagem da mesa farta é a manifestação da alegria  de todos os que acolhem a Deus. Olhando para o nosso mundo vemos que o privilégio de bons alimentos ainda está na mesa de poucos.

No evangelho vamos ouvir a parábola do rei que fez uma grande festa para o casamento do  seu filho. Ele distribuiu um enorme número de convites, e muitos apresentaram desculpas e não foram para o banquete. Deus é o Pai que oferece a festa. O filho é Jesus. A parábola expressa a imagem do Reino: Deus convida a todos, mas nem todos aceitam, aquele que não tem a veste nupcial é aquele que não quer se comprometer.

 

Paulo, na segunda leitura, nos dá um belo exemplo de humildade e de confiança: sabe viver na abundância e também na pobreza, testemunha  sua capacidade de adaptar-se à realidade onde se encontra. Paulo explica que esta capacidade é advinda de sua grande confiança que ele tem em quem o envia e na força que recebe devida a sua fidelidade.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A PEDRA REJEITADA QUE SE TORNOU A PEDRA ANGULAR

No último domingo a liturgia nos chamava atenção sobre a responsabilidade pessoal. Neste domingo ainda encontramos a reflexão sobre a vinha. Jesus já está em Jerusalém. As leituras proclamadas mostram a gratidão de Deus e seu cuidado com a vinha, revelam ainda a ingratidão do homem que além de não cuidar bem da vinha, produz frutos azedos e mata aqueles que foram enviados para supervisionar a ação dos vinhateiros.

O texto de Isaias é um “cântico de núpcias”: a vinha é a esposa e o amigo é o símbolo de Deus. O cântico é um hino a justiça e à fidelidade de Deus a seu povo, que nem sempre corresponde com bons frutos (Cf. Lit. Diária, Nº 310,p.38), ( Is 5,1-7).

O evangelho retoma o tema da vinha. O texto afirma que Deus confiou esta vinha a pessoas. Periodicamente enviou seus servos, os profetas, para ver o que estava acontecendo, mas eles foram mortos pelos arrendatários. Finalmente enviou seu Filho, mas este também foi morto,” A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular”(cf. Mt 21,42). Jesus é a pedra angular que foi rejeitada e morto.

Na segunda leitura encontramos Paulo que nos convida a atuar na vinha. A vinha é o reino, a comunidade, onde cada um de nós é convidado a empenhar-se a tudo o que é “verdadeiro, respeitável, justo, amável, honroso que mereça louvor do Senhor”(cf. Fil 4,6-9).

Vemos portanto que Deus criou um mundo pleno, perfeito, e repleto de riquezas. Deixou o homem como o grande responsável da vinha, mas este não soube zelar. Cada um de nós, animado pela força transformadora do evangelho, é chamado a fazer prosperar a vinha

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco