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Mensagens da Semana Setembro 2017

EMPENHADOS NA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MAIS JUSTO E DE PAZ

O 26º Domingo do Tempo Comum nos recorda que Deus chama todos os homens e mulheres a empenhar-se na construção de um mundo novo de justiça e de paz. Alerta que não podemos viver em duas opções: o “sim” para colaborar, ou voltarmo-nos para o egoísmo, comodismo, isolamento e não assumirmos um compromisso com Deus.

O profeta Ezequiel, na primeira leitura, convida os israelitas exilados na Babilónia a comprometerem-se de forma séria e consequente com Deus, sem rodeios, sem evasivas, sem subterfúgios. Cada crente deve tomar consciência das consequências do seu compromisso com Deus e viver, com coerência, as implicações práticas da sua adesão a Jahwéh e à Aliança.

O Evangelho vai nos ajudar a compreender como se concretiza o compromisso cristão com Deus: O “sim” que Deus nos pede não é uma declaração teórica de boas intenções, sem implicações práticas, mas é um compromisso firme, coerente, sério e exigente com o Reino, com os seus valores, com o seguimento de Jesus Cristo esforçando-se para cumprir a vontade de Deus.

Paulo, na segunda leitura, apresenta aos cristãos de Filipos e a nós do mundo de hoje, o exemplo de Cristo. Na condição de Filho de Deus, Cristo não afirmou com arrogância e orgulho a sua condição divina, mas assumiu a realidade da fragilidade humana, fazendo-se servidor dos homens para nos ensinar a suprema lição do amor, do serviço, da entrega total da vida por amor.

Deus nos pede a seguir Jesus e a viver do mesmo jeito, na entrega total ao Pai e aos seus projetos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


BÍBLIA: A PALAVRA QUE NUNCA SE DESATUALIZA

No último domingo de setembro  a Igreja celebra  o dia da Bíblia. Com esta data lembramos a importância da Palavra de Deus na vida do ser humano.

O Bem-aventurado Pe. Tiago Alberione, fundador da Família Paulina, dizia que a Biblia “é a carta que Deus enviou aos homens”.

O profeta Isaias, na 1ª leitura, fará um forte apelo para conversão; ”buscai o Senhor, abandonai o caminho dos ímpios, reconhecei  que os caminhos de Deus, não são os caminhos dos homens” (cf. Is 55,5-6). A Palavra do Senhor é luz para os que buscam a Deus e caminho para os que desejam retornar ao Senhor”.

No  evangelho, Deus nos convida a ir trabalhar na sua vinha em diferentes horas. Veremos que Deus é um patrão que não segue os critérios dos homens, mas  usa de bondade para com todos. Com isto o evangelho nos diz que o Reino de Deus não se baseia em mérito ou recompensa mas é dom de Deus. ”Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros” (cf.Mt 20,1-16).

A segunda leitura, Paulo nos dirá que para Ele “o viver é Cristo e o morrer é um lucro” (cf.Fl 1,21). O cristão não pode desanimar, mas ser perseverante em todas as situações. Não podemos perder de vista o fim.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


QUANTAS VEZES DEVO PERDOAR O MEU IRMÃO?

O XXIV domingo do tempo Comum, ano A, vai nos dizer que não existe limite para o perdão, precisamos perdoar sempre.

A 1ª leitura de Ezequiel, nos diz que devemos superar a lei talião (Lev.24,19.20;Ex 21,23-25; Dt 19,20). É um texto que antecipa o “pai nosso”.

Lembra que “o rancor e a raiva são coisas detestáveis”, nos questionará: ”Se você não tem compaixão do teu irmão, como poderá pedir perdão dos teus pecados?”(Cf. Eclo 27,33-28,9). O verdadeiro perdão começa com o perdão ao irmão.

O evangelho, através de uma parábola, Jesus explicará o sentido do perdão e  as consequências de quem não  é capaz de perdoar:” É assim que meu Pai do céu fará convosco se cada um  não perdoar o seu irmão” (cf. Mt 8,21-35).

Na carta aos Romanos, Paulo reconhece a diversidade de expressões da fé, vê o pluralismo, “quer vivamos ou morramos pertencemos a Cristo” (cf. Rm 14,7-9).

Perdoar é condição para construirmos a paz, é a essência dos ensinamentos de Jesus. O perdão não se mede pelas vezes que perdoamos mas pela profundidade. O perdão  vem da nossa capacidade de amar. Se amamos o irmão, não temos razões para bloquear a vida do outro. Perdoar é condição para conquistar a paz interior. Vamos lembrar que estamos no Mês da Bíblia, Ela é luz no caminho do ser humano.

 

 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


Mensagem da Semana 

  O NOSSO OLHAR FRATERNO COM AQUELES QUE ERRAM.

O 23º Domingo do tempo Comum, Ano A, nos fala da relação com o outro, de modo especial a correção fraterna.

A primeira leitura apresenta a missão  do profeta em nossa sociedade, ele é como um vigia na cidade. Está à serviço da vida. Sua missão é alertar os que se encontram nos maus caminhos, ele está para salvar o seu irmão(cf. Ez 33,7-9).

No evangelho, vemos as indicações de Jesus de como se comportar diante de um erro do irmão. Indica que a oração e a paciência fazem um bem enorme.

Vemos que Jesus oferece vários estágios para este perdão: o encontro fraterno, isto é no diálogo sincero; apresenta o apelo comunitário, duas ou mais pessoas, e por fim o anúncio público (Cf. Mt 18,15-20).

Na segunda leitura, Paulo dirá aos Romanos, que a única realidade que devemos  ao nosso irmão é o nosso amor. Afirma que quem ama cumpre a lei  e manifesta Deus Cf. Rm 13,8-10).

Recordamos que estamos no mês da Bíblia, um mês de maior intimidade com a Palavra de Deus.

 

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


JESUS ANUNCIA O CAMINHO DA CRUZ

No último domingo, víamos o elogio de Jesus a Pedro: “Feliz és tu Pedro”, neste domingo, vemos Pedro não aceitar que Jesus tenho que sofrer e morrer.

A primeira leitura apresenta as confissões do profeta Jeremias, onde ele se sente enganado pelo Senhor, reclama que sua palavra foi motivo de gozação diante das pessoas, mas admite ter sido seduzido: ”seduziste-me Senhor” (Jer 20,7). Mesmo diante de todo o sofrimento, o profeta reconhecerá que dentro dele sentiu penetrar um fogo ardente que era impossível resistir (cf. Jer 20, 7-9).

No evangelho, Jesus faz um anúncio: a primeira vista estranho para os discípulos, sobretudo para Pedro: “iria sofrer muito, devia morrer e ressuscitar no terceiro dia”(cf. Mt 16,21). Pedro amava Jesus por isso repreende Jesus: “Deus não permita tal coisa”, mas é advertido por Jesus: “Vai para longe de mim, Satanás”, ”você é uma pedra de tropeço”. Jesus nesta hora está afirmando a Pedro, aos discípulos, e nós que a cruz faz parte do seguimento e quem quiser segui-lo precisa assumir as consequências. O seguimento exige renuncia (cf. Mt16,21-237).

Na segunda leitura Paulo advertirá para não nos conformarmos com a mentalidade do mundo, mas transformá-lo, isto é, eliminar do mundo tudo o que impede a realização do Reino (cf. Rm 12,1-2).

Neste mês de setembro, Mês da Biblia, vamos nos dedicar mais tempo a escutar a Palavra de Deus, recordar que Ela é luz para os nossos passos.

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco