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UMA CASA DE TODOS

A Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 nos traz um tema muito próximo: "Casa Comum, nossa responsabilidade". E tem um lema carregado de esperança: "Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca" (Am 5,24).

Esta campanha tem como objetivos gerais "assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas publicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro da Casa Comum" (apresentação do texto Básico da CF).

Um particular importante desta Campanha é que ela é Ecumênica. É a soma de esforços de diversas expressões religiosas: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, Centro Ecumênico de Serviço à Evangelização e Educação Popular - CESEEP, Visão Mundial, Aliança de Batistas do Brasil, Diretoria do CONIC, Misereor, CONIC. Estamos todos em busca de uma atenção maior para com a nossa Casa Comum.

Esta campanha, portanto, é um apelo feito a todos. Seu rosto é a humanidade. O planeta é de todos e, independentemente de nossas opções religiosas, precisamos compreender que todos sofrem com as consequências dos maus-tratos ao planeta Terra. Ter saneamento básico é ter qualidade de vida e isto não é um privilégio de poucos, mas de todos.

Nos últimos anos, pressionados pelo aumento e concentração da população nas grandes cidades, falta de água, aumento do calor, doenças e outros fatores, percebe-se que, por medo ou por consciência, estamos tendo mais atenção ao que recebemos de Deus. Mas temos de lutar por políticas públicas que garantam o direito à qualidade de vida a todos.

A Casa Comum é o planeta, o lugar onde vivemos e organizamos a nossa vida. Todas as vezes que o exploramos para obtermos lucros desenfreados que geram as diferenças sociais destruímos o que é de todos. Todas as vezes que nossas autoridades não se fazem atentos, temos tragédias.

Saneamento básico é política pública, mas também nós temos de colaborar por meio da reciclagem do lixo e não jogando dejetos nos córregos, nas ruas. Isso é exercício de cidadania. Autoridades e povo, quando buscam conjuntamente resolver os problemas básicos comuns, estão cumprindo com seus deveres.

As políticas públicas não são favores dos governantes ao povo, mas deveres em favor do direito de todos. Saneamento básico é condição primeira para melhorar a qualidade de vida de todos.

Pe. Mário Pizetta, ssp - Pároco